domingo, maio 06, 2007

Quem vê cara não vê que horas são


Acho que vocês conhecem a expressão “quem vê cara, não vê coração”, não é? Ela tem como sinônima uma outra frase famosa: “as aparências enganam”. São duas expressões que traduzem os pré-julgamentos que costumamos fazer, quase sempre baseados no preconceito que cada um traz dentro de si. Esse preconceito pode ser de cor, de credo religioso, de classe econômica, de sexo, de opção sexual... Rotulamos pessoas pelo que estão vestindo, pela aparência de seu rosto, pelo time que torcem...
Quase sempre, este preconceito vem da formação familiar, da opinião que pais ou outros adultos têm sobre o mundo e passam para os mais jovens.
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Você acha que não é preconceituoso? Que tal fazer um teste? Topa?
Vou mostrar cinco figuras e algumas descrições. Tudo o que você tem a fazer é atribuir a descrição à imagem. Pela cara da pessoa, de acordo com o que está escrito, tente imaginar quem é quem. Certo?
Eis as imagens:
foto 1

foto 2

foto 3






foto 4




foto 5





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Eis as descrições:
a) pessoa talentosa, cujas obras encantaram e encantam a todos que as conhecem; mas ao mesmo tempo, alguém que apreciava orgias e gostava de ridicularizar outras criaturas menos talentosas.
b) criatura extremamente devassa, corrupta, corruptora, fornicadora, seus filhos entraram para a História como verdadeiros canalhas.
c) pessoa com reconhecidas características de liderança, que se apiedava de seus pares, passando a lutar contra a injustiça. Suas atitudes heróicas são reconhecidas até nos dias atuais.
d) pessoa fria, calculista, que não hesitou em matar uma criança inocente para se vingar.
e) pessoa extraordinária, que venceu adversidades, superou deficiências e hoje é um símbolo de otimismo e força de vontade.
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(As respostas estão no primeiro comentário. Mas antes de lê-las, tente acertar, que descrição se refere a que foto, anotando o número e a letra: 1a ou 1c ou 3d etc )
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E aí? Ficou surpreso com o resultado?
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Certa vez, eu estava ministrando um curso de Relações Humanas e fiz esta espécie de joguinho, na verdade, uma dinâmica de grupo em que procurava trabalhar o assunto rótulos. Só não usei figuras históricas como agora. Utilizei imagens de pessoas absolutamente desconhecidas e pedi que cada um dos alunos tentassem identificar pela aparência deles quem era o quê. Os treinandos ficaram absolutamente surpresos com os resultados.
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Quando eu era moleque, racismo era coisa absolutamente inexistente para nós, crianças. Aliás, para mim, desde que nasci. Minha mãe conta que eu não queria mamar em seus seios brancos. Só queria saber de amas de leite, quanto mais fartas em peitos, quanto mais negras, mais eu gostava. Chegava a resfolegar de satisfação.
Desde bem menino, meus amigos mais chegados eram negros. E bem mais pobres do que eu. E foi assim durante muito tempo. Lembro, quando era maiorzinho, a empregada lá de casa foi me chamar para almoçar. Eu estava no campinho, conversando com meu amigo Alcir, meu obi-wan kenobi em termos musicais. A Maria me chamou, fomos para casa e no caminho ela perguntou: “esse crioulo é seu amigo?” Eu perguntei: “Que crioulo?” Ela apontou meu amigo e ali eu percebi, pela primeira vez, que o Alcir era da raça negra. Juro que não tinha percebido, aliás, ninguém daquela época se ligava nessas coisas. Gostávamos das pessoas pelas afinidades, não por cor de pele ou condição econômica semelhante à nossa.
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Recentemente, li em algum lugar que na Universidade de Brasília, duas estudantes de Psicologia fizeram uma pesquisa entre os outros alunos para saberem sobre o comportamento sexual e os estigmas que isto trazia às mulheres. Basicamente, queriam descobrir como as pessoas viam as mulheres a partir de seus rótulos, da forma como elas percebiam as colegas. Chegaram a dois comportamentos típicos: a “santinha” e a “periguete”. Esta última expressão eu ouvi no filme “Cidade baixa” e era destinada a uma menina que mantinha relações sexuais sem envolver afeto; fazia sexo, não fazia amor. Achei que fosse uma expressão tipicamente baiana. Não é. Em Brasília, usam a mesma terminologia para quem tem os citados comportamentos.
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As pesquisadoras entrevistaram 100 alunos, metade de cada sexo, e olha só que “surpresa”: as pessoas identificavam como “periguetes” as moças que andavam com roupas mais decotadas e tinham aparentemente um comportamento mais, huuum... digamos, efusivo. O curioso da pesquisa é que algumas das “santinhas” pesquisadas admitiram práticas sexuais associadas às “periguetes”, como sexo anal e oral. E que muitas das moças “da pesada”, como eram vistas, na verdade eram bastante conservadoras em seu comportamento na hora do “vamu vê”.
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Ou seja: “periguetes” eram assim rotuladas, mas nem faziam justiça a fama; “santinhas” admitiam que nem eram tããão santas assim. Estereótipos. Nada mais do que isso. E pelo estereótipo, abrimos espaço para o preconceito, uma coisa reconhecidamente odiosa na sua essência, mas praticada, mesmo que veladamente, por tantos.
*
Tenho amigos negros, homossexuais, mulheres, pobres, tenho amigos até entre os torcedores vascaínos, que são reconhecidamente o ponto mais baixo da evolução humana. E amo profundamente todos eles. Isso me faz uma pessoa absolutamente sem preconceitos?
Não diria isso.
*

