quinta-feira, janeiro 11, 2007

Uma pergunta que não vai calar


Pense nesta pergunta e depois me responda:

A natureza humana é boa ou má?

Veja bem: eu não estou perguntando sobre a sua natureza. Pergunto sobre a raça humana, sobre a humanidade como um todo.
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No ano passado, vi dois filmes que me deixaram pensando muito. Um foi “Senhor das Armas”, baseado na história de um cara que existe mesmo e que enriqueceu traficando armas para governos e milícias africanas, indiscriminadamente. Ele diz que não torce pra ninguém morrer. Ele prefere que os soldados errem os tiros, para poderem comprar mais balas na mão dele.

O outro foi “O Jardineiro Fiel”. Ficção (será?) sobre um laboratório que vai pra África testar seus medicamentos. Se as cobaias morrem ou têm efeitos colaterais, aí fazem ajustes, antes de produzir em massa pro mundo todo. Os caras do laboratório dizem que os remédios vão curar e salvar a vida de milhões. E que uns poucos negros que morrem ou ficam com seqüelas são o justo preço pelo avanço da ciência.
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Recentemente, eu fui ver “Diamante de Sangue”. Filme excelente. A história? É ficção, mas baseada em fatos históricos que realmente aconteceram. Em Serra Leoa, país africano, rebeldes lutavam contra o governo até recentemente, compondo uma milícia que matava crianças, mulheres, homens, velhos, quem passasse na frente deles. Isso, gritando que os estavam libertando da opressão do governo.

Quando não matavam, decepavam mãos e braços de quem pegavam. Ou capturavam os mais fortes para trabalharem como escravos, nas minas de diamante. Com as gemas ali garimpadas, os rebeldes podiam comprar armas melhores que as do governo, que, por sua vez, também contrabandeava diamantes para comprar outras armas e combater as milícias. No filme, fiquei sabendo que cerca de 15% dos diamantes do mundo são os chamados “diamantes de sangue”, ou seja, são obtidos por trabalho escravo e contrabandeados para serem misturados com outras pedras de procedência legal e aí ninguém saber de onde exatamente vieram. Naquele país, efetivamente se matava por prazer, por perversidade. Mutilava-se pessoas por diversão.
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Mas, diriam alguns, isso é cinema, é entretenimento, é ficção.
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No final do ano passado, eu recebi uma tarefa. Escrever resumos históricos de todos os países filiados à ONU. Isso para um site que vai ser posto no ar em breve. Um trabalho fascinante. São 192 países e, com a pesquisa que fiz, fiquei conhecendo suas histórias. Descobri, por exemplo, que mil anos antes de Cristo, os chineses já dividiam o ano em 365 dias, os meses em 30 dias, os anos em 12 meses. Isso bem antes do calendário Juliano, que nos rege até hoje.

Ah, sim. Li também que espanhóis, portugueses, ingleses, holandeses exterminaram a população indígena das Américas. Muitas tribos foram extintas por esses colonizadores, todos cristãos. Na África, além de traficarem escravos, que eram capturados e vendidos pelos próprios negros de tribos rivais, a matança também foi generalizada. A França, por exemplo, assassinou dois terços da população nativa da Costa do Marfim. Se somarem os que foram trucidados pelos países imperialistas, dá uns dez Holocaustos no barato.E genocídios assim aconteceram em todos os continentes do mundo, em todas as épocas.
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Mas isso é História, diriam alguns. Tem muito tempo. Hoje em dia, é outra história.
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Li, durante a minha pesquisa, que até os anos 50 e 60 do século passado, Portugal escravizava negros nas lavouras de cacau de São Tomé e Príncipe, a ponto de haver um boicote internacional ao produto, se viesse das mãos negras escravas da África. Êpa! Anos 60? Eu já tinha nascido!

