terça-feira, fevereiro 03, 2009

Good Times


Quem me lê há mais tempo, sabe que eu sou nacionalista, sem ser xenófobo, que gosto de valorizar nossas coisas, nossa cultura. Embora eu saiba me expressar e compreenda razoavelmente o inglês e o espanhol, não faço disso profissão de fé, nem me deslumbro com a cultura anglo-saxã. Muito pelo contrário. Culturalmente falando, os EUA não dão nem para a saída com a gente. Nossa cultura é muitíssimo mais rica que a deles, ganhamos de goleada.

Entretanto, eu lamento e muito que brasileiros prefiram o inglês ao português, que certas palavras de nossa língua estejam desaparecendo, sendo trocadas por correspondentes na língua de Shakespeare, Walt Disney e dos profissionais de marketing que escolhem nomes de edificio aqui no Rio. Um exemplo? As palavras “infantil” e “juvenil” em breve serão consideradas como termos do português arcaico. Hoje em dia, tudo o que se refere a crianças é “kids” e o que envolve jovens é “teen”. Quando criança, eu tomava “Melhoral Infantil” (nem sei se existe isso hoje em dia). Se fosse atualmente seria “Melhoral Kids”. Não sei vocês, mas eu prefiro do jeito que era.
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Hoje eu valorizo nossa cultura, nossa música. Mas admito que no meu tempo de mocinho, no tempo das antigas ternuras, eu não era assim. Quase não ouvia MPB! Só queria saber de ouvir Beatles, Stevie Wonder, Marvin Gaye, Dionne Warwick, Diana Ross, Carpenters, Jackson 5, Paul Simon, James Taylor, Carole King, Carly Simon, Isaac Heyes, Elton John...
No meu radinho e no meu gravador cassete, praticamente eu só tocava música americana ou inglesa. Tudo bem, fazia uma exceção para a Elizeth Cardoso, a Elis Regina, um Chico Buarque, um Caetano... Mas eram exatamente isso: exceções. Eu, babacamente, só queria saber de músicas cantadas em inglês.
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Pelo menos não era o único. A minha geração inteira só ouvia MPA ou MPI (Música Popular Americana ou Inglesa). Naquela época, cantor brasileiro que se lançava tinha que inventar um nome em inglês se quisesse fazer sucesso. Nas rádios, tocavam músicas de Mark Davis (ou melhor, Fábio Júnior, esse aí da foto ao lado), Christie Burg (que fez mais sucesso como Jessé, seu verdadeiro nome), Chrystian (esse mesmo cujo nome verdadeiro é José Pereira da Silva e que hoje canta música sertanojo em dupla com Ralf),
Light reflections
Morris Albert (Maurício Alberto, aquele da música “Feelings”), Lee Jackson, Terry Winter, Paul Bryan (o tecladista cego Sergio Sá), Dave McClean, Steve MacLean (ou Hélio Costa Manso), Michael Sullivan (ou Ivanílton de Souza Lima, aquele cara que compôs vários sucessos com Paulo Massadas) de duplas ou conjuntos como Manchester, Light Reflections, Pholhas, Sunday (fizeram um pusta sucesso com “I’m gonna get married”) e vai por aí afora.
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A gente, que ouvia, poderia jurar que o cara era americano. E em muitos casos eles sequer sabiam falar inglês! Li numa entrevista, faz tempo, onde um desses, acho que o Hélio Costa Manso, do Sunday, disse: "As letras eram compostas por quem não sabia nada de inglês e corrigidas por quem tinha alguma noção". O baixista Oswaldo Malagutti, do Pholhas, cujo maior sucesso foi “She made me cry”, disse numa entrevista que eles tiravam os versos de suas canções de um livro dos anos 30 chamado Inglês Como Se Fala. Eles viam uma frase interessante e aí copiavam. Depois procuravam outras no mesmo livro e saíam emendando, olha só que fuleiragem!
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Enquanto isso, nós, os babacas, tocávamos essas músicas até furar o vinil, as levávamos para as festinhas, para aquela indefectível hora do mela-cueca, crente que estávamos consumindo produto Made in USA, quando na verdade era tudo cantor “paraguaio”!
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Para manter a ilusão, os caras não se apresentavam na TV, nem faziam shows, porque senão ficaria escancarada aquela patifaria. Eram bons vendedores de discos, mas deixaram de ganhar muito dinheiro por não poderem se apresentar em shows. Eu lembro de ter visto alguns deles na televisão, quando resolveram assumir. Vi o Terry Winter cantando “Summer Holiday” (que ele fez em parceria com meu amigo do peito Deoclides Gouvea, ou melhor, “Dell Clyde”, conforme está no selo do disco), o Light Reflections, o Morris Albert...
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Hoje quando eu ouço uma dessas canções no rádio do carro não deixo de me transportar para aquela época. Ainda tenho as fitas cassete daqueles anos 70, em que gravei “Tell me once again”, “Listen”, “Don’t say goodbye”, “Hey girl”...
As fitas, obviamente, não tocam mais. Por isso, estou baixando todas essas músicas em mp3 e colocando no computador, no player... Vejam só que coisa curiosa: da época em que meu pai nasceu até quando morreu, ele só conheceu um tipo de mídia de reprodução de músicas – o disco de vinil. Eu nasci no tempo do vinil, passei pelo cassete, pelo CD e estou no mp3. E sabe-se lá o que virá pela frente! Eu já fui do hi-fi e hoje sou do wi-fi!!!
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As melodias de minha adolescência ainda mexem comigo. Fazem direitinho a ligação mente-coração, trazendo recordações, fazendo o velho músculo bater mais forte, na marcação, como um contrabaixo da emoção. E bem sei que, como bem disse o Gonzaguinha (na música “Começaria outra vez”): nada foi em vão.
M.S.
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Na Rádio Antigas Ternuras, você ouve “My Dear”, cantada pela dupla Manchester. Ou melhor: Jane e Herondy. Esses mesmos! Daquele sucesso super-hiper-ultra-mega-blaster-brega “Não se vá”. A gente tem que admitir que eles eram melhores cantando em inglês...

