segunda-feira, novembro 06, 2006

A Feiticeira


Responda rápido: se você tivesse o poder de, ao mexer o nariz, fazer acontecer qualquer coisa, o que você faria primeiro?
Acho é o que se pergunta boa parte das pessoas que assistiam (ou assistem) ao seriado “A Feiticeira”. Entre as séries mais clássicas na história da TV mundial, certamente esta é uma das mais famosas.
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(Clip com 86 segundos)


Ela foi ao ar, pela primeira vez, na rede norte-americana ABC, no dia 17 de setembro de 1964 (véspera do meu aniversário) e fez um sucesso colossal, para a alegria dos executivos da rede que estavam temerosos com uma série que tratava de bruxarias em um país (hipocritamente) puritano. Mas até 1972, com 255 episódios em oito temporadas, a série foi gravada e agradou a todos, embora nos dois últimos anos de produção já não fizesse tanto sucesso. Os EUA passavam por transformações profundas e uma história de alegre magia e leves trapalhadas domésticas parecia não ter mais espaço na vida dos americanos.
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Mesmo assim, ela não deixou de ser reprisada, nem nos Estados Unidos nem no resto do mundo, Brasil inclusive. Até hoje ela passa tanto no canal 21, quanto no Nickelodeon. Mais de uma geração cresceu ao som daquela musiquinha inconfundível (aliás, é o ringtone do meu celular) que abria o seriado. (Quer ver um trechinho da abertura da série? Clique aqui.)
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(Clip com 97 segundos)

Para quem não conhece a série (será que existe alguém assim?) ou que quer relembrar do que se tratava, “A Feiticeira” (Bewitched, no original – que quer dizer “Enfeitiçado”) era sobre uma moça americana típica (Samantha) que se apaixonou por um publicitário (Darrin Stephens, mas no Brasil foi chamado na dublagem de James) e se casou com ele. Só que ela era uma bruxa. Ao mexer a ponta do nariz, tinha o poder de fazer quase qualquer coisa. E o que é pior: tinha uma família de bruxos altamente enlouquecidos que viviam transformando a vida do pobre James num inferno.
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A série lançou para o estrelato os seus protagonistas, Elizabeth Montgomery (que virou uma espécie de “Namoradinha do Mundo”) e Dick York. Ela era casada com o produtor da série, William Asher. E mesmo atores de sólida carreira, como Agnes Moorehead – a sogra Endora, mãe de Samantha – conseguiram enorme projeção com o seriado.
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Há muitas curiosidades interessantes envolvendo a série. Por exemplo: um dos principais atores – Dick York – teve de sair da produção, em 1969, por motivo de saúde. Foi substituído por Dick Sargent, sem se dar maiores explicações ao público e a mudança colou!
Outra: a filha da Feiticeira, Tabatha, foi representada por nada menos que cinco duplas de gêmeas: três no episódio do nascimento do bebê, uma quando a menina estava um pouco maiorzinha e uma, a que ficou mais tempo, pela dupla Erin e Diane Murphy.

Talvez a maior curiosidade é o fato de Liz Montgomery na verdade não mexer o nariz. Ela mexia a parte de cima do lábio superior (fazia isso sempre que estava nervosa, era um tique), mas o fazia com tanta habilidade que parecia estar mexendo o nariz.
Fofocas de bastidor: Três séries famosas eram filmadas na mesma época e nos estúdios da Colúmbia: A Noviça Voadora, Jeannie é um Gênio e A Feiticeira. As três atrizes protagonistas das séries (Sally Field, Barbara Eden e Elizabeth Montgomery) dividiam a mesma sala de maquiagem. Bárbara gostava de chegar cantando, o que irritava Elizabeth tremendamente, por ela gostar de silêncio pela manhã. Ela diariamente implorava para que a “Jeannie” parasse a cantoria (por que não a enfiava numa garrafa, não é?) e nem sempre conseguia que a atriz parasse de soltar seus gorjeios.

