Quinta-feira, Maio 22, 2008

Antes de Partir


Tem um filme em cartaz já há algum tempo aqui no Rio (e acho que em vários lugares do Brasil também), bem interessante, chamado Antes de partir, com Jack Nicholson e Morgan Freeman, dirigido pelo sempre competente Carl Reiner. Imaginem dois doentes de câncer em estado terminal, já desenganados pelos médicos. Ou seja, o argumento tem tudo para ser um dramalhão daqueles de fazer pedra-mármore chorar.
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Pois acontece que é uma comédia deliciosa, com alguns toques de drama, é certo, mas quem assiste dá boas gargalhadas com os dois. O personagem do Morgan Freeman (Carter Chambers) é um mecânico de automóveis que tem uma vasta cultura geral (ele só erra, aliás, o autor do roteiro – que disse que o escreveu em apenas duas semanas - só erra quando fala do inventor do Rádio, que não foi o Marconi, nem o Nicolas Tesla, como ele diz. Foi o padre brasileiro Roberto Landell de Moura). Carter sente os sintomas da doença e vai pro hospital. O personagem do Jack Nicholson (Edward Cole) é multi-mega-tetra milionário. Inclusive é dono do hospital em que o Carter está. Ele se sente mal, é conduzido para atendimento hospitalar e fica no mesmo quarto do outro.
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Um dia, Cole vê o Chambers escrevendo num papelzinho. Arranca da mão dele e constata que era uma lista de oito coisas que ele gostaria de fazer antes de partir, de cantar pra subir, esticar as canelas, bater a caçoleta. Resolve intervir na lista e acrescenta outros desejos. Como ele é rico, coloca na relação coisas como “conhecer o Egito”, “andar de moto na Grande Muralha”, “subir o Himalaia”. E exatamente por ser rico ele leva o parceiro para cumprir os tópicos da lista. È praticamente impossível não sair do cinema pensando no que gostaríamos de fazer antes de ficarmos gravemente mortos pro resto da vida.
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Vai daí que a querida amiga Fernanda me passou um post-corrente que é exatamente isso. “Que oito coisas gostaríamos de fazer antes de morrer”. Como isso tem toda pinta de mexer com antigas ternuras, será um prazer atender ao pedido da Fernandinha. Aí vão os meus desejos:
- Escrever outros livros sobre atores do passado.
- Andar de helicóptero e de submarino.
- Morar em um lugar tranqüilo longe da violência urbana quando ficar velhinho (que nem este da foto).

- Conhecer vários países da Europa.
- Visitar as seis capitais brasileiras que faltam para eu ter conhecido todas.
- Curtir minha aposentadoria com saúde física e mental.
- Ver o meu amado Flamengo ser novamente campeão brasileiro, da Libertadores e Mundial de Clubes.
- Ver meus sobrinhos crescidos e bem encaminhados na vida.

Procurei colocar desejos que são possíveis, que efetivamente dão para serem atendidos. Mas é claro que eu poderia pirar e desejar coisas como morar numa mansão na ilha de Capri, ganhar um Oscar de Melhor Ator ou comprar um iate de 400 metros. Mas eu preferi não sonhar e jogar com desejos possíveis.
Diz as regras do post-corrente que eu devo indicar oito blogueiros que deverão citar seus oito desejos num texto em seus respectivos blogs.
Bem, acho que esse tipo de post-corrente tem a cara das seguintes pessoas:
- Mimi
- Lulu
- Claudinha
- DO
- Zeca
- Adelaide
- Dilberto
- Janaina
Está claro que se essas pessoas não toparem, não tem problema nenhum. Da mesma forma, se outros dentre os que vêm aqui quiserem entrar na brincadeira, sintam-se convidados.
Trailer do filme: 2min 22seg de duração


M.S.
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Na TV Antigas Ternuras, você vê o trailler do filme “Antes de Partir”.

Quinta-feira, Maio 15, 2008

Eu no Arte com Sergio Britto


Finalmente recebo a gravação da minha entrevista no programa “Arte com Sergio Britto”, na TV Brasil, que foi ao ar no dia 8 de abril de 2008. Não foi difícil colocar no You Tube, pensei que fosse mais complicado.
O Sergio é meu velho amigo, meu primeiro professor de Teatro, meu diretor em várias peças em que atuei, meu parceiro de autoria no texto em “Cafona, sim, e daí?” e companheiro em outras viagens teatrais que fizemos juntos.
Foi um prazer enorme ter sido convidado a divulgar meu livro no seu programa. Fiquei satisfeito com o resultado. Acho que conseguimos despertar o interesse pelo “Popularíssimo – O ator Brandão e seu tempo”.
Com vocês, a entrevista em duas partes.