Recentemente, uma campanha publicitária perguntava: “onde você esconde o seu preconceito?”
Não deveríamos escondê-lo. Deveríamos aniquilá-lo. Quem vê cara não vê que horas são. Que já é mais do que hora de extirpar uma das piores características do ser humano.
E você, o que acha?
M.S.
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Na Rádio Antigas Ternuras, você ouve “Mais uma vez”, com Renato Russo.
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Em tempo:
É CAMPEÃO! É CAMPEÃO!
ESSE TIME SÓ ME DÁ ALEGRIAAAAAAAAAAA!!!!

28 comentários:

Marco disse...

1e – Helen Adams Keller (1880-1968) ficou cega e surda com menos de dois anos, por conta de febre escarlatina. Com extrema dificuldade, aprendeu a falar e a linguagem em braile. Tornou-se professora, conferencista, ensaísta, falava francês, alemão e latim, além do inglês, sua língua natal, além de virar ativista pela igualdade racial e inter-sexual e uma incansável lutadora pela educação de deficientes.
2a – Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), provavelmente o maior gênio da História da Música.
3b – Papa Alexandre VI (1431-1503), cujo nome original era Rodrigo Borja y Borja, era espanhol e quando emigrou para a Itália adotou o nome de Rodrigo Bórgia, cuja família tornou-se muito poderosa em sua época. Tinha inúmeras amantes e com elas teve vários filhos, sendo os mais famosos Cesar, Luis, Juan, Giovanni, Jofre e Lucrécia (alguns nasceram quando ele era cardeal, outros quando já era papa). Foi também amante de sua filha, Lucrécia.
4c – João Cândido Felisberto (1880-1969) era marinheiro e liderou seus companheiros de farda na famosa Revolta da Chibata, que pretendia abolir de vez os castigos corporais a que os marujos eram submetidos pelos oficiais. Foi preso, expulso pela Marinha e perseguido por ela até morrer, embora fosse considerado um herói por seus contemporâneos que o chamavam de “Almirante Negro”.
5d – Neide Maia Lopes passou à História como a “Fera da Penha”, depois de ter seqüestrado e morto com um tiro na cabeça a menina Tania Maria Coelho Araújo, de quatro anos, filha de seu amante, Antonio. Foi presa e condenada a 33 anos, saindo com 15 por bom comportamento.