Aliás, quando a NBC quis lançar uma série concorrente de “A Feiticeira”, que seria “Jeannie é um Gênio”, seu criador, o escritor de best sellers Sidney Sheldon foi pedir a opinião de Sol Saks e William Asher, criadores de “Bewitched”. E eles deram muitas dicas.

Teve um episódio dos Flintstones em que A Feiticeira foi ser sua vizinha. Os personagens do desenho (na foto) foram dublados pelos próprios Liz e Dick.

Colocaram em David White (o Larry) o apelido de “Cabelo de Algodão” (Cotton Hair), o que o deixava enfurecido quando o chamavam assim nos próprios episódios.
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A série teve diversos personagens. Eu, particularmente, gostava de dois deles: o Dr. Bombay (“chamando Dr. Bombay, chamando Dr. Bombay, emergência, venha imediatamente!”), que costumava fazer suas aparições da forma mais hilária possível, e Phillys Kravitz, a vizinha que vias as coisas incríveis que aconteciam na casa de Samantha e começava a chamar o marido (“Abner! Abner!”) que nunca conseguia ver e por isso tachava a mulher de doida.
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Dos atores que fizeram parte do elenco da série, quase todos já faleceram. Entre os que mais apareciam:

Elizabeth Montgomery, em 1995, de câncer colorretal(quando os primeiros sintomas apareceram ela não deu importância... Se tivesse se tratado, poderia ter se curado); Dick York, em 1992

(morreu de enfizema, pobre e esquecido, gastando tudo o que podia em tratamento de saúde – veja em uma de suas últimas fotos); Dick Sargent, em 94, de câncer na próstata; Agnes Moorehead, em 1974, de câncer (dizem que todos os atores e técnicos envolvidos no filme "Sangue de Bárbaros" (The Conqueror), cujas filmagens foram feitas em um lugar que tinha sido usado para testes nucleares, morreram deste mal, incluindo John Wayne, Dick Powell e Susan Hayward);

David White, em 1990; Marion Lorne, a Tia Clara (na foto, com Agnes e Liz), em 1968, do coração; Alice Pearce, a primeira Phillys Kravitz, em 1966; Sandra Gould, a segunda, em 1999; George Tobias, o Abner, em 1980; Paul Lynde, o Tio Arthur, em 1982.
Ainda estão vivos: Bernard Fox (o Dr. Bombay), inclusive apareceu em “Titanic” e “A Múmia”; Alice Ghostley (Esmeralda), as gêmeas Erin e Diane Murphy (as Tabatha) e os gêmeos Greg e David Lawrence (os Adam, segundo filho de Sam e James).
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No ano passado, Nicole Kidman e Will Farrel fizeram um filme com o mesmo nome da série. Não era uma refilmagem, só uma homenagem. Mas o resultado foi horrível! Passem longe desse filme!
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Sobre a pergunta que fiz no início do post, a minha resposta é: eu mexeria o nariz para voltar até o ano de 1983 e corrigir certas coisinhas que deveria ter feito na época.
E você?
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Na TV Antigas Ternuras, você vê dois clipes: um com cenas do seriado, outro com a abertura do primeiro episódio. Divirta-se!
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Os comentários feitos aqui pelos que me honram com a leitura são sempre respondidos por mim quando divulgo novo texto. Salvo alguma impossibilidade, os dias de postagens são segundas, quartas e sextas.

30 comentários:

Jéssica disse...

Marco, meu querido, eu adorava esse programa, uma dia desses o revi na tv paga. Nossa, viajei no tempo. Adoro a tia Clara com sua trapalhadas e a vizinha fofoqueira. Não suporto a mãe dela, por mim ela sai...rs... Gostava tb do primeiro ator. Eu já sabia da morte de alguns, mas fiquei triste lendo vc falar sobre o assunto. Seria tão bom se ninguém morresse, né?
Vc, como sempre, foi muito feliz e iluminado ao postar. Adoro vc, sabia? (c/todo respeito...rs...)
Um beijo e um lindo dia procê*.*

DO disse...