Quando eu contei as duas histórias, o pessoal da produção (câmeras, assistentes, iluminadores etc.) ficou prendendo o riso para não vazar o som na entrevista. Ali eu percebi que a entrevista tinha ficado boa e que iria agradar aos telespectadores.
Gostaram?
M.S.
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Na TV Antigas Ternuras, você vê a minha entrevista no programa “Arte com Sergio Britto”.

Sábado, Maio 10, 2008

Mudando de prosa


Em tempos de comunicação maciça e massiva, um assunto não dura muito tempo na mass media. Especialmente a política brasileira nunca deixa as coisas ficarem monótonas nos meios de comunicação. Sempre tem uma novidade!
Mas além dos bravos rapazes de Brasília, vira e mexe, sempre surge algum assunto que catalisa as atenções. Durante muito tempo foi o caso Isabella. Isso já "cansou". Depois, veio o taradão austríaco que engravidara a própria filha. Já encheu também.
O tema da moda agora é Ronaldo e as meninas de tromba. Isso foi matéria principal no Fantástico, capa da Veja, tema de onze entre dez assuntos de rodinha de bate-papo em boteco pelo país afora.
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Bem, isso não é antiga ternura minha. Deus me livre! Quero distância de travestis e assemelhados. E quero ficar bem afastado de quem se envolve com eles também. Ao invés de falar sobre gente famosa que cai em golpes, achaques, extorsões, programas em motéis de quinta categoria, prefiro abordar um assunto totalmente diferente. Já está na hora da gente mudar de prosa.
Vou tratar da origem da expressão:

Meter a mão em cumbuca

Para quem não sabe, o significado é algo assim: uma pessoa experiente, sabida, vivida, não se envolve em assuntos escusos, não se deixa enganar facilmente pelas aparências.
Essa expressão é uma síntese de um provérbio famoso que diz: “Macaco velho não mete a mão em cumbuca”. O folclorista mineiro José Vieira Couto de Magalhães (1837-1898) garante que a expressão vem do tupi (macáca tuiué inti omundéo i pó cuiambuca opé), por conta de uma história contada por índios.
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Quem quiser caçar um macaco, basta construir um tosco mecanismo utilizando corda e uma cumbuca (cuia). Coloca-se uma espiga de milho na cumbuca amarrada pela corda a uma árvore ou em algum lugar que possa ser vista pelo símio. O bicho vê a espiga, enfia a mão na cuia e segura o milho. Só que ele não consegue retirar a espiga por aquela pequena abertura. E acreditem: ele não larga o milho para se soltar, prefere ficar preso, tentando retirar a espiga da cumbuca. Basta vir o caçador e cptura o bicho. O macaco velho vê os mais jovens caírem naquela arapuca e opta por ficar sem o milho, mas totalmente livre.
Nem é preciso ser muito inteligente para não cair naquela armadilha. Só alguém muito bobo vai enfiar a mão naquela cumbuca, contrariando todo bom senso.
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O escritor e pesquisador baiano Afrânio Peixoto (1876-1947) diz que essa história não é brasileira, que em Portugal já se conhece essa expressão faz tempo. Só que ele garante que lá não se diz cumbuca, palavra absolutamente brasileira. Lá, a expressão é “meter a mão no cabaço”. O que é bem mais complicado para nós, não é mesmo? Se algum jovem quer meter a mão na cumbuca, a gente até consegue demovê-lo dessa idéia. Mas vai tentar convencer alguém a não meter a mão no cabaço...
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Câmara Cascudo (1898-1986), um gênio potiguar, asseverava que essa expressão cultural e seu significado são bem mais antigos, que desde a Roma Antiga e até mesmo na China e Índia se comentava macacos e cumbucas.
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Se a origem é imprecisa, uma coisa é certa: uma pessoa com um mínimo de astúcia não se mete com gente e pessoas que possam comprometê-lo. A gente tem que ter muito cuidado com cumbucas. E mais ainda com cabaços!
M.S.
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Caros amigos: tenho andado muito atarefado. Por conta disso, não tenho tido tempo de atualizar com mais freqüência, nem, desafortunadamente, de visitar vocês.
Para os que perguntaram, sim, minha mãe tem estado bem melhor, graças a Deus e às orações dos amigos. Obrigado pela compreensão.
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Um beijo meu para todas as mamães.
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Na Rádio Antigas Ternuras, você ouve Ney Matogrosso cantando "Homem com H".

