
O dia 8 de março assinala o chamado Dia Internacional da Mulher. A razão da escolha deste dia é controversa. Tem gente que o atribui ao 8 de março de 1857, em New York, quando operárias da indústria têxtil fizeram protestos por melhores salários e condições satisfatórias de trabalho. Há quem atribua a esta data o famoso incêndio na fábrica de Triangle Shirtwaist, quando 129 costureiras morreram, supostamente num gesto criminoso dos patrões que queriam punir mulheres que reivindicavam melhorias. Só que este incêndio foi acidental e aconteceu em 25 de março de 1911. Tem quem garanta que a dedicação da data às mulheres seja decorrente do pedido de operárias russas, capitaneadas por Alexandra Kollontai, a Lenin para consagrar um dia à “heróica mulher trabalhadora soviética”.
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A motivação para a escolha da data importa menos que o reconhecimento de uma comemoração homenageando 50% da humanidade e que historicamente sempre foi discriminada por quase todas as culturas do mundo.
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Eu sempre digo que dia da mulher são todos os dias. Mas acho simpático e válido que se dedique um dia a quem é absolutamente fundamental para o planeta.
Sempre fui um defensor das mulheres. Eu perdi meu pai quando era bem novo, eu e meus irmãos fomos criados só por mãe e por conta disso desenvolvi valores de respeito ao belo sexo.
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Gosto de mulher. Não só por ser heterossexual pra lá de convicto. Eu gosto do gênero feminino. Tive muitas mulheres me chefiando e admito que é muito melhor receber ordens de fêmeas do que dos cuecas de plantão. Talvez até por respeitá-las muito eu tenha uma adolescência/juventude com poucas namoradas (mas muitas paixões). Era para mim muito complicado abordar a moça que fazia meu coração bater mais forte. Eu admirava profundamente os caras bons de papo, que conquistavam as meninas com aquela baba de quiabo, aquela conversinha mole. E olhem que na minha época a meninada fazia um jogo duro tremendo!
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Que mistério era para mim abordar uma criatura fêmea! Hoje, vi na TV e vejo nos arredores dos colégios por onde passo, é muito fácil para um garoto começar um rolo com uma menina. Basta chegar perto e perguntar: “aê... já foi ou já é?” Se a moça responde “já é”, os dois se embolam ali mesmo, feito duas enguias no cio. No meu tempo, a gente tinha que pedir para namorar; levava um certo tempo para ela deixar a gente colocar o braço nos ombros e sair por aí; os beijos na boca eram “castos”, se considerarmos a exploração mútua e pública de laringes que se faz atualmente. Tudo bem, vocês dirão que eu sou das antigas, tão velho que sou do tempo em que o Mar Morto não estava nem doente. Ué! Era assim mesmo! Eu não estou dizendo que no meu tempo se namorava corretamente. Pessoalmente, até preferia que no meu tempo fosse essa moleza que é hoje, mas continuo achando que a mulher se desvalorizou nestes novos costumes.
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O processo de conquista da mulher amada tem que requerer alguma dificuldade. Mesmo nas paixões instantâneas. Os desenhos, animados ou não, mostram que no tempo das cavernas o troglodita dava uma cacetada na cabeça da fêmea e a arrastava pelos cabelos para a caverna. Ninguém pode dizer com certeza se era assim mesmo. Provavelmente, não. Mas não há como negar que ao longo da História, nas sociedades fortemente patriarcais, centradas no macho, cabia e cabe ao homem cair matando pra cima das moças. (Se bem que tem menina moderninha que toma a iniciativa na maior cara de pau...).

De forma geral, no processo da conquista, cabe (ou cabia) ao homem dizer palavras agradáveis, lisonjeiras. Isso em todas as culturas. Li numa revista National Geographic que em Tonga, o processo de aproximação entre rapazes e moças tem o seguinte diálogo:
ELE - Ó grande fígado de porco assado e gordurento, vamos contemplar juntos o nascer da Lua?
ELA - Ri, ri, ri...
E a menina, piscando os longos cílios sorridentes, dá o maior mole pro cara.
Lá, fígado assado de porco é a iguaria mais apreciada. Quanto mais óleo e gordura tiver, mais apetitoso. E a gente aqui chamando as moças de “meu docinho de coco...”
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Mulheres, sou eterno fã e admirador de vocês, minhas eternas ternuras. Estou ao seu lado apoiando a sua luta contra a discriminação, a violência, o desrespeito. E faço isso não só no dia 8 de março, mas todos os dias. Hoje e sempre. Mulher, mãe, companheira, amada e amante, segundo a mitologia bíblica, vocês não saíram de nossos pés, para não serem pisadas; não saíram de nossa cabeças, para não mandarem em nós, saíram de nossa costela, do lado do coração, para andarem sempre ao nosso lado.
M.S.
(Todas as imagens deste post são de quadros de Salvador Dalí)
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Quero dedicar este post a duas mulheres: uma, a mais importante de todas na minha existência – minha mãe, que esteve por uma semana num CTI de hospital e resistiu bravamente, embora ainda esteja hospitalizada.
Outra, que travou uma luta feroz pela vida contra uma doença terrível e perdeu a batalha final – nossa amiga blogueira Jéssica, do Lugar Gostoso.
Graças a Deus, mãezinha!
Que Deus a tenha, amiga Jéssica!
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Na Rádio Antigas Ternuras, você ouve “Rosa”, magistral valsa de Pixinguinha e Octavio de Moraes, na voz maravilhosa de Marisa Monte. Vivas as mulheres!






















(Quadro de Nadia Senyczak)
(Quadro de Marcio James)
(Quadro de Adriana Vázquez)
(Quadro de Noël Barker)