Eu adorava assistir,MARCO.
Esta e outras séries daquela época. Não sei se é preconceito ou saudosismo,mas não consigo assistir a nenhuma destas séries novas. Nada me cativa. E olha que ,tenho certeza,devem ser excelentes.
Mas a pergunta que vc fez ,eu já tentei responde-la muitas vezes e,sinceramente,não sei o que faria não,hehehe
Depende do momento,acredito. Da necessidade ...
Abração e muito obrigado,de coração,pelas palavras por la.

rubomedina disse...

Marco, estou aqui em PoA. Vou participar hj de uma oficina de contos na Feira do Livro, um evento espetacular de PoA, precisa ver. Depois vou pra Montividéu.
Espero q vc nao deixei Dulcinéia sozinha. Tem muitas surpresas pela frente. Qdo voltar a BH, final do mês, poderei ler com calma.
Abraços e obrigado.

Anônimo disse...

A pouco tempo atrás o SBT estava reprisando no horário do almoço e eu assistia!!!
Assisti as três séries e jurava que a Noviça voadora era a mais antiga. Sonhei muito que estava voando por conta de Bertrille. Álias se tem uma coisa que gostaria de fazer, tendo os poderes de Samantha ou Jeannie seria aprender a voar.
O primeiro video é super engraçado!!
Boa semana! Beijus

Janaina Staciarini disse...

Ahhh eu pensei em oito coisas primeiro. Hehehehe. Pode?

Alê Barros disse...

Oi Marco,

Puxa, vc me fez recordar meus tempos bons de criança em que eu amava assistir A Feiticeira e Jeannie é um gênio...lembro que meu maior desejo era poder mexer o nariz pra realizar tudo que queria...acho que na época eu queria ser invisível, vê se pode...rs
Ah, e sobre meu texto, na verdade quis dizer que acho esquisita as palavras tanto no jeito de escrevê-las, como de pronunciá-las...
Beijos,
Boa Semana!

Anônimo disse...

Eu via a série que passava na TV. Sempre achei que ela mechia o nariz. A homenagem ao seriado eu não vi, mas acho que não conseguiu grande coisa.

Beijos framentados de luz.

Claudinha disse...

Ah Marco!
esta era a minha série preferida. estou com vontade de chorar! Ainda vejo de vez em quando. Eu nunca gostei da Jeanne, e agora, sabendo que Sam também tinha problemas com ela (a atriz) reforço minha birra. Eu sempre sonhei ser Sam, ou quem sabe Tabatha. Aprendi o truque do nariz com meu amor. Eu adorava Endora e tia Clara. Não gostava de Serena,a prima danada. Tive pesadelos com um epi´sódio de disco voador em que os ets eram cachorrinhos fofos. Fiquei muito tempo dormindo de mãos dadas com minha mãe. Gostava de Esmeralda e Tia Clara com suas trapalhadas. Dr Bombay e seus tratamentos cheios de efeitos colaterais... As minhas vizinhas muito se parecem com Phillys Abner, mas nunca conseguem me pegar em flagrante e são tachadas de loucas.Se eu fosse a Feiticeira eu faria muitos feitiços e poderia viajar no tempo como você. Já pensou poder consertar tudo o que fizemos de errado ou mudar as nossas ações? Que legal!
Adorei, parabéns, você sempre me encanta com seus posts.
Um beijão.

M.Eduarda disse...

Marco eu adoro essa série! Aliás assisto todos os dias na nick com a minha Mãe. Jeannie é um gênio já até compramos as 2 primeiras temporadas em dvd. A Feiticeira deve ser nossa próxima aquisição!

beijos

Evandro C. Guimarães disse...

Rapaz, ando num momento de nostalgia. Tenho acompanhado os longas dos Trapalhões que estão sendo exibidos pelo canal Brasil e chego a me emocionar. Agora, você vem falar de A Feiticeira! Assisti a muitos episódios desta série. Como gostava das brigas da mãe da feiticeira com o tio Arthur. Eram hilárias! De vez em quando, passo por algum canal e vejo um episódio sendo exibido. Dou sempre uma paradinha para conferir pelo menos um trecho. É estranho pensar que os intérpretes daqueles personagens que nos eram tão íntimos não estão mais por aqui. Mas, é o curso natural da vida. Como pode ver, meu amigo, há clichês que são verdadeiros!
Um grande abraço!

marconi leal disse...

