sábado, maio 06, 2006

Viagem no Tempo


Não sei vocês, mas se tem um assunto que me interessa é viagem no tempo. Aliás, isso não é nenhuma novidade para quem costuma me dar o prazer de ler estas mal tecladas linhas. O saudosismo latente me denuncia a vontade constante de “viajar” a tempos idos.
Normalmente, vejo todos os filmes sobre o assunto, leio os livros, ouço os discos... Antigamente eu sempre perguntava aos meus amigos: “Se existisse viagem no tempo, para que época e local vocês gostariam de ir primeiro?” Coisa curiosa. Nenhuma resposta coincidia com a do outro ou com a minha. Embora houvesse trocentos lugares e épocas que eu adoraria conhecer, tem uma que suplanta a todas. E é a que eu respondia quando me devolviam a pergunta sobre que época e local eu gostaria de visitar:
O tempo de Cristo, em seus últimos dias.
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Não que eu seja particularmente religioso. Embora uma viagem àquela época faria muito bem à minha crença, especialmente por eu poder tirar a limpo aspectos dos Evangelhos que definitivamente não batem entre si. Para um estudioso de História, é um período fascinante. Sem contar que estar diante do mestre Jesus, cara a cara com ele, seria literalmente a glória.

Mas mesmo se possível fosse, tecnicamente seria uma coisa meio complicada. Eu não falo, nem entendo hebraico antigo e sei que não encontraria a moleza de “Tony” e “Doug”, personagens da série “Túnel do Tempo” (que eu adorava...), que onde caíam, sempre encontravam gente falando inglês. Fosse na Mongólia de Ghengis Khan, fosse na Jericó de Josué.
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O assunto realmente me desperta todo interesse. Já li muito a respeito. Albert Einstein tirou todas as minhas esperanças quando afirmou que cientificamente é impossível voltar ao passado, mas que era possível viajar ao futuro. Deixa eu tentar explicar a vocês, do jeito que eu entendi.
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Einstein disse que o espaço-tempo é uma espécie de tecido curvo. Em intervalos irregulares existem buracos neste “tecido”. O tempo e a noção de espaço percorrem este “tecido” na forma como a gente conhece e vive. Mas se houvesse uma espaçonave que atingisse a velocidade da luz e se fosse conhecido exatamente onde se encontrariam os tais “buracos” no fluxo espaço-tempo seria possível, digamos, cortar caminho (veja a ilustração à esquerda).

Ou seja, uma nave, na velocidade da luz, sairia da Terra, penetraria nestas falhas e levaria menos tempo para percorrer um determinado caminho. Seria como se nós, na Terra, levássemos, digamos, uns 20 anos para percorrer um trecho no Cosmo, mas os tripulantes desta espaçonave levariam talvez um mês. Daí, quando retornassem à Terra, após “cortar caminho-tempo” pelos buracos, teria passado 20 anos para a gente e muitíssimo menos para eles. Seria como se eles tivessem “viajado” para o futuro.
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Claro que ainda não existe uma nave que viaje na velocidade da luz (300 mil km por segundo), mas Einstein disse que era possível, não que fosse fácil.
Com base neste raciocínio, eu desenvolvi uma outra forma de se “viajar ao futuro”, mas com efeitos colaterais que o jeito do Einstein não apresenta. Seguinte:
Imaginem uma pessoa entrando em coma (por indução ou por acidente) por 20 anos. E que depois desse período, ela acordasse “no futuro”. Não deixaria de ser uma “viagem” nos princípios einstenianos, pois, no momento 1 alguém estaria com a consciência em uma época e no momento 2 a sua consciência estaria em outro tempo do porvir.
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O principal efeito colateral diferente da outra viagem seria o fato do “viajante” envelhecer durante o período. No exemplo de Einstein os tripulantes da nave não sofreriam a ação do tempo em seus corpos.
Mas tanto na viagem pelo método de Einstein quanto na minha existe um principal problema a ser sanado: o choque cultural, o impacto dos acontecimentos do período. Imaginem alguém “sair do ar” de 2006 e acordar em 2026? O tanto de coisas que aconteceria durante este período seria perturbador para o “viajante no tempo”.