Quinta-feira, Maio 01, 2008

Só Esso dá ao seu carro o máximo


Na semana passada, os jornais divulgaram a venda da distribuidora de combustíveis Esso para a Cosan, um grupo alcoleiro brasileiro. Li a matéria e fiquei lembrando de como essa marca se tornou uma de minhas antigas ternuras.

Se você olhar acima, no painel que eu fiz para ilustrar o template deste blog, vai encontrar uma “gotinha” da Esso. Na fase pré-tigre, o símbolo dessa empresa norte-americana eram duas simpáticas gotinhas de óleo, uma com corpo de mocinha e a outra era um rapazinho. Eu tinha um chaveiro com esse bonequinho. Aliás, tinha adesivos também. E meu sonho de consumo, no tempo em que Napoleão Bonaparte trocava soldadinho de chumbo comigo, era ganhar um modelo das gotinhas em pano para a gente encher de algodão.
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Era um barato ver o desenho das gotinhas nos comerciais da Esso! Neste post estou trazendo alguns que cacei no You Tube. Acreditem: houve um tempo em que não havia controle remoto, a TV tinha imagem em preto e branco e a gente quase que só assistia à TV Tupi. Era lá que passava o Repórter Esso.
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Eu também ouvia este noticiário na Rádio Nacional, mas eram coisas diferentes. No Rádio, o locutor era o Heron Domingues, depois o Luís Jatobá e na época final do programa, era o Roberto Figueiredo. Na TV, as notícias eram lidas pelo Gontijo Theodoro (acho que destes, só o Roberto Figueiredo é vivo) Podem acreditar: de segunda a sexta, praticamente todos os aparelhos de televisão do Brasil, às 20h, estavam sintonizados na TV Tupi. Exatamente neste horário, entrava o famoso prefixo com rufar de tambores seguido de um solo de trumpete que até hoje é lembrado por quem foi garçom na Santa Ceia, como eu. Tem gente das antigas que até hoje chama o Jornal Nacional de “Repórter Esso”.
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Aliás, até onde eu sei, o Jornal Nacional é o último programa de TV que manteve o nome do patrocinador no seu título, como era comum no tempo do Teatrinho Trol, Resenha Esportiva Facit, Telejornal Pirelli, A Estrela é o Limite, Grande Teatro Imperatriz das Sedas, Sessão Dulcora e Repórter Esso. O JN inicialmente era patrocinado pelo extinto Banco Nacional. Mesmo com o fim do patrocínio mantiveram o nome porque ele dava uma idéia de telejornal para todo o país. Mas eu gostava mais de ver o Repórter Esso.
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Uma vez eu encontrei o Gontijo Theodoro num dos jantares que a minha querida amiga a comediante Nádia Maria costumava organizar uma vez por ano em homenagem aos velhos artistas do Rádio e da TV. Ela sempre me chamava para ir porque sabia que eu adorava circular entre aquele povo que tinha feito a delícia da minha infância e adolescência. Uma vez eu jantei ao lado da Neide Aparecida e conversamos bastante. Quase falei pra ela que eu costumava chamar minha mão direita de “Neide Aparecida”, mas isso é outra história...
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Pois é. Num desses jantares, encontrei o Gontijo e fiz a maior festa, falei que ele era uma de minhas lembranças de infância e ele ficou me olhando com uma cara de “você está me chamando de velho?”
Um dia desses eu faço um post só sobre o Repórter Esso.
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E então, a Esso está saindo do Brasil... Ela se instalou por aqui há quase 100 anos – desde 1912, quando chegou como Standard Oil Company, foi a primeira petrolífera a atuar no país, colocou o primeiro posto na rua, tinha o primeiro caminhão-tanque. Mais tarde, viraria Cia. Esso Brasileira de Petróleo e atualmente é ExxonMobil. No meu tempo de guri, as maiores rede de postos eram a Esso e a Shell. A Texaco e Atlantic corriam por fora. Eu gostava mais da Esso por conta dos comerciais e por usar seus produtos também.

