quarta-feira, setembro 10, 2008

Tolas canções de amor


Fui ao cinema para assistir a “Hellboy II – O Exército dourado”, filme baseado em gibi e quem me conhece sabe que quadrinhos são minhas eternas ternuras. O filme é um bom entretenimento, nada mais que isso. Mas o que quero destacar não é o filme em si. Em determinada cena, duas criaturas mutantes, digamos, estranhas, cantam um antigo sucesso de Barry Manilow. Esse mesmo que vocês estão escutando nesse momento (se têm Windows Media Player, é claro).
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Resultado: saí do cinema cantarolando esta bela canção de amor, uma das silly love songs, como muito bem definiu certa vez Paul McCartney (aliás, autor da delícia Silly Love Song). O povo lá do hemisfério norte é perito neste tipo de música de que gosto muitíssimo. São canções românticas, despretensiosas, que entram por nossos ouvidos e fazem nossos corações quererem sair dançando do peito. O próprio Macca compôs várias dessas, como My Love e And I Love Her, só como exemplo. Stevie Wonder também tem suas baladas românticas que fizeram meio mundo suspirar, como All in love is fair e I Just call to say I Love you. O já citado Barry Manilow fez muito sucesso com Ready to take a chance again e a deliciosa The Old Songs, cujo refrão diz: “E talvez as velhas canções trarão de volta os velhos tempos/Talvez antigos versos venham a soar como novos/Talvez ela encoste a cabeça no meu ombro/Talvez antigos sentimentos ressurjam”.
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Nós, aqui no Brasil, também sabemos cantar nossas tolas canções de amor, músicas para consolar um amor perdido, um coração partido, uma paixão arrebatada que espalha e acelera o nosso sangue nas veias. Caetano canta maravilhosamente Eu sei que vou te amar (de Tom e Vinícius), talvez a música brasileira que eu mais gosto na vida. E o que dizer de Chico e Tom e a belíssima Anos Dourados ou dessa pérola chamada Minha Namorada, de Carlinhos Lyra e Vinícius?
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Ah... Cada um de nós tem a sua tola canção de amor favorita, não é? Qual é a sua? McCartney disse na sua música que “Algumas pessoas querem encher o mundo de tolas canções de amor/E o que há de errado com isso?” Nada, Macca, nada. Muito pelo contrário. Como você disse em “My Love”, “quando o armário está vazio/Eu ainda acho lá algo com meu amor”.
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É maravilhoso o poder de uma canção em nos afetar desse modo. Se você tem alguém para cantar a sua silly love song, parabéns. Eu tenho.

Mas se não tem ainda, escolha a sua canção tola de amor, toque-a até fritar o CD, e se prepare para ficar como as criaturas do filme Hellboy II. Uma hora dessas o amor te alcança e você se pega pensando em alguém, esperando ela sorrir para você sorrir também.
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Veja abaixo a cena do filme que me fez escrever este post. Mas antes você terá que clicar no “X” que tem no alto, na sua barra de ferramentas. Ele faz parar a música de fundo. Para ouvir todas as músicas que citei no post, faça a mesma coisa. Aí é só clicar nos links.

M.S.
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Dá tempo para dois informes? O primeiro: convido vocês para conhecerem o blog da minha amiga Rose, o Jóias da Família. Ela escreve bem pra caramba, tem um ótimo senso de humor, está virando blogueira, mas está se sentindo meio deslocada. Recomendo uma visita para deixar a Rose bem à vontade na blogosfera.
O segundo: A Jussara Câmara, responsável pelo site Idade maior me escreveu pedindo autorização para republicar um de meus antigos textos, sobre Cosme e Damião. Fiquei super feliz. Aliás, ultimamente alguns blogs e sites têm entrado em contato comigo me pedindo autorização para divulgar meus escritos. Isso é muito prazeroso... Obrigado, pessoal!
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Na Rádio Antigas Ternuras, você ouve Barry Manilow (por onde ele anda?) cantando “Can’t smile without you”.
Na TV Antigas Ternuras você vê um trecho de “Hellboy II – O Exército Dourado”.

25 comentários:

benechaves disse...