Para facilitar a compreensão de vocês sobre o que eu estou falando, criei a seguinte situação: um homem entrou em coma em 1986 e acordou agora em 2006, ao lado da esposa e de seu médico.
- Uhnn...Onde estou?
- Waldemar! Você acordou? Olha só, Dr. Duarte! O Waldemar acordou! Ô, meu querido! Você esteve em coma por 20 anos!
- 20 anos? Então já estamos no Século 21?
- Desde 2001, meu bem. Aliás, um ano bem complicado...
- Tivemos a nossa odisséia no espaço? O Brasil já foi ao Cosmos?
- Já, já...E o assunto já encheu o saco. Ninguém agüenta mais o astronauta de Bauru.
- O que? O Brasil mandou um astronauta de Bauru pro espaço? Uau! Deve ter custado muitos milhões de cruzados para...
- Reais.
- Hein?
- Reais. A nossa moeda é o Real. Não é mais Cruzado. Aliás, deixou de ser Cruzado, deixou de ser Cruzado Novo, deixou de ser Cruzeiro... e sei lá mais o quê. A moeda mudou tanto que nem lembro mais quais foram.
- O que você está me dizendo, Dirce... Quando eu apaguei o presidente era o bigodudo, o que fez o Plano Cruzado. Quem mudou pra Real?
- O topetudo. O Itamar Franco.
- Heim? O Itamar foi presidente depois do Zé Sarney?
- Não. Depois do Sarney veio o Fernando Collor...
- Collor? Ué! Não era aquele governador que caçava corrupto em Alagoas?
- Era. Virou presidente e foi impichado.
- Por que?
- Porque era corrupto.
- O que você está me dizendo, Dirce... Mas essa festa vai acabar quando o socialismo sair da União Soviética e chegar ao poder no resto do mundo. Aí essa...
- Waldemar, a União Soviética acabou. Não existe mais desde 1990. A Rússia, a China, a Cortina de Ferro, tudo virou capitalista, adorando a economia de mercado!
- Mas...mas...O que você está me dizendo, Dirce... E depois do Itamar? Quem foi presidente?
- Fernando Henrique Cardoso.
- Aquele sociólogo metido a besta? Meu Deus... Só rico vira presidente nesse país! Ah, mas um dia o PT vai chegar ao poder. Quando um trabalhador chegar na presidência esse país vai ter jeito, vai acabar a roubalheira...
- Er...Waldemar...
- ...Não, Dirce, eu tenho esperança que um dia um companheiro chegue à presidência e aí os corruptos vão ver só...
- Waldemar...
- ...É isso aí, Dirce! Só o PT no poder para acabar com a bandalheira!...
- Doutor Duarte! Vamos fazer o seguinte? Bota ele em coma novamente!
M.S.

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Na Rádio Antigas Ternuras, você está ouvindo “Time”, com Pink Floyd...Tic...Tac...Tic...Tac...

20 comentários:

Jéssica disse...

Não sou, mas tb ando meio saudosista. Vai lá se saber pq, né?
Mas ando revendo fotos, remexendo as gavetas... xiiiiiii, não gosto disso...rs...

Claire disse...

Hahahahahhaha... Marco, pobrezinho do seu viajante do tempo! A gente, q viveu a bomba passo a passo, teve tempo de ir se acostumando aos choques, mas esse coitado, tudo assim de uma vez...
Não sei se eu teria um tempo específico no qual gostaria de ir. A sua idéia é tentadora, mas penso q Deus sabia bem das minhas limitações para ter me colocado viva neste tempo, neste 'hoje' (Embora ainda haja martírios de cristãos atualmente, só q a mídia não divulga. Por que será??). Um livro q eu adoro e já citei aqui, acho, "O Guardião", de Dean Koontz, trabalha deliciosamente com esse tema (e fala nos paradoxos q tornam impossível visitarmos o nosso passado).

Márcia(clarinha) disse...

Pobre Waldemar e seu ideal já corrompido,melhor mesmo que volte ao soninho induzido,rsssss
Sou saudosista de pessoas e se me fosse dado o presente de voltar ao passado o queria bem próximo, minha infância, descobriria o que apaguei[sei lá pq] da memória.
Ótima postagem meu querido,dei boas risadas,rss
lindo findi,
beijosssssssssssss

ex-vizinha disse...

Voltei...
Quando crescer? humrum, eu espero,rsss
[agora que te vi lá no mural,meu caro ex-vizinho]
Li o post sobre Marvin Gaye,fantástico...vou ouvir um pouquinho pra matar saudades.
beijosssssssssssss

Paulinho Patriota disse...