Durante o racionamento de gás ocorrido nos anos 60, toda família tinha o seu Fogãozinho Jacaré, a querosene (caraco! Esse aí é do tempo em que eu jogava bola de gude com Matusalém!). Os mais antigos que me lêem sabem do que se trata. Os mais novos, nem desconfiam. Bem, coloquei aí ao lado uma foto do bicho. A gente comprava o querosene Jacaré para alimentar o pequeno fogareiro. Nele, eram preparados os pratos que mais demoravam a cozinhar, como feijão, carne assada. Para coisas mais rápidas, usava-se o gás parcimoniosamente.
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Nos anos 60, a Esso trocou de mascote. Saíam as minhas queridas gotinhas e entrava o Tigre da Esso. Lembro que, li sobre a origem deste símbolo. Nos EUA, certa vez, um homem parou num posto Esso para abastecer, calibrar pneus, enfim, dar um trato no veículo. Ele tirou algo do banco de trás do carro. A porta ficou aberta. Um tigre tinha fugido de um circo e resolveu justamente entrar no carro do cidadão, se refestelando no banco traseiro. O rapaz não percebeu, fechou a porta e saiu com seu automóvel. Quando ele estava numa avenida muito movimentada, ouviu um certo ronronar vindo de trás. Olhou pelo retrovisor e viu que estava dando carona para um baita tigraço!

Desesperado, ela socou a bota no acelerador, atravessando a avenida mais movimentada da cidade em segundos. Quando pôde parar, ele largou o carro e saiu gritando por socorro. O caso chegou aos jornais e a Esso aproveitou a deixa: mandou fazer um comercial em que dizia que o cara tinha posto a gasolina Esso no carro e que por isso fora como se ele colocasse um tigre no motor. A peça publicitária fez sucesso e os executivos resolveram investir no tigre como mascote. Ficou meio parecido com o “Tony”, o tigre da Kellog’s, gerou até protestos, mas acabou ficando do jeito que se conhece até hoje em dia. Trocaram o slogan: “Só Esso dá ao seu carro o máximo” por “Ponha um tigre no seu carro”.
Essa história pode ser considerada lenda urbana, mas é danada de boa, né não?
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Aqui no Brasil, o tigre da Esso também agradou. Especialmente às crianças. Eu ganhei um chaveiro com um tigrinho de plástico. Foi quando a Shell contra-atacou e lançou o Elefantinho Shell. E o jingle: “A Shell sempre dá/Aquele algo mais/Que está presente onde quer que você vá/Seja no campo, na cidade ou rodovia/Shell é o produto que você confia/Evidentemente, em cada posto Shell/Há sempre gente que gosta do que faz/Aquele algo mais/Que a Shell lhe oferece/Shell é o produto que você merece/Você pode confiar na Shell!” (moçada, eu tenho essa musiquinha na memória. Não existe essa letra na Internet, já procurei, só aqui no meu, no seu, no nosso Antigas Ternuras!).
Tigre contra Elefante e deu Tigre. Até hoje, o felino é o símbolo da Esso. Já o Elefantinho, só o pessoal que foi comissário de bordo do 14-Bis como eu é que lembra. Ah, sim. Eu também tinha um chaveiro com o Elefantinho Shell...
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A Esso já foi associada a imperialismo. No Rio, a sede da companhia ficava no Centro, defronte ao Consulado dos Estados Unidos. Sempre que algum grupo ia até o consulado para fazer algum protesto, aproveitava e quebrava uns vidros do prédio da Esso. Durante muito tempo eu passava ali na Av. Presidente Wilson, ou vindo pelo Aterro do Flamengo, olhava para o alto do prédio e me acostumara a ver ali a “lua oval azul e vermelha” da logomarca da Esso, conforme Caetano cantou na música “Paisagem Útil”. Um dia percebi que ela tinha sido arrancada. A sede da multinacional fora transferida para a Barra da Tijuca. Saía de perto de um território norte-americano diplomaticamente falando, para dentro de um outro, culturalmente falando. Como se sabe, não é possível andar cem metros na Barra sem se deparar com alguma palavra ou frase em inglês.
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Houve época em que a Esso era poderosíssima no mundo. Tem uma história que ilustra bem isso. John Rockfeller era o todo-poderoso presidente da Standard Oil (como vimos, o antigo nome da Esso). Ele foi até a China dos tempos pré-Mao evidentemente, e começou a distribuir gratuitamente fogão a querosene para a população. As pessoas riram dele, dizendo que ele tinha virado Papai Noel, que estava dando seus produtos de graça, que o lucro da companhia ia cair...