Que saudade do seriado, Marco. Saudade boa e tenra. Bom seria mexer o nariz e, com isso, consertar este triste país, não? Grande abraço!

Vera Fróes disse...

Marco, quando sair com o "s" a mais não fique chateado não. É que devo ter ido há pouco tempo em algum Marcos na blogosfera. Mas vou prestar mais aten~ção já que isso é muito importante para vc. Jamais faria isso de propósito, viu?
Assisti as três séries e como gosto do tema adorava as três pelo bom humor.
Se eu pudesse mudar alguma coisa seria arrumar um emprego aqui para o maridão que mora em Sampa.

Bjos.

Lena Gomes disse...

Olá, Doce Marco! O q dizer do teu post? Mais uma viagem no tempo, mais uma doce ternura... Adorei. Eu amava A Feiticeira, tanto q até fui ver o "remake", ou seja lá o q foi aquilo, né? Mas até deu pra matar as saudades, valeu como distração. Meus personagens favoritos, além da própria, eram a Tia Clara, e o Tio Arthur. E também o James, q nos lembra o amigo Antônio, não é verdade??? Quanto a mexer o narizinho, bem, no momento, eu mexeria pra transformar uma pessoa, mas acho q isso é querer demais... enfim, pra sonhar algo mais "concreto" (hahaha...) talvez eu fizesse uns golzinhos pelo Fluminense, q vai de mal a pior...
Beijos pra vc. Outra hora eu volto e vejo mais um post. Hoje só li esse e ainda não vi os vídeos.

cilene disse...

Eu adorava..mas claro que assisti as reprises porque nasci depois da criacao da serie...nem sabia que a serie tinha sido criada antes do meu nascimento...rsrs..se eu tivesse esse poder de mudar as coisas com o nariz..sei o que faria primeiro...bom mundando de assunto...o negocio da venda de CO2 e seriomesmo...os noruegueses nao fariam sacanagem assim...

Roby disse...

Acredito que não exista um cristão que não tenha assistido A Feiticeira!
Ahhh e como eu adorava Marco, tu acreditas que de vez eu dei de mexer meu nariz tb? heheheh
Credo, o que uma criança não faz né? rs

Que triste a forma que morreram os atores, essa não sabia...

E aquele filme que tu falastes Markito , com Nicole Kidman e Will Farrel, realmente é MUITO RUIM, pobrezito do filme, nem meus filhos assistiram até o fim.

Aquele abração querido amigo.

Ahh, respondendo sua perguntinha, eu mexeria meu nariz e traría minha mãe pra viver comigo. ( só com magia mesmo,porque ela bate o pé que não quer..rs)

Claire disse...

Marco, tb vi muito A Feiticeira, e qdo criança adorava. Quando adulta, já era mais crítica. Mesmo assim, já estive pensando (eu e meus 'achismos') se aquela época com seriados de mulheres em primeiro papel (ainda q donas de casa, etc.) não eram, à sua maneira, uma forma de feminismo.

Anônimo disse...

Marco, acho que matemática não é sua praia. Como fez aquela conta? (rs*) Beijus

Márcia(clarinha) disse...

Marco queridoamigopratodavida
nenhuma imagem abriu pra mim :( meu pc tá sendo puxado por carroça.
Taí! se eu tivesse o poder da Samantha eu iria ter um computador novinho, ultima geração que até falasse,rssss.
Adorei essas ternuras, viajei no tempo, amei...
lindo dia querido
beijossssssssssssss

Lili disse...

Querido Marco, como sempre partimos para ótimas viagens daqui de sua estação. Adorava - e adoro! - A Feiticeira. Eu brincava de mexer o nariz e fazer as coisas acontecerem. Se eu tivesse o nariz poderoso, faria a natureza voltar ao que era há, no mínimo, 40 anos. Já dava pra curtir um luar sem a interferência das luzes da cidade, por exemplo. Um beijo, bello!