26 comentários:

Armando Maynard disse...

Caro Marco,o estrangeirismo vem invadindo nossa língua há muito tempo, hoje quase não se ouve mais alguém se despedir com o tradicional "ADEUS" e sim com "CIAO"(chau), Centro Comercial só se chama Shopping Center, prefíxo musical é backgroud (BG). Com a globalização e o advento da informática, aí é que não tem mais jeito. Hoje a língua é uma verdadeira salada, e o inglês predomina. Na França, já existe lei no sentido de conter esse exagero. Mas aqui, somado a bossalidade da elite, que enche a boca com esses termos, com seu mal costume de valorizar tudo que vem de fora, chegando até a dizerem ‘se é bom para os Estados Unidos e bom para o Brasil’. No caso da música da década de 60 o chique era ouvir a música estrangeira, mesmo não se entendendo nada, forró, mesmo aqui na minha região (nordeste), os jovens só admitiam no período Junino, fora dessa época, era coisa brega, do “zé povinho”, Luiz Gonzaga acho que nem se conhecia direito. Filizmente nesse ponto isso foi superado, hoje os própios jovens dançam forró o ano inteiro, nas casas especializadas, dessa alienação estamos livres. A classe intelectual falava que esse aculturamento se dava mais por causa da força do cinema de hollyood, coisa que só fez aumentar desde aquela época, hoje as cianças conhecem SHREK e desconhecem o SACI-PERERÊ.

Moacy Cirne disse...

Meu caro: perfeito! O estrangeirismo excessivo também me irrita profundamente. Decerto, como você, também admiro o que vem de bom dos USA ou da Europa, ou da Ásia, mas há coisas inaceitáveis. Na música, no cinema, nos produtos comerciais. Um abraço.

DO disse...

Creio ser inevitavel que certas musicas de outrora nos tragam boas lembranças,MARCO. Elas marcam mesmo.
Mas eu fiquei bobo aqui com a info que o Fabio Jr tinha nome em ingles

:0

Que coisa,hem!!

Grande abraço!!

luzdeluma disse...

Veja só, você disse que agiu babacamente em ouvir as músicas cantadas em inglês e que essas mesmas músicas ainda tocam o seu coração. Foi ingênuo, assim como toda a juventude daquela época. Manero era estar na 'crista da onda' e, vamos concordar que tínhamos muita gente boa cantando. Elvis revolucionou tudo!! Se não fosse ele, Beatles existiria? Se não fosse a música americana, existiria a 'bossa nova'? Conjecturas. Falando dos dias atuais, acho justo que queiram chamar a atenção de um produto nominando em inglês, é a globalização. As crianças de hoje passam o dia em frente do video game, internet...que usam do inglês por ser uma língua 'universal'. Vamos proibir as crianças de se interarem da atualidade? Ontem estava preenchendo um cadastro e havia três opções de português: Brasileiro, Portugal e internacional. É justo isto? Em contrapartida, li um artigo excelente em inglês falando do português do Brasil que está morrendo e se referiam à língua como a mais romântica de todas.
Se os adultos vivem em função do prazer e este é oferecido em inglês, pouco importa. O que importa mesmo é o valor intrínseco do produto, isto porque passou a ser tão normal a demonstração dele em inglês e ninguém mais se deslumbra com o nome. Boa semana! Beijus

Francisco Sobreira disse...