Ele ouvia isso e só sorria. Mas quando os chineses se afeiçoaram ao fogãozinho e precisavam de mais querosene, além do que ele tinha cedido em cada peça, o Rockfeller passou a gargalhar com os lucros da venda de Querosene Standard Oil para milhões de chineses... Visão empresarial é isso aí.
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Cada vez mais, vejo as marcas da minha infância/adolescência desaparecendo. Elas saem dos meios de comunicação, saem da minha vista e vão se alojar na parede da memória. É um espaço volátil, admito. Mas é um recanto para onde eu me recolho sempre e cada vez mais.
M.S.
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Na TV Antigas Ternuras, você assiste a alguns antigos comerciais da Esso e a vinheta de abertura do Repórter Esso

Sexta-feira, Abril 25, 2008

Anjo


No outro dia, estava procurando algo em velhos guardados, quando me deparei com este quadro que está acima.
Para quem tem mais de quarenta anos, e teve tia velha, avó e assemelhados, nem preciso explicar do que se trata. Para os mais novos, talvez seja necessário falar um pouco dessa antiga ternura.
Este é o quadro “Anjo da guarda sobre a ponte”. Nele, vê-se duas crianças prestes a atravessar uma pinguela sobre uma pirambeira perigosa. Elas temem. Mas por trás das duas, há um belo anjo que lhes guarda e lhes protege de todo o mal.
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Na casa em que cresci, esse quadro ficava no meu quarto. Desde que me entendo por gente ele estava lá, sob pequenas lâmpadas (tudo bem, era cafona pra dedéu, mas não se trata disso). Lembro que em várias noites, o menino amedrontado olhava para a figura e acabava encontrando alívio para enfrentar mais uma noite trevosa. Na busca do sono ausente, olhava o quadro e seus detalhes, contava as traves no piso da ponte, me via atravessando aquele abismo e procurando atalhos seguros na travessia.
Percebia a luz e as vestes do anjo. Sua face tranqüila, passando segurança.
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Nas aulas de catecismo, me ensinaram uma oração, que diziam ser poderosa:
“Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege e guarda, governa e ilumina. Amém.”
Recentemente, uma pessoa amiga me ensinou outra, que deve ser dedicada a quem queremos bem:
"Que o seu anjo da guarda com sua luz infinita e de sagrado amor e sabedoria ilumine você, sua mente e seu espírito e toda a sua família".
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Anjos existem? A Bíblia fala deles, desde o Antigo Testamento. E ainda nomeia alguns. Sobre Anjo da Guarda, diz a voz corrente que quando nasce alguém na Terra, Deus providencia o surgimento de um anjo no Céu, que zelará por cada um de nós. Ainda segundo a voz corrente, a missão de nosso Anjo da Guarda e inspirar boas ações, boas obras, iluminar o nosso espírito no caminho do Bem, estimulando a prática da justiça e do amor fraterno.
Xiii!
Coitado dos anjos.
Diante do quadro de iniqüidades que vivemos dia a dia, atravessando pontes em destroços a cada momento, vendo nossa fé e possíveis boas obras rolando pelo abismo... sei não.
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O quadro não fica mais no meu quarto. O menino cresceu e já não precisa olhar para a figura. Basta recordá-la. Talvez ele não acredite na existência daquela figura bela, iluminada, com asinhas. Mas intimamente ora para seu ou seus protetores. E ele sabe, definitivamente, que eles existem, já teve provas disso.
M.S.
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Queridos amigos: graças a Deus e às orações de vocês, minha mãezinha está bem melhor, em franca recuperação. Como vocês sabem, ela é o meu anjo...
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Na Rádio Antigas Ternuras, você ouve Carpenters cantando “For All We Know”. Se anjos existem, eles cantam com essa voz. Aguardem: brevemente um post sobre Karen Carpenter.

Sexta-feira, Abril 18, 2008

Que família, meu Deus!