L.R. disse...

Gostei do teste, acertei apenas dois! Também acredito que o preconceito é construído na família e nas relações que desenvolvemos com o mundo. Como diz minha mãe, tudo é uma questão de filtro: recebemos muitas informações, vindas de todos os lados, mas nossos valores determinarão o que tomaremos pra si e aquilo que não vale a pena guardar. Gostei do post, Bisous!

Lino disse...

Marco:
Fiquei em dúvida em relação à Fera da Penha. Nos outros, fui bem. Isso não quer dizer, no final, que não tenha preconceito. Como todos nós, tenho. Mas procuro não exercitá-lo.

Francisco Sobreira disse...

Caro Marco,
Antes de mais nada, estou vibrando com a conquista do título pelo nosso Mengão. Mas, francamente, entre ganhar o título estadual e seguir na Libertadores, eu preferiria, se tivesse que escolher, a segunda alternativa. É muito difícil, mas pode ser que o nosso time consiga pelo menos devolver a derrota e decidir nas penalidades.
Não consegui identificar nenhuma das imagens. Tive a impressão que fosse Mozart o da segunda, mas não tinha certeza. Estou ruim na identificação de pessoas famosas, não é verdade? Por fim, concordo com você como as aparências enganam e como somos levados a fazer pré-julgamento de pessoas pelo seu vestuário, seu modo de agir, etc, etc. Um grande abraço rubro-negro e tenha uma linda semana.

olga disse...

Adorei este post!
Também admito que tenho os meus preconceitos. Felizmente, não me deixo levar por eles. Reconheço-os mas tento passar por cima e muda-los!
Não sou racista. Aliás, minha colega de trabalho é cabo-verdiana. E também tenho outra angolana. Uma das minhas melhores amigas é também negra. Adoro os ritmos africanos, adoro as comidas.
Mas sinto que há muitas coisas a mudar!

Boa semana!*.*

Moacy Cirne disse...

Meu caro: Parabéns pela conquista de ontem. Refiro-me ao fato, no Balaio de hoje. De resto, muito boa a sua postagem. Um grande abraço.

Claudinha disse...

Olá Marco!
Ótima sua postagem (como sempre). Eu acertei 3 delas: Mozart, o papa Alexandre (uma das minhas birras com os sacerdotes menores em espírito como este) e o Almirante Negro. Não me considero muito preconceituosa. Não sou em termos de raça, credo ou opção sexual, mas acho que sou quando "acho"que sei o que os outros estão achando, julgo sem saber.E isto é uma coisa comum em mim.Mas eu tento combatê-la.
Eu penso (acho) que todo preconceito é burro, imbecil, atraso de vida. Penso que devemos dar uma chace às pessoas de se nos mostrarem, aí poderemos fazer a nossa ficha pessoal,q ue ainda assim pode estar totalmente equivocada.

Parabéns pelo rubro negro. O Galo também faturou e mesmo perdendo do Cruzeiro, na verdade foi 4x2. Meu pai está feliz!

Ótima semana!

Anônimo disse...

oi Marco,

belo post querido, amei.
Eu sabia de tres histórias, mas desconhecia o tal Borja Y Borja.
e também não havia ouvido falar da fera da Penha... que loira, não?
ahahahaha,
olha o preconceito!

brincadeirinha.

beijo

Taís

DO disse...

Marco,vc não vai acreditar,mas eu acertei todos!!!!!!!
Putz,nem acredito,hehehe
Claro que fui no imprevisto,diante do que vc tinha escrito. Mas mesmo assim,acho que nunca chutei tão bem na vida,heheheh
Pensando seriamente em voltar a bater minhas bolinhas de final de semana.
Abração e uma otima semana.

Márcia(clarinha) disse...