Caro Marco,
Nada a acrescentar aos comentários , exceto que você produziu mais um texto atraente, agradável, crítico. Um abraço.

Zeca disse...

Marco,

claro que eu também ouvia músicas em inglês, italiano, francês - as mais conhecidas - mas sempre tive preferência pelas nacionais. Eu comprava discos (compactos e LPs) dos românticos brasileiros, tidos como bregas (Elizeth, Angela, Elis e outros), dos novos baianos todos, da jovem guarda... mas não comprava dos Beatles (de quem gostava, não nego!), dos Rolling Stones e outros mais. E as músicas que mais me tocam hoje, salvo quando lembradas por outras pessoas, são mesmo as brasileiras, cujas letras e melodias re conheço e sei cantar... embora cante mal pra cacete! Risos.
Como sempre, uma delícia de texto!

Abração.

Evelize disse...

Olá...adorei seu post e realmente a música tem o poder de mexer com a gente. Mas quanto a invasão estrangeira é uma pena, eles são melhores porque não nos deixam invandir... Beijos

adelaide amorim disse...

Pois é, Marco, pra você ver. Também acho que nossa música dá de dez a zero em certos astros que no entanto fazem tanto sucesso entre nós. Claro que há os excelentes músicos de jazz e de rock, não dá pra negar, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Há lugar pra todo mundo. E apelar pra nomes em inglês é babaquice mesmo. Mas se você prestar atenção nos nomes envolvidos...
Beijo.

Claudinha ੴ disse...

Olá Marco! Adorei este post! Lembrei de meus dias de ficar no alpendre, com meu gravadorzinho que tocava fitas cassete. Eu era doida com o tal de Mark Davis, hahaha.Sabia de todos, menos Manchester Não Se Vá. Nesta eu caí do cavalo. Mas somos assim mesmo, damos mais valor ao estrangeiro com tanta coisa boa daqui. Tenho contato com os "Pholhas", estivemos juntos num jantar e num dia na fazenda. Eles são amigos do pessoal daqui do "Prisma". E estes são nossos amigos. Fizemos um revival num clube e foi muita lágrima de saudade.
EX CE LEN TE post. Mexeu com a memória de todos nós com mais de 40...
Beijo!

Joias da Família disse...

Uma pena que a gente tenha perdido tantas coisas boas. Eu ouvia muito, muito rock, mas também bastante MPB, na rádio Excelsior de S.Paulo. No entanto, pessoas de minha geração ouviam Gretchen, Odair José e afins na rádio América de SP (cuja vinheta é piadinha até hoje aqui em SP).
Lamento que hoje a moçada, ao que vejo por aí, tenha acesso a Cachorras, Tigrões, Lacraias Cãezinhos e outros representantes da Cornolândia, em detrimento da boa música brasileira, que eu gosto muito... Essa, sim, é uma geração tristinha, pelo que eles terão para recordar no futuro...
Mas eu passei mesmo pra te dizer que aprendo muito com seus textos e para agradecer pelo apoio.
Abraço!

Dora disse...

Marco, querido Marco! Que delícia de gostosura...rs...ler seus textos!
Eu tenho é vontade de sentar ao seu lado, para bater papo. Acho que esse papo duraria umas 50 horas! rs
Acho que não fui grande ouvinte de música estrangeira, na minha juventude. Lembro-me de adorar Beatles, de dançar ao som de Ray Connif, de namorar ao som de canções da velha Itália, sim.
Mas, ouvia mesmo, prá valer, minha MPB, com Chico, Caetano, Milton Nascimento, Elis, Nara Leão, Tom e Vinícius, e tantos outros...
Hoje, ouço tudo. Até ópera... Não tem nada a ver com velhice, tá? rs
Fiquei eclética!!!!!
Adorei seu post, comme d´habitude...(ah, eu ouvia música francesa, também!!!rs).
Beijos, beijos.
Dora

Mimi disse...

kkk, essa foi demais!
Minhas amigas dinossauras comentam isso também, mas eu, deixa eu me exibir, comecei a fazer inglês aos 8 anos, então aos 15 eu já entendia tudinho que cantava.
Quer saber?
Eu era mais o Chico Buarque que qualquer outra coisa!

beijo grande, meu querido Ternurinha

guiga disse...

Acho que com a idade aprendemos a apreciar as coisas boas da vida e a dar-lhes valor, que é ainda mais importante! :)

Bom fim-de-semana!!!
Abraços! *.*

Fernanda disse...