Quando eu era menino, adorava ler a Bíblia por ser fascinado pelas suas histórias. Eu sempre gostei de uma boa história e a Bíblia está repleta delas. E como publico aqui regularmente a seção “A História tem cada história!”, hoje vou contar para vocês um adorável “causo” sobre a família de Jesus. Não sei se vocês sabem, mas entre os antepassados do nosso amado Mestre tinha um pessoal barra pesadíssima! Tem filho de incesto, tem prostituta, tem adultério... Olha, a impressão que se tem é que foi o Nelson Rodrigues quem escreveu essa parte do livro santo.
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Se eu fosse contar todos os babados fortes da família de Jesus, esse post iria ficar muito grande. E eu tenho me esforçado por escrever o menos possível, porque sei que é cansativo ler na tela e além do mais, vocês têm outros blogs para visitar. Portanto, vou contar só uma fofoca. Depois, se vocês quiserem, eu faço aqui uma revista “Contigo na Bíblia” e conto todos os outros podres daquela família da pesada.
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Vou começar pelo incesto (essa história pode ser lida no Capítulo 38 do livro de Gênesis, para quem quiser conferir).
Bem, vocês sabem: Abraão, gerou Isaac e este gerou os irmãos Esaú e Jacó. Este último teve 12 filhos, um deles foi José, abandonado pelos irmãos, vendido como escravo para mercadores egípcios, acabou como conselheiro do faraó e governador do Egito (aquele do sonho das vacas gordas e vacas magras). Pois é. O quarto filho de Jacó, que tinha o nome de Judá, era uma espécie de líder dos demais. Foi dele a idéia de vender o irmão José para os egípcios. Quando estava na idade de casar, ele deixou a casa de seu pai e foi tocar a vida. Conheceu um cananeu de nome Hira que tinha uma filha chamada Sua. Diz o versículo 2, do Capítulo 38 do Gênesis que Judá “tomou-a e entrou a ela”. Bem, “entrar a ela” é exatamente isso que vocês estão pensando.
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Judá pegou sua Sua e botou ela pra suar. Ela lhe deu três filhos: Er, Onan e Selá. Quando seu mais velho estava grandinho, Judá lhe arranjou uma esposa, chamada Tamar. Na verdade, Judá estava doido para ter netos e ver dali uma grande descendência. Isto era a grande aspiração dos hebreus da época. Er se casou com Tamar, mas não deu tempo de engravidá-la. Quer dizer, ele “entrou nela”, mas não a embuchou e acabou morrendo em pouco tempo. Diz o versículo 7 que o Er era mau e Deus mandou matá-lo. O Deus do Antigo Testamento era uma espécie de Don Corleone. Se alguém mijasse fora do penico com ele, acabava morto, estirado com a boca cheia de formiga.
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Daí, era costume na época que se um irmão deixasse uma viúva sem filho, ela passaria para o irmão seguinte. E o filho que este tivesse com ela não seria dele e sim do irmão falecido. Como no caso o morto era o primogênito e herdeiro de todos os direitos, o filho desta segunda união, mesmo não sendo gerado pelo mais velho, herdaria tudo. Judá mandou Onan “entrar na viúva” para gerar o neto que ele tanto queria. Só que o Onan pensou: “péra lá! Eu entro nela, faço o filho e o filho não será meu? Ah, tô fora!” E foi exatamente o que ele fez: entrava na mulher, mas gozava fora. Curiosamente, Onan entrou para a História como o inventor da masturbação (onanismo), e na verdade ele inventou o “coito interrompido”. Como se vê, ele não foi o cara celebrado como ídolo pela Sagrada Ordem dos Descabeladores de Palhaço, aquela gente que costuma fazer uma espécie de fisioterapia prazerosa no bigorrilho.
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Vamos adiante. Don Corleone, quer dizer, Jeová, quando ficou sabendo daquela sacanagem, passou o cerol em Onan (eu sei, no versículo 10 diz que “o Senhor o matou”, mas acho “matar” muito forte. Um pouco de eufemismo não faz mal a ninguém. Pô, o cara é Deus, não é?...). E Tamar perdeu o segundo marido sem gerar um neto para o já desesperado Judá, que estava inclusive viúvo. Sobrou o seu terceiro filho, Selá, que era muito jovem para entrar na cunhada. Judá prometeu que assim que ele estivesse crescidinho, mandaria o garoto botar o siri na toca da moça. E ela foi para a casa do pai e ficou esperando, esperando...
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O Selá cresceu e nada entrar nela. Não que o garoto não fosse chegado numa ostra kosher. É que esperava o pai dar a ordem e o velho parecia ter se esquecido da bi-viúva Tamar. Foi quando ela resolveu que alguém daquela família tinha que entrar nela e fazer um filho para acabar com aquela agonia. E seria o próprio Judá. Pôs-se a pensar até que teve uma idéia brilhante: fantasiou-se de prostituta e foi pra rua, no caminho que o Judá costumava passar. Ela tentou o velho que não a reconheceu e, cheio de tesão, pois há muito tempo não botava o kibe num forno, pediu para entrar nela (tá lá, no versículo 16, não estou inventando: “peço-te, deixa-me entrar em ti”). Ele propôs pagar um cabrito pela bimbada, mas estava sem nenhum naquele momento. A Tamar falou que tudo bem, mas que ele deveria deixar o selo, o lenço e o cajado como garantia de que pagaria pelos serviços dela. O Judá que já estava naquele estado em que não se pensa com a cabeça de cima, topou. E entrou na Tamar com tudo!
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Quando chegou em casa, mandou um amigo levar o cabrito e pegar os seus objetos de volta. Só que a esperta da Tamar já tinha se raspado dali. Passou um tempo, e correu a notícia de que ela estava grávida. “Mas como? Ah mulher adúltera!”, vociferou Judá, que já saiu de casa furioso, achando que a bi-nora tinha cometido adultério, não se guardando para o Selá. Já chegou lá gritando “eu mato! eu mato! vou queimar essa filha de uma camela!” Foi quando a Tamar mostrou o selo, o lenço e o cajado dele e contou toda a verdade. Ao invés de ficar irado por ter entrado na bi-nora que era considerada como filha por ele e daí o incesto, Judá disse que ela estava certa e reconheceu a paternidade daquela barriga. O filho que nascesse dali seria o seu herdeiro.
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Acontece que na hora do parto, a parteira percebeu que eram gêmeos. Caraco! E aí? Pois é, ser primogênito naquela época era coisa muito séria, já que seria o dono de tudo. Disse a parteira: “o primeiro braço que aparecer, eu amarro uma fita”. E no que surgiu um bracinho ali, na zona do agrião, a parteira mais que depressa amarrou a fita. Foi quando aconteceu o inesperado: o bebê recolheu o bracinho e voltou pra dentro da mãe. Cara! Isso é fantástico! O Moisés estava particularmente inspirado quando escreveu essa trama no livro de Gênesis! Sabem o que aconteceu? O do bracinho com a fita saiu em segundo lugar! O primogênito recebeu o nome de Perez e o da fita, Zerá. Da linhagem de Perez nasceria Jesus Cristo.
Viram só que história? Que novela das oito é o cacete! A Bíblia dá de dez a zero! Muito melhor que o Big Brother!
M.S.
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Na Rádio Antigas Ternuras, você ouve “Canção de Amor”, com a divina Elizeth Cardoso. Dedico esta música à pobre Tamar que passou de mão em mão e ficou sempre na saudade...