E mais: Até a quinzena passada (ou seja, dezembro de 2006), a Somália era um país sem governo. Anarquia total. Milícias islâmicas assumiram o poder vago, mas a matança desenfreada não parava de acontecer. Finalmente no final de dezembro, tropas do “governo” indicado pela ONU e da Etiópia invadiram aquilo lá e assumiram o poder.
Estima-se que atualmente na África morra, de forma brutal, cerca de 50 mil pessoas por dia.
Isso não dá nos jornais porque não é considerado notícia. Não tem novidade. Um atentado na Europa, em que venham a morrer umas cinco pessoas, é manchete em todo o mundo. Agora, 50 mil exterminados na África não dá nota de rodapé em página par.
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Em 11 de setembro de 2001, primeiro ano do Século 21, cerca de 1600 pessoas, americanos na maior parte, morreram por conta da explosão do World Trade Center. Uma infâmia! Começou-se uma guerra para vingar os mortos ou punir os culpados. Se somarmos os soldados americanos mortos no Afeganistão e no Iraque, dá uns três 11 de setembro. E a história não acabou.
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O mundo viu, eu vi aqui no computador da minha casa, o genocida Sadam Houssein pendurado numa corda, condenado por suas atrocidades. Outros genocidas, como Tony Blair, George W. Bush, Osama bin Laden continuam soltos por aí.
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Mas tudo isso acontece longe do Brasil, diriam alguns. Aqui essa guerra não chega.
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Deu no site da BBC: média de mortos no Iraque, país em guerra, é de 53,5 assassinatos por cem mil habitantes. Caramba! Número alto, não é? Mesmo para um país em beligerância aberta...
Bem, aqui no Brasil, terra do samba e pandeiro, do coqueiro que dá coco, do mulato inzoneiro, do homem cordial, tivemos os seguintes números: em Pernambuco, 50,7 homicídios por 100 mil; 49,4 no Espírito Santo; 49,2 no Rio de Janeiro.

Na semana entre Natal e Ano Novo, traficantes entraram em um ônibus, jogaram gasolina e tocaram fogo, queimando velhinhos que não conseguiram sair em tempo.
Crianças assaltam e matam. Chefes do crime do presídio mandam atacar a população por bilhetes ou por telefone, sempre dizendo no fim da comunicação: “fé em deus”. (coloco esse deus em minúscula por provavelmente ser uma divindade pagã, que exige sacrifícios humanos. Certamente eles não crêem no mesmo Deus que eu...).
*

Sobre este quesito religião, observo que a teologia judaico-cristã e até mesmo a islâmica proíbem seres humanos de matarem outros seres humanos, sob pena de castigos terríveis. Esta é ou era a principal função social da religião: ordenar a sociedade, incutir medo para não haver transgressões, criar o temor a Deus como forma de contenção dos excessos humanos. Durante um certo tempo isso funcionou “mais ou menos” no espaço urbano. Hoje, a impressão que tenho, é que não existe o menor temor de que fazer algo errado perante Deus vai acarretar em castigo. É como se Deus nem existisse, a vida, pois, acaba aqui. Então, que se viva, rápido e intensamente, porque morreu, acabou. Este é o pensamento dominante.
*
Volto à pergunta inicial, à pergunta que não vai calar:

A natureza humana é boa ou má?

Veja bem: eu não estou perguntando sobre a sua natureza. Pergunto sobre a raça humana, sobre a humanidade como um todo.
O que você me diz?
M.S.
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Se nhoras e senhores...A Rádio Antigas Ternuras tem a honra de apresentar... Mr. Ray Charles. O que essa música, que fala de um certo lugar além do arco-íris, tem a ver com este meu texto? Nada. Tudo. Fica apenas como um toque, lembrando que embora humanidade jogue para o Universo coisas terríveis como as que descrevi, também é capaz de fazer obras belíssimas como esta.

25 comentários:

Anônimo disse...

não li tudo!
não valia a pena as imagens por si falam.
a pergunta é pertinente e com sentido.

um sentido que vem desde os tempos longíquos e hoje continua sem uma resposta universal.

se dependesse de mim talvez soubesse responder prontamente mas quem sou eu?

Anônimo disse...

não li tudo!
não valia a pena as imagens por si falam.
a pergunta é pertinente e com sentido.

um sentido que vem desde os tempos longíquos e hoje continua sem uma resposta universal.

se dependesse de mim talvez soubesse responder prontamente mas quem sou eu?

