Deu nO Globo: “Chico Buarque diz que a idiotice está ao nosso redor”. Segundo o grande artista, desde os últimos 20 anos está tudo meio idiota no panorama cotidiano e dá vários exemplos.
Eu concordo como ele. Aliás, quem me conhece sabe que eu venho dizendo há muito tempo que desde os anos 80 estamos vivendo um período de absoluta indigência: cultural, moral, intelectual, política... Só que eu não uso a palavra “idiota”, por ser um pouco forte. Deixo isso para o mestre Chico, que tem cabedal para isso. Prefiro dizer que está tudo ficando “abóbora”. E o que é pior: os abóboras estão vencendo.
Você liga a televisão, abre um jornal ou uma revista, olha ao redor e tem uma sensação de que está em um episódio do “Além da Imaginação”, daqueles que falam de dimensão paralela, invasão de cérebros por organismos alienígenas, uma coisa assim.
Esse pensamento de que vale tudo para se dar bem, essa busca desenfreada a qualquer custo pela “celebridade”, a valorização da futilidade como objetivo de vida. Uma coisa curiosa: eu não acompanho a novela “América”, mas ontem estava com a TV ligada na Globo, esperando começar o “Tela Quente”, quando um personagem (não sei o nome, só sei que é feito pela Daniela Escobar) conversava ao telefone com a Cristiane Torloni, que diz estar deprimida e se queixa do marido. A Escobar diz a pérola de diálogo: “Amiga, casamento não precisa estar maravilhoso. Suas jóias são maravilhosas, seus vestidos de etiqueta são maravilhosos. Marido...é só marido!”
Pois é. A Glória Peres acertou na mosca ao escrever estes diálogos. Este é o pensamento dominante. “Relações pessoais? Caráter? Crescimento individual e espiritual? Bobagem. Nossos bens são maravilhosos, nosso prazer é o que importa. Gente? Ora... é só gente!”
M.S.
Eu concordo como ele. Aliás, quem me conhece sabe que eu venho dizendo há muito tempo que desde os anos 80 estamos vivendo um período de absoluta indigência: cultural, moral, intelectual, política... Só que eu não uso a palavra “idiota”, por ser um pouco forte. Deixo isso para o mestre Chico, que tem cabedal para isso. Prefiro dizer que está tudo ficando “abóbora”. E o que é pior: os abóboras estão vencendo.
Você liga a televisão, abre um jornal ou uma revista, olha ao redor e tem uma sensação de que está em um episódio do “Além da Imaginação”, daqueles que falam de dimensão paralela, invasão de cérebros por organismos alienígenas, uma coisa assim.
Esse pensamento de que vale tudo para se dar bem, essa busca desenfreada a qualquer custo pela “celebridade”, a valorização da futilidade como objetivo de vida. Uma coisa curiosa: eu não acompanho a novela “América”, mas ontem estava com a TV ligada na Globo, esperando começar o “Tela Quente”, quando um personagem (não sei o nome, só sei que é feito pela Daniela Escobar) conversava ao telefone com a Cristiane Torloni, que diz estar deprimida e se queixa do marido. A Escobar diz a pérola de diálogo: “Amiga, casamento não precisa estar maravilhoso. Suas jóias são maravilhosas, seus vestidos de etiqueta são maravilhosos. Marido...é só marido!”
Pois é. A Glória Peres acertou na mosca ao escrever estes diálogos. Este é o pensamento dominante. “Relações pessoais? Caráter? Crescimento individual e espiritual? Bobagem. Nossos bens são maravilhosos, nosso prazer é o que importa. Gente? Ora... é só gente!”
M.S.
