Quando eu era mais novinho (arram, arram...), tinha um programa de TV que eu gostava muito de assistir, chamado “Acredite se quiser”. Ia ao ar pela finada TV Manchete, apresentado pelo também finado Jack Palance, quem lembra? Ninguém? Só eu? Caraco! Acho que eu estou ficando velho...
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Bem, o programa, cujo nome original era “Believe it or not”, foi criado há muito tempo pelo cartonista e aventureiro Robert Ripley (1893-1949). Na verdade, desde 1918 ele já apresentava, em forma de desenhos, a coleção de bizarrices que ele encontrava pelo planeta. E como tinha (e tem) coisa bizarra nesse mundo!
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Eu lia nO Globo, lá em mil-novecentos-e-não-vem-ao-caso, a coluna “Acredite se quiser” e me divertia com as excentricidades. Eu até já andei fazendo post sobre isso. Mas a cada vez que eu dou uma geral pela internet percebo que o Ripley teria muito assunto para os seus programas. Esse mundo é estranho, mesmo...
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Olhem só: “Homem puxa ônibus londrino com as orelhas”.
A falta do que fazer é um troço incrível... Pois um britânico, um tal de Mangit Singh, foi pra rua e arrastou um ônibus de 7,5 toneladas pelas orelhas.
Ele queria entrar no Guiness, mas dançou. Um outro maluc..., quer dizer, concorrente, tinha puxado um avião a jato com os pavilhões auditivos! A essa altura, o cara deve estar que nem o Sr. Spock, de “Jornada nas Estrelas”...
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Mas nem só de doidões se fazem as bizarrices da vida. Li, recentemente, que um cara tinha sido adotado e quando fez 18 anos, queria porque queria encontrar sua mãe biológica. Foi na agência que tratou de sua adoção e com muito custo conseguiu o nome da mulher. Uma tal Christine Talladay. Daí, o sujeito caiu dentro da Internet, atrás da genitora que o tinha entregue para ser adotado. Não achou nada. Tempos depois, ele recebeu da agência um papel dando conta de que tinham errado na grafia do nome da mulher. O certo era Tallady.
Voltou para a internet e, para sua surpresa, descobriu que o endereço da mãe era perto da loja em que ele trabalhava. Conversando com o chefe, perguntou se ele conhecia a mulher e a rua em que ela morava. “Você está falando da Chris Tallady? Ela trabalha aqui desde abril.” Pois é. Acredite se quiser. O cara procurando a mãe e ela era colega de trabalho dele! É mole ou quer mais? Vejam os dois na foto.
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Eu guardei por último a melhor das excentricidades. Essa é flórida, mesmo!
Pois bem. Tem uma britânica chamada Sarah Carmen (a moça da foto abaixo), de 24 aninhos a criança, que afirmou ter, em um dia normal, cerca de 200 orgasmos por dia! Alô, atenção! Eu falei 200 orgasmos por dia!
Disse a matéria que ela tem uma rara (e interessante!) doença chamada de “Síndrome de Excitação Sexual Persistente” (PSAS, na sigla em inglês), que a deixa bastante excitada por longos períodos, mesmo sem ter qualquer estímulo ligado ao nheco-nheco.
Segundo a reportagem, o barulho do trem, o som do secador de cabelo, o movimento ritmado de uma fotocopiadora, uma freada do ônibus, qualquer coisa assim pode fazer a moça gozar enlouquecidamente. O repórter que a entrevistou assegura que ela não é ninfomaníaca. A tal síndrome dela causa excessiva irrigação sangüínea na periquita, fazendo com que tenha alta, ultra, mega sensibilidade no local. Quem começou a achar que tinha algo de estranho acontecendo foi um namorado da moça. Quando os dois estavam no lesco-lesco, nem bem começavam os trabalhos e a moça já estava “oooooohhh...huuummm...aaaahhhh!”. Claro, pois se ela revira os olhinhos quando ligam o liqüidificador, imagina quando a cobra caolha brinca de trenzinho com a perereca? É uma loucuuuura! Aliás, ela afirmou que não costuma ser fácil manter um namorado, pois os caras se sentem frustrados, já que não precisam nem caprichar. Basta botar o canelloni pra fora e a moça já entra em atitude de “aimeudeus, aimeudeus...”
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Já pensaram como é esquisita a vida de uma pessoa assim? Já imaginaram ela num velório? Ela ali, ao lado do caixão e alguém, sei lá, acende um isqueiro perto dela...
“Yes! Yeees! Oh, yeeeeeeeeeeeesssss”!!!!
E ela num restaurante? Ela senta para almoçar, começa a cortar o bife e...”anh... aaaanh... AHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!” No mínimo, alguém chamaria o garçom e pediria: “Vou querer o mesmo que aquela moça está comendo!”
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Para vocês verem como a vida da moça é...huuum... digamos... agitada, disse o jornalista, Matthew Acton, que durante a entrevista de 40 minutos a britânica "chegou lá" cinco vezes. Ele só não falou o que ele fez para a moça gritar “bingo” por cinco vezes em menos de uma hora...
M.S.
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Na Rádio Antigas Ternuras, você ouve “Paciência”, com Lenine.