Bosco Sobreira disse...

Caríssimo Marco,
Desde que a Claudinha me presenteou com a recomendação de tua página, venho dedicando parte do meu parco tempo aqui lendo teus textos. Você consegue, graças a um talento especialíssimo, tocar em questões profundas, mexer em feridas com uma leveza que poucos conseguem.
Gostei demais dessa tua santa provocação, desse chamamento ao Homem pra pensar a natureza humana a partir de si próprio.
Belo texto.
Um forte abraço.

Márcia(clarinha) disse...

Querido Marco
com pezar lastimo dizer que o ser humano é mau, covarde, selvagem, interesseiro, traidor, corrupto, doente, animal.
Talvez eu esteja dentre eles em menor escala, mas respondo com convicção após ler seu maravilhoso texto e sentir fundo essas imagens.
Amigopratodavida, o ano começou, temos que nos ver não acha? rss
Lidno dia
beijosssssssssss

Claudinha disse...

Marco, eu vou procurar responder com minha tática de início de ano. Eu pergunto "A química é boa ou má?" E sempre debatemos e chegamos à conclusão de que depende de como ela é utilizada. Agora eu acrescentaria, depende da natureza humana. Mas e esta natureza, é boa ou má? Não precisamos ir para países tão distantes. Aqui mesmo somos cobaias sem saber. Utilizamos a dipirona ainda em fase de testes, para descobrir o seus efeitos colaterais ao longo das gerações. Ou mesmo os geneticamente modificados. Eu não acredito que esta falta de ética, ou mesmo a crueldade, que tão bem lembrou, sejam motivo para acreditar que a natureza humana seja má. Eu ainda acredito que mais vale uma mão no ombro para trazer um rebelde à realidade. Eu ainda acredito que mais vale o meu sorriso e minha voz mais carinhosa para tirar alguém da beira de um abismo. Não creio num Deus vingativo, creio nas faltas que temos que expiar aqui. Creio que somos muito atrasados espiritualmente e com isto estas atrocidades acontecem. Então, para mim, a natureza humana não é boa , nem má, é aprendiz.
Beijos!

Saramar disse...

Marco, meu amigo, eu nunca acreditei na bondade da humanidade porque a história dos homens sobre a terra é um desfiar contínuo de crueldades e matanças.
Creio que ainda temos que crescer muito e vagar por muitos sofrimentos até aprendermos as lições naturais.
Veja, não falo em expiação porque não acredito muito em pecados, falo em desenvolvimento mental, em evolução da raça.
Porém, falo com descrença porque o homem sempre encontra motivos e desculpas para exercitar sua crueldade.
Creio quie os bons são superiores na escala evolutiva, quase bichos já. Porém, são poucos e não conseguem influenciar o restante. Ainda.

Beijos

Lili disse...

Querido Marco: já parou pra pensar que o homem talvez seja o único animal que tem medo de seu semelhante? Eu tenho medo, se estiver só, de me encontrar com um desconhecido numa rua deserta, já um gato não tem medo de se encontrar com outro no escuro, por exemplo. Daí, acho que a natureza humana é má, oportunista. Infelizmente. Ah, não posso deixar de registrar o quanto aprendi com este post. Parabéns!

benechaves disse...

Olá!

Venho até aqui por uma indicação de nossa amiga Claudinha. E vejo boas informações sobre vários assuntos. Não vi ainda os filmes que você fala no início.Acho a humanidade com uma certa percentagem de podridão. O (dito) ser humano fica a cada dia mais egoísta e indifente ao seu semelhante. Sobre o enforcamento do Saddam, acho que o Bush deveria ter ido junto com o mesmo. Não pode um assassino morrer e outro ficar solto por aí. Boa sorte e sucesso nos seus escritos.

Um abraço...

Ana Carla disse...

Uau! Você quase me convenceu de que todo homem é culpado, até prova em contrário. Mas... continuo acreditando na bondade da natureza humana.
Um beijãozão!!

Helena Nascimento disse...