Karine disse...

Ah, eu era criança quando passava a Feiticeira... e lembro que queria que minha mãe fosse igual a ela... pra mexer o nariz e aparecer um monte de presentes e guloseimas pra mim!:)
Hoje, se eu pudesse mexer o nariz... hummm... acho que tentaria realizar um desejo coletivo: paz, amor, amor e paz! E as guloseimas também, né? Muito chocolate, bib's de passas, nhá benta, jujuba... ;)
Beijão, querido!

Mut disse...

Eu costumo ver A Feiticeira algumas vezes. A vizinha que vê as coisas é realmente impressionante , mas eu não lembro do Dr. Bombay.

Nem me fale desse filme. Horrível , horrível. E o pior que eu fui assistir no cinema... >(

Abração!

claudia disse...

oi querido

se eu pudesse mexer o nariz e transformar e modificar, e...
rs

teria uma lista enorme, não caberia aqui...rs

adorei o post

beijos

Jéssica disse...

Bom dia, meu bom amigo Marco...
Um beijo muito bem dado nocê (uia)...rs...

Marco Santos disse...

Querida Jéssica: Que legal essa série, não é? É e sempre foi uma de minhas favoritas. Sobre ninguém morrer, bem, recomendo-lhe o livro do Saramago (Intermitências da Morte) que trata sobre esse assunto.
Fico muito feliz com o seu carinho, amiguinha.

Grande DO: Eu gosto de algumas das novas séries. Mas sei que elas não se comparam às clássicas antigas. De vez em quando vou postar alguma coisa sobre as séries de antigamente. Sobre para que você mexeria o nariz, acho que para transformar o Lula em sapo, não é?

Grande Rubo: Bom passeio, boa estada por aí, nessa terra que eu adoro. Estou acompanhando a Dulcinéia...

Querida Luminha: A Feiticeira ainda passa no canal 21 e no Nickelodeon. Um dia desses, vou postar sobre A Noviça Voadora.
Não sei exatamente no que você se referiu ao meu despreparo em Matemática, mas seja o que for, estou errado! Eu sou uma anta em Matemática! (E em muitas outras coisas também...)

Querida Janaína: Pode, claro que pode... Sonhar não paga imposto (pelo menos por enquanto...)

Querida Alê: Eu já pensei muuuito em ter o poder da invisibilidade. Especialmente quando era garoto e olhava pro vestiário feminino com olhos rútilos... Uma hoara dessas eu escrevo sobre Jeannie é um gênio.

Querida Claudia Bruxinha: Como eu disse, ela não mexia de verdade o narizinho. Mas disfarçava muito bem... A Nicole Kidman quis fazer igual e ficou uma porcaria...

Minha doce Claudinha: Gostou do post? Ah! Que maravilha! Adorei ver a sua ligação com a série, na sua vida, com os que te cercam. Quer dizer que você mora ao lado da Sra. Kravitz? Caramba! Tenha cuidado com seus feitiços, heim? Se eu gostaria de consertar coisas na minha vida? Ah, querida!... E como! Se eu pudesse mudar algumas coisinhas...

Querida Eduardinha: Que legal que alguém tão jovem, quer nasceu depois do fim da série também gosta de A Feiticeira! Bom proveito com os DVD!

Grande Evandro: Se você anda nostálgico, ôpa, então você está no lugar exato! Eu também assisto sempre que posso. Pois é... Os atores da série ficaram encantados... Como se vê, todos eram mortais, e não só o James (Darren).

Grande Marconi: Ô se a gente pudesse mexer o nariz e acabar com a corrupção, com a pobreza e com a injustiça... Seria ótimo, mesmo.

Querida Vera: Desculpe se pareço ranheta com o S” do meu nome. Já sou um “jovem senhor, começa a ter minhas manias. Não se preocupe.
Tomara que o seu esposo consiga um emprego o mais rápido possível. (Ele mora em São Paulo e você no Sul?)