Infelizmente, muitas palavras que nós adotamos estão em inglês: internet, wi-fi, kids, etc etc... É complicado isso porque acabamos perdendo a nossa identidade. Parece que tudo que vem de fora é melhor do que as coisas que temos aqui! É complicado...

Beijinhos

Márcia(clarinha) disse...

Belíssimo texto, como sempre.
Eu além de ouvir música estrangeira [que gostava demais e não entendia uma só palavra] eu chorava, aff! imagina a cena...eu de rádio na mão e chorando, ou seja, a melodia me fazia viajar, a letra pouco importava, rss ;-)

lindo dia amigopratodavida,
beijos

Cláudia disse...

oi querido

ah...ia escrever um montão.
mas vou deixar uma beijoca.

um ótimo final de semana

maristela disse...

Oi, Marco. De fato, somos colonizados. Desde a origem, quando em vez de aprender a língua indígena, portugueses e espanhóis impuseram aqui a deles, em falar nos holandeses, lá no nordeste. Depois, virou moda o francês e eu te confesso ser uma francófona apaixonada pela língua e pela cultura francesas. Já a invasão do inglês não chega a me incomodar porque em qualquer parte do planeta, alguém vai conseguir se comunicar ou por gestos ou dizendo meia dúzia de palavras em inglês. Infelizmente, o esperanto não conseguiu a adesão que merecia. Eu continuo adorando músicas em inglês, italiano, francês, africano, e fazendo minhas embrações pra cantar as letras, porque o que me toca é a melodia. E não deixo de amar nossa cultura que tem tanta coisa bonita e é uma mistura de tudo o que vem de fora, inclusive o inglês. E vamos nós, vendo o povo registrar filhos como Maiquel, em homenagem ao Michael jackson e outras cositas más.
Um abraço e parabéns por mais um belo texto, assim como o Herrar é humano. Quem nao erra?

Marcos disse...

Você acredita que até minha lavadeira deixou de fazer entrega? Hoje ela faz delivery. ui!

Joias da Família disse...

Mas vamos combinar que, se por um lado a lingua inglesa embota um pouco a nossa identidade brasileira, por outro lado esse idioma "universal" quebra um galhão para nos aproximar de nossos amiguinhos pelo mundo afora na web, ou rede mundial, como queira...

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garotabossanova disse...

Adorei o post como sempre.As músicas povoam nossa vida e é incrível como podemos voltar no tempo através delas."Recordar é viver" não é? rs Abraço grande!

Julio Cesar Corrêa disse...

Não gosto de radicalizar. Até hj eu prefiro a música internacional, embora saiba da riqueza da nossa música. Não dá para desprezar o que se faz lá fora. Como desprezar um Shakespeare? Um Tennessee Williams? Beatles? Neil Young? Quincy Jones? Se eles desprezam nossa cultura, problema deles, porque ela tem o seu valor, embora a MPB tenha cada vez mais espaço lá fora. Se nossa cultura é melhor do que a deles, discordo.Mesmo porque, eles são civilizações muito mais antigas.
Vivi essa época ridícula dos Maurícios Albertos se passando por Morris Albert e os Terry Winters da vida. Mas tudo era uma questão de sonoridade. Nossos ouvidos não estavam acostumados com o pop ou o rock cantado em português, até que gente como Rita Lee, Tim Maia ou Cassiano, viessem mudar essa coisa.
Não vou deixar de falar blog e dizer blogue para valorizar nossa língua. Foram eles quem criaram a internet, então nada mais justos que importemos seus conceitos e expressões. Basta a gente saber usá-las a nosso favor.
Se não fosse pela cultura americana, vc não teria escrito esse lindo post.
abração

Rosária Mendes disse...

Amei o blog os post.. enfim tudo!Te ofereço o selo olha que Blog Maneiro é só passar no meu blog e pegar bjokas!

Palazzo disse...

Parabéns pelo "post"!? (matéria mesmo).

Marcos Dhotta disse...

Caríssimo!!! Seu Blog é fantático...Um verdadeiro retorno às raízes primeiras de nossa infância e Juventude... Parabéns pelos resgates musicais da década de 70, apesar dos estrangeirismos da época, esssas musicas embalaram muitos romances na época em que surgiram. Olha Marco! Gostei muito daquela foto do garoto com o rádio no ouvido....Posso copiá-la ou tu podes me enviar. Também tenho um blog em estilo Retrô,e gostaria de fazer uma matéria exatamente sobre os radios portateis.... um abraço.

Tio Sam disse...

Teu blog é nota 10. Parabéns amigo.
Quando tiver um tempo passe lá no meu: http://arquivostiosam.blogspot.com

Abraços e tudo de bom