Oi, Marco: na postagem anterior mais uma aula de nossa História contada com seu humor característico. A gente vai aprendendo e também apreendendo o lado engraçado de sua narrativa. O que torna tudo um primor. O que torna você um exímio contador de histórias. E isso é bom, é muito bom!
E quem não gosta de sair cantarolando um tola canção de amor, hein? Faz parte de nossa vida, de paixões vividas e coisa e tal. Pois é...

Um abraço...

Márcia(clarinha) disse...

Minha vida tem uma vasta trilha sonora, não saberia escolher uma única canção, mas aqui deixo Redemption Song de Bob Marley como uma das que me fazem viajar e chorar e lembrar e rir e continuar buscando alegria em tudo que faço.

Lindo dia querido amigopratodavida e parabéns por brilhar em outros blogs através de suas maravilhosas antigas ternuras.

beijos carinhosos

DO disse...

Creio que todos nós temos aquela musica que marca. Mas sou como vc,MARCO,as baladas mais romanticas,ou mais "tolas" como vc disse,são as que mais me elevam.
Esta musica é mesmo muito bonita. E traz saudades de bons tempos.
Mais uma vez parabens!!

Abração!!

Ulisses Adirt disse...

Comecei lendo sozinho... no fim, tive de chamar minha namorada para ler tudo comigo. :-)

Valeu.

Luma disse...

Gosto das músicas românticas mas não necessariamente é preciso estar amando para gostar delas.
Tenho uma mais antiguinha, essa até choro quando escuto. Ai, ai!

http://www.youtube.com/watch?v=NcMxlpOJ_6I

Outra não menos triste, de uma banda (Dois em Um) que vem despontando no cenário musical nacional

http://www.youtube.com/watch?v=JIc56AuASbU

Não vá chorar também, heim?? (rs*)
Beijus

Mario disse...

Ah, só sendo completamente alienado para não ter uma tola canção de amor. Tenho as minhas, mais de uma com certeza...rs.
Vou visitar a Rose.
Abração Marco!

Joias da Família disse...

Marco,
Assisti ao Hellboy 1. Aqui no Brasil ele se tornaria um rapaz de má fama, lixando e alisando aqueles chifrões... e ainda
cantando Barry Manillow assim juntinho com o sapão que tudo sabe, não sei...
Mas, sério agora, já que vc citou Ready to take a chance again, lembro que foi tema de um daqueles comerciais compriiiiidos de cigarros do finalzinho dos anos 70. Outros tempos mesmo...
Até mesmo o mais punk e podre dos casais tem "sua música", mesmo que seja alguma coisa como "Fuzilados da CSN" dos Garotos Podres (olha eu de novo mangando).
Isso tudo pra tentar em vão esconder que eu e o Ratão temos o U2 como trilha sonora, pronto, confessei...
Que bom que as silly love songs fazem parte de nossas vidas, senão tudo seria muito, muito chato.
Bjão, obrigada pelo apoio bloguístico e por me apresentar novas incríveis pessoas.
boa sorte, Rose

Lulu on the Sky® disse...

Tem canções que tocam a alma sabe? Eu sei que vou te amar é uma delas.. me emociono sempre.

Big Beijos

Bruxinhachellot disse...

São tantas canções que fica difícil escolher. Lembro-me de que quando era menina vivia cantando "De Volta pro Aconchego" cantada por Elba Ramalho. A volta para o lar, para o amor deixado pra trás e a melodia dessa canção sempre me emocionaram.

Não posso contribuir com comentários sobre o filme, pois não vi nenhum deles ainda.

Beijos de vida.

Tina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tina disse...

Oi Marco !

Que post mais de lindo - obrigada !

Barry Manilow é a trilha sonora da minha vida!Eu sou fã de carteirinha, já atravessei oceanos e mares para vê-lo e ouvi-lo cantar a "minha" trilha sonora.Ele nunca veio ao Brasil oficialmente - já veio em férias - mas se Maomé não vai à montanha... (rs)Eu realizei um sonho que perseguia desde os anos 70 ! Musica é parte da minha vida,é como o amor: não vivo sem!

beijos querido e bom fim de semana!

Moacy Cirne disse...

Uma tola canção de amor? A do filme "Suplício de uma saudade" (com Jennifer Jones/William Holden) pode ser uma delas...

Átila Siqueira. disse...

Oi, estou conhecendo o teu blog agora e gostei muito. Depois volto com mais calma para ler tudo o quanto for possível.

Se puder, me visite também.

Um grande abraço,
Átila Siqueira.