A natureza humana é boa, a sociedade é que a contamina. Sempre acreditei nisso.
Vim do Luz de Luma.
Abraços

Jéssica disse...

Caramba, que forte!
Se eu responder alicerçada na minha fé e crença, diria q o homem foi criado bom, puro... e q o 'olho grande' o contaminou desde os primórdios e de lá pra cá só piorou; mas diria tb q tem solução: Deus!
Mas não esse deus barato, corrúpto e corruptor, q 'enviados' apregoam nos púlpitos de igrejas de todas as religiões.
Enfim, eu ainda tenho esperança de umahumanidade melhor.
Vc conseguiu me acordar. Estava aqui quase babando no teclado, mas este teu texto me acordou. Espero q pra vida sã e saudável q Deus e eu podemos me proporcionar. Beijos e bom final de semana*.*

DO disse...

E depois de todos os excelentes exempos que vc deu,vc acha que vou dizer que a nossa natureza é boa??
Claro que não. Um bicho que destrói o semelhante e o próprio mundo onde vive tem o que na cabeça,Marco??

Abração!!

cilene disse...

Como sempre seus textos sao otimos...perfeitos..NOs, seres humanos, somos ruins por natureza..e nao hora que a coisa aperta e a sobrevivencia esta em jogo nao temos limites, matamos, fazemos qualquer coisa..agora tem bandidos que faz isso no dia -a-dia

david santos disse...

Olá!
Marco, o teu texto é espectacular. Adorei.
Quanto à pergunta, a natureza é boa, a humanidade, não. Desculpa estar a dividir a pergunta mas, sinceramente, achei melhor assim.
Abraços.

Francisco Sobreira disse...

Marco,
Ao contrário da amiga Ana Maria, li todo o seu texto, apesar de um tanto longo. Mas vale a pena, principalmente pela indignação que vem de você e com a qual somos solidários. Olhe, já não idade que tenho, diante do que tenho visto e lido e da crescente violência no mundo, me inclino a achar que é má a natureza humana. Um abraço.

Moacy disse...

Meu caro: Não vi os filmes em questão, mas a sua postagem pareceu-me mais do que pertinente. Mais do ques necessária. Um abraço.

Jeanne disse...

Como sou espirita, vou tentar te responder de uma forma simplista algo tão complexo: Deus (e aí basta acreditar nele) não nos criou nem bons nem maus, mas simples e ignorantes, e donos de nosso destino, temos o livre arbitrio.
Mas... e aí vem o pior, como normamlmente não usamos corretamente esta liberdade, antes abusamos dela, ignorando a do outro, acabamos cometendo maldades, que sem o necessário orai e vigiai apregoado pelo Cristo, dá no que dá: desordem social, egoismo, violência, e o que é pior, o pior dos males que é a INDIFERENÇA.
Somos todos culpados, nem que seja por observarmos tudo isto sem pestanejar.
Ou será que a revolta social contra este estado de coisas está instalada? Eu não percebo. Só abrimos a boca quando somos diretamente atingidos, sem perceber que somos parte de um todo.
Mas tirando fora esta atitude comodista, a grande maioria das pessoas é boa, se ainda não realiza muitas coisas para mudar, pelo menos não anda por aí agredindo e matando.
E ainda tem os que fazem o bem, como ONGs, trabalho voluntário, etc.
Eu acho que vale a pena acreditar no ser humano.
Um abraço

M.Eduarda disse...

Oi querido... muito profundo esse seu texto, me fez parar para pensar. Na verdade eu já tinha visto todos esses filmes que vc mencionou e na época tmb fiquei perplexa, tmb fiquei divagando sobre a natureza humana. Conclusão? Não consigo chegar a nenhuma... o tempo passa, algumas coisas mudam, mas esse espírito humano que anseia por poder acima de qq coisa parece algo que se perpetua no tempo.
beijos querido

_Maga disse...

Olá Marco! Como estás?

Bom, vou tentar responder a sua pergunta.