Não acertei nenhum, tb pudera, sou péssima em testes, rsss
Preconceito? tô fora, não tenho de nenhum tipo e nem gosto de pensar que alguém o tenha:(
Uma pena que pela incompetência de uns os outros levam o título, mas parabéns pela oportunidade do flamengo!
linda semana amigopratodavida
beijossssssssssssss

Lili disse...

:) Li o post todo, cliquei para comentar e... Surpresa! Esqueci de fazer o teste! Agora não vale mais rsrsrs Eu sou da paz e, principalmente, do amor. Só tenho preconceito contra preconceituosos. Uma das coisas que mais curto é quando uma pessoa julga outra negativamente pela aparência e depois quebra a cara hahaha!!!

Beijos, querido!

Bosco Sobreira disse...

Meu caro Marco,
De todo o coração, mas de todo coração mesmo, parabenizo-o pela conquista do título! (Essa repetição do "de coração" é necessária pq, acredito, você sabe qual meu time aí no Rio, na verdade o único, vez que foi o primeiro. Claro que estou, temporariamente em recesso até que os euricos sejam banidos!)
Quanto ao texto... Bem, meu caro, mais uma leitura agradável e extremamente importante.
Um forte abraço.

itiro disse...

Mais uma ótima leitura e ... didática! Como sou jurássico, sabia da maioria das figuras e o que não sabia acertei por eliminação. E por cima, tinha lido recentemente sobre "a fera da Penha". Mas confeso que tenho preconceitos tb... Acho que reconhecer as essas falhas é o primeiro passo para a sua eliminação.
Parabéns pelo título!

Renata disse...

Não fiz o teste ainda, então não vou ler as respostas...
Mas qto ao preconceito, sim vc toda razão, mas se pensarmos na palavra como o nome realmente diz: pré-conceito fica mais claro que não vivemos sem ele, fazemos pré-julgamentos o tempo todo, e nem sempre é negativamente. De q qjeito esse tipo de preconceito que segrega, que maltrata, que é desumano...sim temos que tentar aniquilar mesmo...
Bjos querido
*obs: Que história é essa de ama de leite?!!! Quem vê até parece q vc é da era paleozóica.rs..rs..

Saramar disse...

Ai, ai, Marco.
Só acertei o Mozart, pura ignorância.
A história do Almirante Negro, eu já conhecia, bem como a da "fera da Penha", porém não liguei o nome aos rostos.
O preconceito é realmente algo odioso que coloca os seres humanos na condição de monstros.
Obrigada pela aula.

beijos

Saramar disse...

Ah! voltei. Havia me esquecido.

Mengo, Mengo, Mengo.....
Parabéns para nós, torcedores do melhor time do mundo.

beijos

Mário disse...

Excelent post. Acertei dois, errei três. Acho que, por vivermos numa sociedade refém da mídia, compramos imagens sem realmente analisarmos o conteúdo. Por isso que rotular as pessoas é sempre desastroso e por isso que o congresso nacional é aquilo que é. Abs.

Vera Fróes disse...

Marco, não cheguei a fazer o teste. Assumo que sou preconceituosa em algumas coisas, mas procuro não alimentar esse meu lado. Não discrimino as pessoas por cor, sexo ou condição social e sim pelo caráter. Se não tiver, dificilmente serei amiga. Além disso, educo minhas filhas para que não ajam com preconceitos. Até agora o resultado tem sido compensador!

Parabéns pelo Mengão!!!

Bjos.

Janaina Staciarini disse...

Em primeiro lugar: humpf pro Flamengo.
Em segundo lugar: Amei o texto. Acertei duas. O Mozart e o Papa Alexandre. Também não sou racista. Acho que isso é criação mesmo. Infelizmente, tem muita gente ignorante por aí.

argh, lemòn disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
argh, lemòn disse...

chutei mal castro álvares, vc deveria trampar no SBT elaborando o Show do Milhão.

...prodigamente aqui, pois abandonei estas paragens por pura desídia. Aqui realmente se aprendem coisas, não é só lazer, teacher. O fogão foi roubado, TU SABES.

E é.

luma disse...