Terça-feira, Abril 15, 2008

As cartas não mentem (ou só um pouquinho?)


Noutro dia, fui visitar a minha amiga Yumi e vi um post sobre uma consulta virtual que ela fez ao tarot. Ôpa! Essas coisas esotéricas são comigo mesmo! Tô dentro! Fui lá na página indicada e coloquei meu nome completo. Pronto! Saiu minhas 42 características, segundo as cartas do tarot!
Lendo uma a uma, vi que eles acertaram 31 e erraram as demais 11 (o que dá 26% de erros, se as cartas não mentem, essas dão uma boas derrapadinhas).
Pedi autorização a ela para colocar minhas características aqui como post. E resolvi lançar uma proposta a quem se interessar.
Você está sem inspiração para um post? Está sem saco para ficar pensando no que escrever?
Seus problemas acabaram!
Chegou o sensacional POST CORRENTEITOR TAROT EMBROMATION DO GRUPO CAPIVARA-SEU CREYSSON!
Clique aqui, depois em “conheça o seu arcano”, leia as instruções, coloque o seu nome completo e voalá! Veja as suas caraterísticas e marque C ou E para as certas e erradas, e aproveite para dar uma comentada básica em cada resposta.
E voalá de novo! Você fez a atualização da página, deu a chance da gente bisbilhotar sobre os seus mais secretos segredos e todos ficamos felizes!
Aí vão os mais íntimos recônditos de minha alma.

Seu Arcano Pessoal é:
8 - A JUSTIÇA (Segundo eles, esta é a minha carta-símbolo)
(Rider Tarot: A Força)
Palavras-Chave: Retidão e Equilíbrio

- Acontecimento marcante a nível psicológico aos 8 anos de idade; [E] (O acontecimento marcante foi aos 6 anos e meio, quando meu pai foi pro céu. E esse “a nível” aí é dose para hipopótamo obeso...)
- Senso de justiça apurado; [C] (Certíssimo!)
- Autoridade; [E] (Eu não sou autoridade em nada e não convivo bem com autoridade; eu nunca seria militar, por exemplo)
- Deseja obter o máximo de respeito por parte dos outros; [C] (E quem não quer ser respeitado?)
- Dúvidas acerca da capacidade; [E] (Mas de jeito nenhum! O que sei, eu sei. O que eu não sei, confesso na maior! Sem dúvida nenhuma, sou uma anta em informática, por exemplo)
- Muitas vezes duro demais consigo mesmo; [C] (Tá aí uma grande verdade... Eu não gosto de falhar. Coisa de virginiano)
- Quer ser imparcial nas discussões; [E] (Rá! Pedir a um rubro-negro apaixonado para ser “imparcial”?)
- Magnitude e comportamento refinado; [C] (Ah... Bobagem... Não precisava ter dito...)