Doce Helena: Que bom vê-la por aqui. Pois é. O Antônio e o James Stephens foram separados ao nascer. Quando fazíamos o espetáculo “Nas Ondas do Rádio” eu sempre o apresentava como o gêmeo do marido da Feiticeira.
Mexer o nariz pelo fluminense? Não gaste feitiço com isso não, querida! Aquilo não tem jeito! Deixa afundar pra seguinda!

Querida Cilene: Ainda está pensando no que iria fazer se o seu narizinho tivesse poderes?
Querida, eu sei como funciona os créditos de carbono. Só achei engraçado como a coisa foi apresentada no seu ótimo blog.

Querida Roby: E quem é que não sonhava em fazer coisas mexendo o nariz quando criança, meu bem?
Sim, a morte de alguns atores da série foi bem triste. A começar pela dos dois protagonistas, ambos de câncer no pulmão por conta de cigarros. Nem feitiço dá conta dessa praga, não é?
O Filme com a Nicole Kidman é PÉSSIMO! Ela está PÉSSIMA no papel! Que diabo é aquela representação toda arfante? Parecia uma bruxa com asma!
Tomara que sua mãe atenda aos seus convites...

Claire: Também fiquei pensando nos seus achismos... Antes de A Feiticeira, teve o I Love Lucy, que era praticamente um proto-feminismo, não acha?

Marcíssima, amigapratodavida: Botaram feitiço no seu PC? Que bom que você gostou do post, meu bem.

Querida Lili: Ah, que legal saber que você gosta também dessas velharias!... Elas me são absolutamente fundamentais. Gostei do motivo para o seu feitiço. Qualquer coisa que envolva viagem no tempo, estou dentro!

Querida Karine: Ah, se pudéssemos mexer o nariz pela paz, pelo amor e pra aparecer chocolate e bib’s de passas!

Grande Mutante: Você nunca viu o Dr. Bombay? Ah, não sabe o que está perdendo! Quando ele aparece eu rolo de rir! Também gosto da Sra. Kravitz e os furos que ela dá. Em Jeannie, o personagem correspondente é o Dr. Bellows.
O filme com a Kidman é tenebroso!

Querida Claudia: Você tem razão. Se tivéssemos o poder mágico de criar/modificar coisas, huuummm... Seria até difícil saber por onde começaríamos!

Valeu, moçada! Abraços e beijinhos e carinhos e ternuras sem ter fim!

Ana Carla disse...

Marco, eu admiro sua oreganização e dedicação. Quando crescer quero ser igual você. Tá bem... parecida com você! rs... Beijo!

Toffo disse...

Caro Marco: seu texto está muito bom, mas tem algumas imprecisões. Liz não morreu de câncer no pulmão, mas sim de câncer colorretal, e ao que saiba ela não fumava. Dick Sargent também não morreu de aids, mas sim de câncer de próstata, e o fato de ele ser gay não influiu nada em sua saúde. Igualmente, essa história envolvendo Liz e Barbara Eden também não tem respaldo em nenhuma fonte confiável, tanto é que o set de A Feiticeira tinha camarins individuais para cada ator, Liz tinha o dela, Agnes e Dick York os deles.

Marco Santos disse...

Caro Toffo: Se você tiver um blog, por favor me avise que eu o visitarei. Vou respondê-lo aqui na esperança de você voltar para ler.
Bem, você está absolutamente certo quanto às causas de morte de Liz Montgomery e Dick Sargent. Eu deveria ter me certificado quanto a isso. É imperdoável pra um jornalista passar informação incorreta. Vou acertar no post.
Mas que a querida Feiticeira fumava, ah, não tenha dúvida. Fumava bastante! Tenho fontes seguras quanto a isso e vi uma foto dela com um cigarro na mão.
Quanto à história dela com a Barbara Eden e a Sally Field, veja bem, eu não disse que ela dividia camarim. Escrevi que elas iam à sala de maquiagem da Columbia na mesma hora. Todo estúdio tem uma que é comum para os atores (até o Projac tem uma!). E essa história foi contada pela Sally Field numa entrevista no The Rosie O'Donnell Show. Pode conferir.
Muito obrigado pela visita e pelas informações. Um abraço!

toffo disse...