Eu não estou boa para analisar as aparências, errei a foto 5 e 6. Apesar que achei a última foto meio estranha. Algo insano.

Acho que tem preconceito pelos vascaínos. Preste atenção, heim?

Marco, tem outro fã do morceguinho na área! O Dilberto Rosa meu irmão virtual voltou a blogar. Vai lá conhecer o blogue dele! http://osmorcegos.blogspot.com - Beijus

_Maga disse...

Oi Marco.

Seu post é de utilidade publica!

Adorei!

beijos

Bruxinhachellot disse...

Saudações RUBRO NEGRAS!
Você me fez voltar a infância com essas histórias. Lembro-me que também tinha amigos de todos os tipos, pobres, ricos, gordos, magros, negros, orientais etc.. e, eram apenas meus amigo. Não conseguia enxergá-los do ponto de vista que hoje em dia as pessoas se vêem. Ainda hoje sou assim, mas confesso que com a violência no ápice que está, acabo caindo em desgraça ao imaginar que um simples trabalhador pode ser o assaltante do mês.
Muito belo seu trabalho.

Beijos de água e de ar.

MENGO!!! MENGO!!! MENGO!!!
É CAMPEÃO!!! É CAMPEÃO!!!

Fernanda disse...

Ô, louco! Errei tudo! ahahaha! As aparências enganam mesmo!!!

Estou aqui também para dizer que o meu blog no Freehostia não estava dando muito certo. Agora o meu blog mudou de servidor! Anote o novo link: http://fernandaruiz.com

Kisses

Alê Barros disse...

Excelente texto como sempre querido...
Olha, pra falar a verdade eu não quis arriscar não...fui direto na resposta e realmente não me surpreendo, porque infelizmente as pessoas são sempre rotuladas pela aparência, e não pelo o que são por dentro...eu não sou e nunca fui preconceituosa...desde criança me relaciono com qualquer tipo de pessoa, sem me importar a cor, o credo, raça, seja lá o que for...
Lobos em Peles de Cordeiros existem muitos por aí não é mesmo? Se escondem atrás de rostinhos meigos, roupas recatadas e no fundo podem ser seu maior algoz...
O final de seu texto é simplesmente maravilhoso, já está mais do que na hora de acabarmos com o preconceito...
Sabia que estudei numa faculdade em Mogi, que nas ´poucas vezes que fui de trem, descobri por acaso, que lá existia um vagão apenas para os estudantes negros, e a maioria faziam Direito. Lembro c/ se fosse hj, eu era loiríssima, entrei toda sorridente no vagão e qdo fui me sentar uma moça negra pediu pra eu retirar as minhas coisas pois aquele lugar estava guardado. Qdo me dei conta, só tinha eu de branca ali...e o preconceito no caso, quem sofreu fui eu...
Dizem que até hoje é assim acredita?
Um beijo
Adoro vc querido.

rubo medina disse...

Marco,fiz um comentário anteriormente que acabou nao saindo. Sei lá porque! Dizia que todo cuidado é pouco ao julgar. Evito emitir conceito. Muito menos preconceito. Procuro evitar, nao sei se consigo. Fiz um outro questionamento que gostaria de ver a sua resposta. Qdo vc fala de seios branco.... isso nao seria uma forma de preconceito a nível de inconsciente? Desculpe a indagação, se for indiscreta demais..., mas gostaria de ver a sua respostas. Para mim será uma aprendizagem. Acredite... rs.
Abraços.

claudia disse...

Belo Post meu caro Marcos
Belo...e triste.
Eu não bato no peito e não digo que não tenha preconceitos...mas não me lembro de um assim tão enfurecedor ao ponto de me envergonhar...Tenho mesmo é medo de te-los...procuro viver de forma a amar incondicionalmente a todos e sempre.
Esse é meu lema e minha meta.
Quando me desvio desse caminho, fico triste , comigo. Muito mesmo. Mas me permito aprender com meus erros e não repeti-los.
Um beijo querido.
No coração