Mano Marco:

Sob a bombarda onipotente do teu texto,entrei em mutismo.

O tempo pretérito: madrigal do nosso enternecer!

*****

PS: retirei o Mural do Zoom por tempo indeterminado porque estou transportando um punhado de croniquetas velhuscas do outro blog sobressalente.

A colagem vai ser de 2 em 2 dias - e não quero que meus amigos percam tempo com tanta bobagem...

De lá pra cá,evoluí um poucochinho,daí ter deixado tudo originalmente. (Imagine-se,eu punha croniqueta BY...)

Inté - e um bondoso domingo para ti.

Dira disse...

ihhhhhhh. a série de tunel do tempo era uma das minhas preferidas. eu morria de pena deles, quando caíam em lugares complicados de sair. Adorei essa sua crônica e a música do pInk já valeria a pena ter vindo. é demais. sou uma fã do pink e depois, do roger waters.

beijo pra vc...e um domingo azul, viu?

agora, se eu pudesse voltar... eu voltaria pros meus 15 anos... juro..rs

Dilberto disse...

Sensacionais os últimos três posts, Marco, pena eu os estar lendo tão tarde, mas cá estou eu! Obrigado pelas palavras quando do post da família (e sobre o meu aniversário, calma: é só dia 13!) e muito bom o seu segundo post - pena ter ele acabado de forma tão triste (eu não sabia que o "pai" do amigo da onça havia se suicidado, mas já conhecia a doce origem das expressões citadas)...

Sobre MArvin Gaye - ele era o que se pode chamar de "O Cara"!!! Pena seu fim (ou seus fins...) e adorotodas as músicas citadas! Bom saber que você foi "didjêi", ré, ré, gostei disso!

E sobre a viagem do tempo?! Perfeito! Tudo começando como uma doce viagem no tempo (até com os furos de "O Túnel do Tempo", ré, ré - faltou lembrar "Voyagers", dos anos 80, lembra? Padecia do mesmo mal!) e encerrando de forma cronista, ré, ré, ré!!! Mas, sobre o tema, conhecia a teoria de Einstein, mas não sabia que só se poderia viajar para o futuro com ela (preciso reler "Uma breve história do tempo", do Hawkings, que também segue muitas das teorias dovelho Eine!) - eu mesmo só queria saber do passado, mais para o meu umbigo, gostaria de mudar umas coisinhas que me atormentam até hoje... E o mais curioso (além destas tuas imagens fascnantes) é que vi "De Volta para o Futuro" ontem, e nem preciso dizer o quão saudosista estou... Filme perfeito, tempo perfeito (anos 80) e a minha melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai... Grande abraço, primo!

Desiree disse...

que pesadelo acordar dessa viagem do tempo, hein? eu também já pensei muito sobre isso.. eu queria mesmo era estar no século XIX me deliciando nos cafés parisienses, rodeada por malditos, fumando ópio e escrevendo compulsivamente...

Claudinha disse...

Oi Marco Fantástico, mais um tema fascinante. Eu não tenho idéia de quantas vezes me perdi olhando as estrelas e imaginando estas coisas e como alguém poderia chegar a estas conclusões. Mas eu gosto disto e adorava Túnel do Tempo (aquela época das séries maravilhosas!). Mas, lembro-me algo nas aulas de mecânica quântica (Deus do céu, como pode haver alguém que entenda isso?) e lá meu prof dizia que a teoria de Eisten foi conprovada.A curvatura do universo num eclipse lá em Maceió, onde puderam visualizar o campo gravitacional desviando os raios de luz. Mas ele também falou que o Prof Kurt Gödel(?)encontrou e comprovou as soluções matemáticas para a teoria da relatividade. Ele tratava os buracos negros como máquinas do tempo e dizia que se o visitante descrevesse uma linha do universo fechada (???O que quéisso?) poderia também voltar ao seu passado. A discussão entre eles seria a interferência nas linhas do passado e consequentemente no futuro (ai como eu queria entender isso!), Seria mais ou menos o processo ao contrário para o passado. Segundo ele,há a possibilidade teórica de voltar ao passado, mas não dispomos de energia suficiente em nosso planeta para isto.
Acho que não vai ser nesta vida que vou entender isto, mas que eu vou tentar eu vou... Eu acho
melhor não voltar ao passado mesmo, já pensou a confusão que causariamos. Mas Júlio Verne já foi piada, por que não tentar entender o impossível?