Marco: Eu sei que Liz fumava na década de 1950. Mas nenhuma fonte que eu consultei, nem a biografia dela escrita por Rita Piro, nem "Bewitched Forever" escrito por Herbie Pilato (que é a maior autoridade em Liz) confirmam que ela fumasse posteriormente. Em todo caso, creio que não foi esse o motivo de ela desenvolver câncer. Pilato também não confirma essa história do camarim, mas creio que até é possível, porque o maquiador devia ser o mesmo para todas elas.
Infelizmente as fontes que temos sobre Liz são todas em inglês, não há nada traduzido. Se você entende inglês, existe um grupo de discussão no IMDb, entre no google com Bewitched (1964), é a primeira referência. Para participar é só cadastrar email e senha, tem muita discussão (e muita briga também!) mas tem muita gente séria que inclusive conheceu Liz em pessoa, a gente aprende bastante. Foi recentemente descoberto, inclusive, que Liz e Dick York não eram amigos nem se davam bem, e a saída de York do show foi muito mais traumática do que a gente imagina. Leia lá.
Abraços,
Toffo.

Marco Santos disse...

Grande Toffo: Estou gostando do nosso papo. Mas não seria melhor passarmos para e-Mail? O post da Feioticeira está no arquivo e dá mais trabalho para acessá-lo. O meu endereço é batmarco@terra.com.br
Sobre a foto que eu vi da Elizabeth fumando. Não sei se era da década de 50. Que eu a vi fumando, ah, com certeza!
Você está certo. Mesmo que ela fumasse, isso não levaria ao câncer colorretal. Isso costuma ser decorrência de predisposição genética, acho...
Não li a biografia dela. Não chegou ao Brasil. Aqui, não temos o costume de biografar nossos astros. Nos USA isso é uma constante. As biografias dos atores dos meus seriados favoritos sempre me interessam. Quando estivem em New York, comprei a biografia da Família Dó-Ré-Mi (Partridge Family). Devia ter procurado outras...
Sobrea a história do camarim, só tenho o depoimento da Sally Field. Talvez se a gente conseguisse a biografia da Barbara Eden (acredito que deva existir até mais de uma!), tiraríamos a prova dos nove. Mas acredito ser possível. Sou ator também e sei que nas TV, as salas de maquiagem são compartilhadas pelos atores de mais de uma produção.
Não só as fontes sobre a Elizabet Montgomery. Quase todos autores de livros sobre seriados americanos não chegam traduzidos por aqui. Acabei de escrever no Antigas Ternuras um post sobre a série Batman, e sei que os livros sobre Adam West, Burt Ward, Yvonne Craigg etc. só existem em inglês. Eu consigo ler em inglês, sem muitos problemas.
Eu desconhecia esse negócio do grupo de discussão sobre Bewitched. Suponho que existam outros sobre vários seriados. Infelizmente, o meu tempo anda muito escasso. Eu adoraria participar de vários destes grupos, ou pelo menos tomar conhecimento das discussões.
Sobre Elizabeth e Dick York. Sei que eles não eram amigos. No Biography de Bewitched, ele aparece cuspindo marimbondo pra cima da produção ou seja, William Asher, marido da Elizabeth). Ele morreu absolutamente ressentido com os responsáveis pela série. Disse que eles estavam ricos e ele estava morrendo na miséria, sem ter como pagar pelo tratamento de saúde. Não sei até que ponto tem verdade nisso. Prefiro não tomar partido. Mas que a Elizabeth era muito mais amiga do Dick Sargent (ele era a primeira opção para o “Darren”, mas tinha compromissos assumidos e não pôde fazer. Aí contrataram o Dick York, que eu considero melhor que ele). Sobre a saída de York da série, segundo consta nas minhas fontes, foi porque ele já não estava mais conseguindo cumprir com os conogramas de gravação. Ele teve um acidente de cavalo numa filmagem que comprometeu a sua coluna. Ele sentia dores horríveis, e em muitas ocasiões não tinha condições de gravar. O negócio foi chegando num ponto que o ritmo das gravações estava sendo afetado. Em TV, tempo é realmente dinheiro. Aí, Asher e a direção da Screen Gems tomaram a decisão de substituí-lo. Imagino o quanto ele tenha ficado decepcionado.
Obrigado por manter essa discussão tão interessante, Toffo. Pode me escrever quando quiser, vai ser um enorme prazer.