Antes de tudo simplesmente não existe natureza humana. Falar de natureza humana é o primeiro passo para naturalizar todos os atos humanos e parar de olhar para as contingencias que o fazem agir da forma como ele faz. É também o primeiro passo para pre-conceitos.

O ser humano não é nem bom nem mal. Como disse James: Na natureza não exitem coisas nem boas nem más, existem consequencias.

Agora se me perguntares porque um homem mata outro homem, eu te direis: depende. Depende. Depende da sua constituição biologica, da sua história de aprendizagem, e das condições presentes. O que um homem faz depende de tudo isso. E não é inevitavel: pode ser mudado.

Li dois livros sobre utopias e que feitas as devidas resalvas tem grande valor para abrir nossos olhos para os problemas que enfrentamos hoje e alternativas a estes: Walden II, B. F. Skiiner; e A Ilha, Adouls Huxley.

E na area da ciência acho que Coerção e Suas Implicações do Sidman, é o livro. Muito bom e ajuda a entender o mundo em que vivemos.

Parabéns pelo texto! Um soco no estomago, com certeza...

beijos

Bruxinhachellot disse...

Bem Marco o que posso responder é que bem e mal possui significados diferentes para cada indivíduo. Atrocidades contra a humanidade é vista como maldade e contra a natureza seria desenvolvimento? Cada indivíduo crê naquilo que pensa que é certo, já que não temos prova de nada que a história e a tradição nos passa.
Se não cremos mais em castigos, pode ser porque vemos o quão injusta é a vida para aquele que sofre e tão bem vista para aqueles que estão por cima, que traem, que violentam, que destróem, que inventam leis e punem um inocente sem pensar em seus atos.
Se há bem ou mal na humanidade, pode-se dizer que cada um de nós temos um pouco de cada, mas alguns levam um lado mais a sério e dele se torna escravo.
Aquele episódio do ônibus me fez chorar por muito tempo, mas tive que secar minhas lágrimas e guardar minha dor, pois ninguém me responder uma simples pergunta: Por quê?
Para acreditar em bem e mal, deveríamos acreditar em céu e inferno e isso é algo que deixei de acreditar há muitos anos.
Sem dúvida que o mundo está perdido. A única coisa que ainda me faz abrir os olhos para um novo dia é acreditar que ainda existe uma chance se eu fizer a minha parte.

Beijos de sorvete.

rubo medina disse...

Marco, se eu disser que a natureza humana é boa ou deixa de ser, acho que estarei rotulando. Prefiro dizer que a natureza humana está perdida, sem rumo...
Abraços.

rubo medina disse...

Caro amigo Marco, sobre o Wenderson, personagem da minissérie, vc disse que aí no Rio chamam-no de malandro agulha(certo?). Aqui em BH, chamamos de prego. Aquele que está sempre entrando e levando na cabeça... rs.

Quanto à Flora di Garmignon, a partir dos próximos episódios ela terá desempenho à altura do que veio à trama.

Abraços, bom fds e obrigado por estar sempre presente.

Marco Santos disse...

Caros amigos:
Muito obrigado pela paciência de vocês e pelas opiniões. Li todas com bastante atenção. Concordo com algumas, tenho algumas discordâncias de outras. Mas para mim, o que importou foi vocês terem opinado.
Valeu, moçada! Abraços e beijinhos e carinhos e ternuras sem ter fim!

marconi leal disse...

Marco, acho que a natureza do homem é selvagem, predominantemente. Razão não dá dinheiro, eqüanimidade não compra carro de luxo, piedade não nos proporciona comer lagosta, sentimentos grandiosos e abnegação não pagam por vestidos de marca. Há momentos na história, no entanto, em que a razão parece estar no comando das coisas ou, pelo menos, ter uma voz ativa contra o fanatismo, o egoísmo, a injustiça e outros males humanos. No século 18 houve isso, em certo sentido. Mas o século dezoito está agora muito longe...

Chantinon disse...

A Saramar usou todas as palavras no mesmo lugar que eu colocaria.
Ainda tenho esperanças, mas tenho certeza que não verei uma humanidade 80% racional.
E como seu post é antigo, os numeros mudaram, e para pior.