- Quer ser ouvido(a) e fazer valer sua vontade; [E] (Olha... Eu ando numa fase do tipo cagando e andando se concordam comigo ou não...)
- Desafios na relação a dois; [C] (Huuumm... Isso é bom, né?)
- Cuidado com o autoritarismo; [E] (Quem...eu?)
- Conflitos de poder com figuras masculinas; [E] (olha, não mesmo... Meu chefe, manda e eu obedeço, mesmo discordando; meu diretor de teatro manda e eu faço, mesmo discordando)
- Busca segurança máxima; [C] (Acertou na mosca! Sou totalmente pé no chão!)
- Previdência; [C] (Complemento da assertiva anterior; sou que nem a formiga da fábula da cigarra)
- Instinto protetor e defesa de seu território; [C] (É... Mais ou menos... Sem exageros...)
- Quer e passa credibilidade; [C] (É o povo e o tarot quem diz isso...)
- Confiança adquirida; [C] (Arram, arram...)
- Se sociabiliza escolhendo bem com quem se relacionar; [C] (Verdade verdadeira!)
- Não seja tão severo consigo mesmo; [C] (Pois é. Eu vivo dizendo isso e fico irritado quando eu não me ouço)
- Princípio e honestidade; [C] (Aprendi com Dona Ruth e Seu Ferreira)
- Segue as leis e procura aplicá-las na prática; [C] (Ô se não!)
- Mente inquieta; [C] (Eu e minha amiga Isabela...)
- Capacidade criativa a nível técnico; [C] (Criativo, sim... “A nível” técnico?)
- Poder absoluto pelas palavras; [C] (Ahhh... A maior certeza que esse teste teve)
- "Morde e assopra" ; [E] (Já fui de morder. Hoje eu mais assopro...)
- Cuidado com a inflexibilidade; [C] (Sou inflexível, sim! E nada me faz mudar!)
- Pune-se quando não consegue exatamente o que programou; [E] (Epa! Epa! Epa!... Masoquista é o caramba!)

- Controle emocional; [C] (Quem me viu ouvindo as bobagens que um bostafoguense babaca (desculpe a redundância) me falou depois daquele jogo, eu tranqüilo feito um monge zen aposentado, concordaria que eu tenho total controle emocional)
- Cuidado com o conformismo; [E] (Errou, tarot. Nem de longe eu sou conformista)
- Empenha-se ao máximo no que faz; [C] (Aaaaaaabsolutamente certo!)
- Orgulho intelectual; [C] (Ahhh... Bobagem...)
- Firmeza e controle; [C] (Sou um monge zen, já disse)
- Assuntos burocráticos e legais são testes para você; [E] (Só se for teste para a minha paciência!...)
- Atenção aos rins e aparelho circulatório; [C] (Se o tarot diz, tá falado! Sou muuuito preocupado com minha saúde. Quase um hipocondríaco)
- O trabalho é a válvula de escape; [C] (Se está falando da parte agradável dos meus trabalhos, acertou)
- Receio de cometer enganos; [C] (Já falou isso, tarot!)
- Produtividade; [C] (Modéstia às favas...)
- Maturidade adquirida a duras penas; [C] (Certo, certíssimo! E ainda falta adquirir mais um pouquinho!)
- Mãe severa ou distante emocionalmente; [C] (Severa, sim. Distante emocionalmente, mas de jeito nenhum!)
- Privação do prazer; [C] (Certo se for em assuntos específicos. Eu adoraria encher a boca de manjar, pudim, doce de leite, torta de morango, sorvete e qualquer objeto no Universo que leve açúcar em sua composição. Mas me privo em nome da saúde)
- Falsa modéstia; [C] (Putz! Agora você me entregou, tarot!)
- Temperamento encimesmado; [C] (Caraco! “Encimesmado” com “C”???? Tsc, tsc, tsc... Mas, sim, tarot, tenho um comportamento ENSIMESMADO. Sou quieto e introspectivo, mesmo)

Total: 31 acertos e 11 erros.
Quem quer brincar disso?
M.S.
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Na Rádio Antigas Ternuras, você ouve Yves Montand, interpretando “Sous le ciel de Paris”. Sabe o que é? Eu gostaria que alguém colocasse as cartas de tarot pra mim numa mesa de café no Champs Elysée, com vista para a Torre Eiffel...
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Amigos, desculpe se não tenho aparecido. Estou com minha mãe doente, ainda inspirando cuidados. Vocês entendem, né?