Beijos querido e uma ótima semana para você!

Claudinha disse...

Voltei para dizer que não estou ouvindo a rádio AT, seré que é meu pc? O site está mudo! Beijos!

Mut disse...

Eu sou um saudosista das coisas que nunca vivi. É uma coisa meio estranha. Adorei este teu texto. É divertido sempre brincar com os lapsos e as mudanças do tempo. Se não me engano teve até uma novela que propôs essa situação - o cara dormia em 1981 e acordava em 2001.

Se eu pudesse escolher entre quais épocas viver , fico em dúvida quanto à Grécia Antiga , para ser aluno de Platão & Socrátes , ou para os anos 60 na Inglaterra ou nos EUA , a fim de acompanhar toda a movimentação do bom e velho rock'n roll. Já imaginou ir a Monterrey e Woodstock?

Um abraço!

Giulia disse...

Muito bom, Marco, adorei! Era fãzona do seriado e minha imaginação dava voltas e voltas sonhando em retornar, um dia, ao passado. E a sua historinha ficou ótima, demonstrando o tremendo choque cultural e político sofrido pelo pobre do comatoso. Beijos

Zeca disse...

Ah, o tempo! Engraçado nunca ter pensado em visitar o futuro, mas constantemente "sonhar" com possíveis voltas ao passado!
Acho fascinantes os romances ingleses do século XIX! Mas não sei como seria a vida por lá, com todas as mazelas que estamos vivendo aquí hoje.
Um retorno aos anos trinta da nossa era talvez fosse bem interessante... principalmente se houvesse a oportunidade de poder olhar nos olhos do Mestre Jesus.
E se houvesse essa possibilidade de retornar no tempo, creio que também não existiria a barreira da língua, como bem demonstravam os seriados que focavam isso - como o delicioso Túnel do Tempo.
Agora... o futuro dá medo! Veja o que aconteceu com o pobre Waldemar! Coitado!

Outra coisa: um probleminha com uma funcionária, que é meu braço direito, tem me mantido um pouco afastado, mas isso é passageiro. Assim que ela resolver seus problemas e voltar, eu retorno à minha vidinha de sempre, podendo acompanhar mais de perto os textos dos amigos. Enquanto isso, vou passando, como posso. Mas na 3ª feira tenho novo texto comemorativo lá.
Quer saber do que se trata? Dê uma passadinha...

Abraço.

Rubo Jünger Medina disse...

Marco, se viajar no tempo fisicamente é impossível, mentalmente podemos fazê-lo lendo o seu blog.
Obrigado, amigo, por nos trazer essas lembranças de outros idos e esta curiosidade sobre o que disse Einstein.
Abraços.

Paulinho Patriota disse...

Mano:

Resolvi reativar o muralzinho (é pago...)

Tomei a decisão de só transcrever aquelas (algumas) croniquetas que mais me marcaram.

Tenha um inspirado dia início de dia útil.

Moacy disse...

Curiosamente, meu caro, também sou fascinado por "viagens no tempo", a partir de minhas leituras de ficção científica. E os "últimos dias de Cristo", de fato, são um tema interessantíssimo. A própria FC já o explorou. Um grande abraço. Em tempo: na minha cronologia dos grandes filmes que já vi os títulos italianos começarão a aparecer em grande quantidade nos anos 40 e seguintes. Outro abraço.

claudia disse...

rs...

pobre moço. O negócio é dar mais 20 anos de coma, e olha lá, capaz de não melhorar muito não...rs

um beijo querido.

Ana Carla disse...

Cheguei aqui por acaso, é a citação ao "Tony e Doug" do "Tunel do tempo" vai me fazer voltar mais vezes!! rs...
Adorei o clima do lugar!

luma disse...

Marco, sem querer ou querendo me fez voltar no tempo. Pra nossa imaginação não existe o tempo. Podemos viajar na velocidade da luz para tempos que nunca vivemos e ir ao outro extremo a lugares inimagináveis. É loucura do ser humano querer controlar o tempo, não acha? Seria a mesma coisa que perder a imaginação.
Boa semana! Beijus

Marco Santos disse...

Beleza, gente! Entremos todos no Túnel do Tempo!