J.F. disse...

Marco, amigão! Uma romântica música tola? Uauuu!!! Tenho e muitas. E, ao contrário do que dizem, como romantismo entre um casal não morre, gosto de ouvir estando junto com a Nina. São as "nossas" músicas. Brasileiras, americanas, francesas, italianas... Nem tenho como citar apenas uma.
Como andei afastado, só agora pude ler a "história dentro da história". Fantástico, como sempre.
Vou lá visitar a Rose.
Abração.

Dora disse...

Ah! Marco! Não assisti ao filme...Mas,aqui, tomei uma "overdose" de músicas lindas e "tolas", incluindo essa que está no post...
Eu tenho várias tolices entre as canções: adoro, por exemplo, ouvir Bee Gees, cantando I started a joke!!! E as canções de Tom Jobim, todas! (nem sempre tolas, no entanto). E eu choro, todas as vezes...Falasério!
Obrigada por você ser assim, do "jeito que é", Marco!
Beijo e abraço!
Dora

claudia (oxigenio) disse...

Oi Marco querido
Ah...as canções de amor...como não te-las...Marco as vezes me pergunto, qual força essa que contém uma música...que tem o poder de literalmente nos "transportar" no tempo...
Tempo esse que voaaa amigo, voa com a força do vento que nos impede de buscar a poeira...
As canções de amor...serão eternas sugestões de passeio no passado...e uma forma eterna de amar sempre alguém...
Um beijo no coração...
( desculpe a ausência..fiz uma pequena cirurgia ...mas está tudo ótimo...)...

Zeca disse...

Olá, meu amigo!

Fiquei feliz à beça com a descrição e o sucesso da sua palestra. Ainda mais por descobrir a origem desse termo que uso à beça. Impagável também o seu "Ouvira do Ipiranga". Já conhecia os detalhes, embora você tenha ido ainda mais fundo em todos eles... risos. Aliás, essa é uma das características do meu "contador de histórias predileto". Mas... tolas canções de amor? Eu que não sou tolo nem nada, adoro-as e não poderia citar apenas uma. São tantas!!! E entre elas, posso incluir as do Barry Manilow. Afinal, como disse o McCartney, "o que há de errado com isso?"

Grande abraço.

Anônimo disse...

Adoro Barry Manilow!
Lindo post!
Beijos
http://sex-appeal.zip.net
http://cara-nova.zip.net

Jack disse...

Barry Manilow é sempre uma surpresa, pq eu gosto mesmo é de rock n roll... hehe
Já fui lá até sua amiga Rose, mas não consegui comentar pois ela não tem o mesmo sistema que vc tem aqui do blogspot... será que estou fazendo algo errado?
Boa semana, bjocks

Marcos disse...

Dia bom pra eu ler isso... É, Marcão, fui fisgado e Nina Simone não sai da vitrola cantando Fly Me To The Moon.

guiga disse...

É muito bom voltar a ler-te! :D
Voltei das férias! Mas, queria mais! lol
Beijos *.*

Mimi disse...

Aaaaaaaaaaaiiiii lóóóóviuuuuuuu
aaaaaaaaaaaiiiii lóóóóviuuuuuuu

amo essa música!
E estou me coçando para ir ao cine ver hellboy, acontece que lá chegando, fui ver o Bezerra de Menezes (muito bom por sinal).

Eu, como boa romântica, adoro uma música doce e, sorte minha, tenho para quem cantar. E como canto!

What's wrong with that????

Marco, meu querido Ternurinha, deixo beijos e carinhos para vc!

Mimi disse...

Ah, sim, minha favorita...
Entre tantas?
I'll be back dos The Beatles, pq sou brasileira e não desisto nunca.

E Atrás da Porta, com Elis cantando, porque eu amo adorar pelo avesso...

ui!

Julio Cesar Corrêa disse...

Marcus,somos da geração que ainda dançava agarradinho. Vou republicar um post em que falo sobre as babas dos anos 70 (Blue Magic, Stylistics, Commodores, Spinners, Manhattans, etc. Uma época de ouro da música negra. Me sinto um felizardo por estar no mundo quando toda essa turma surgiu.
Abração
P.S. O Manillow está vivinho e excursiona pelo mundo cantando seus eternos sucessos.

Marconi Leal disse...

Marco, minha tola canção de amor favorita é o Hino Nacional.