Toffo disse...

mCaro Marco: Bem, tenho 52 anos e acompanho a série desde que foi lançada, nos anos 60. Sempre fui fã apaixonado de Liz, que, ao que tudo indica, era tão agradável na vida real quanto na tela. Eu li a biografia dela, de Rita Piro (que é mais ou menos) e o livro de Herbie Pilato, sobre a série, e acompanho os comentários dos gringos (quando posso...)

1) Diferentemente do que Sargent dizia, ele não foi a primeira opção para Darrin. Na verdade, ele entrava no pacote de Tammy Grimes, que era o primeiro nome cogitado para viver Samantha. Mas Grimes, na época, fazia sucesso na Broadway e recusou o papel (e como se arrependeu depois!...). Quando o casal Asher entrou na história, já entrou com Dick York, que tinha sido selecionado e portanto era o primeiro Darrin desde sempre. No início, as coisas iam bem. Mas DY, em virtude das dores que sentia na coluna, tomava analgésicos demais e acabou viciado em remédios. Pelo fim da 4a temporada (1968), a coisa ficou ruim para o show, porque ele faltava demais e, quando ia, aparecia grogue, fazendo a produção sempre ter à mão um "plano B", ou seja, "non-Darrin" para gravar, o que causava muito desgaste. Além disso, parece que York era uma pessoa nervosa e irritável (para não dizer estranha) e Liz começou a ficar irritada com tudo isso, porque tinha que levar o show nas costas. Além disso, a mulher de DY, Joan, não gostava do casal Asher e principalmente de Liz. Quando no início de dezembro de 1968 DY sofreu um colapso no set e teve de ir para o hospital, Liz achou que era a hora de parar. Além disso, estava grávida na época, com mais dois moleques pequenos, e decidiu acabar com tudo. No entanto, a Screen Gems achava que o show ainda podia ir adiante, tinha bons níveis de audiência e acabou fazendo uma oferta irrecusável: 50% de participação para Liz e Bill, mais a liberdade de direção, se continuassem o show com outro ator. Foi aí que Liz acabou cedendo e Sargent foi contratado, em janeiro de 1969. O problema é que Sargent não tinha o carisma de York e não era um bom comediante, embora se esforçasse para isso, mas mesmo assim se saiu bem e a série prosseguiu por mais 3 anos.

2) Quando DY saiu, Bill Asher ficou espantado quando entrou no camarim dele e viu montes de pílulas, para todos os lados, nas roupas e até nos sapatos!

3) Há uma suspeita (não confirmada e ao que parece inverídica) de que DY teria assediado Liz durante a série, daí a repulsa dela. Duas coisas são intrigantes: uma é a declaração de Bill Asher na época de que Liz e DY "se amavam" - não fica claro em que nível, mas se deduz que era no nível profissional. Outra (e isso eu li com meus olhos!) como, na sua autobiografia, York conta como foi o primeiro encontro dele com Liz, para acertar os detalhes do show, em 1963. Ele vai descrevendo a voz dela, os cabelos, o olhar, o jeito que cruza as pernas, enfim, um relato nada profissional de um ator em relação a uma colega. Pode até ser que ele sentisse uma ponta de atração pela colega de set. Ele nunca se referiu a ela com ressentimento, pelo contrário: parece que, muitos anos depois, um pouco antes de morrer, numa entrevista, ele teria dito que Liz era "hot", que em inglês significa uma mulher extremamente sexy, boazuda, gostosona etc. Enfim...

toffo@toffobus.com.br