Jeskinha: Ora, temos visitante no blog! Prazer, Jeskinha. Vou retribuir a sua visita. Aqui nesse blog, somos todos saudosistas inveterados. É bom lembrar de coisas boas, não é?

Claire: Olha, mesmo a gente que viveu os últimos problemas passo a passo, não se acostuma direito. Eu mesmo tomo susto a cada vez que abro os jornais.
Hoje, se martirizam pessoas independente de seu credo religioso. Coisas da natureza humana, que gosta de infligir sofrimento aos seus semelhantes. Não conheço este livro que você citou. Vou verificar.
Nesta encarnação, deus me colocou nesta época. Mas acho que deixei meu umbigo enterrado no passado, pois vivo suspirando por ele.

Marcia, querida ex-vizinha: Que bom que gostou, meu bem. Eu também tenho saudades de pessoas e situações mais recentes.

Mano Paulinho: Aqui neste blog vivemos todos enternecidos neste madrigal, não é?

Dira: Pois é, querida...Como eu gostava de "O Túnel do Tempo"...Talvez até a minha paixão por viagens ao passado tenha recebido um forte impulso nesta série. Estou esperando o DVD com a única temporada. Tenho em VHS alguns episódios, mas quero ter todos e revê-los sempre que quiser dar uma "viajada". Também adoro Pink Floyd.

Dilberto: Puxa! Um elogio do Morcegão-líder é um luxo! Fico feliz.
No dia 13, eu dou os parabéns de novo.
Não estou lembrado desta série, "Voyagers". Vou pesquisar a respeito.
Claro que seria muito melhor viajar ao passado que ao futuro! Embora o filme que você citou (uma de minhas antigas ternuras, com certeza...) mostre que pode ser divertido dar uma fuçada no porvir.

Desirée: Interessante a sua "viagem". Seria literal, não é?
enho muito interesse no Século 19, também. Não exatamente nos malditos...

Doce Claudinha: Ôpa! Nada como debater com quem entende! Meu anjo, eu li num número da revista Superinteressante o que eu sei sobre os "buracos de verme" e as possibilidades que Einstein aponta para viagem no tempo. Lá, diz que ao passado não dá, mas para o futuro, sim.
Eu também sei um pouco sobre a curvatura do Universo, que a luz tem massa e pode ser atraída por um forte campo gravitacional. Mas não vou muito além disso. Física Quântica? Deus me livre! Eu padecia nas aulas de Física, Química, Biologia e Matemática! Meu negócio são as Ciências Sociais e Humanas.
Eu ainda gostaria de voltar ao passado ou pelo menos visualizá-lo. Tem uma outra forma que eu não falei no texto para não encompridá-lo mais: as regressões por hipnose. Tenho todo interesse do mundo nesse assunto. Um dia escrevo a respeito.

Mutante: Eu também, caro Bruno, eu também...
Não sei que novela você está se referindo. Mas que é uma baita idéia, sim é. tem um filme do Woody Allen, chamado "O Dorminhoco", que é exatamente isso.
Legal a sua vontade de voltar a Woodstock. Eu prefiro épocas mais distantes, que não tem filmes, nem fotos.

Giulia: A série era ótima, mesmo!

Zeca: Você está certíssimo! O passado é muito mais instigante que o futuro.
Também gosto dos anos 30. Já pensou, voltar e conhecer o Noel Rosa?
Espero que seus problemas sejam logo solucionados para a gente poder voltar a se deliciar com seus textos.

Rubo: Puxa, parceiro! Obrigado. É, a minha intenção é levar a mim e a quem me lê a viajar ao passado.

Caro mestre Moacy: Legal saber que você tambem é aficionado em viagens no tempo. Continuo acompanhando as suas listas de melhores filmes.

Doce Claudinha: Do jeito que nossa vida é dinâmica, daqui a vinte anos a situação vai estar mais enlouquecida que hoje.

Ana Carla: Puxa! Seja sempre benvinda à minha cristaleira de velhas emoções!

Luma: Aqui a gente sempre quer voltar ao passado. mesmo que seja só na imaginação. Coisa boa, né não?

Valeu, caros amigos! Pelo visto, os desejos de viagens no tempo são comuns, mas os lugares e épocas nem sempre.
Abraços e beijinhos e carinhos e ternuras sem ter fim!