sexta-feira, abril 14, 2006

A vida como ela era


Não sei vocês, mas se tem uma coisa que adoro e me reunir com amigos e ficar lembrando histórias de infância/adolescência/colégio. Ah, que delícia! Podem ser as histórias mais bobas, não importa. Ficamos ali, tecendo uma colcha de retalhos de nossas vidas e nem vejo o tempo passar. Acho que este gosto me veio pelo DNA.
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Eu era meninote quando meu tio Jair apareceu lá em casa com um amigo de infância dele e de meu pai. Nossa! aquilo foi a felicidade do velho Ferreira! Lembro que os três se sentaram no quintal e começaram a lembrar histórias, fatos e músicas do tempo deles. Curiosamente, muitos anos depois eu cantei uma daquelas músicas quando atuei na peça “O Cortiço”, com direção de Sergio Britto (“Ah, Seu Mé! Ah, Seu Mé! Lá no Palácio das Águias, olé!, não hás de por o pé!”).
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Era engraçado ver aqueles três senhores rirem como meninos, recordando traquinagens e fatos acontecidos na infância e adolescência. Cheio de curiosidade, eu me aproximei para saber porque tanto meu pai ria. Só que naquele tempo, criança não ficava ouvindo a conversa dos adultos. Eu tive uma criação à moda antiga. Naquela época, os pais controlavam os filhos com os olhos. Se estivéssemos fazendo alguma coisa, bastava o pai ou a mãe nos dirigirem um olhar fuzilante que, sem palavras, significava: “pára com o que está fazendo e sai daqui!”. Quando eu dava aulas de comunicação não-verbal era este o exemplo que eu dava e todo mundo da minha geração entendia logo o que eu queria dizer.
Pois bem. Eu tentei ouvir o que eles estavam conversando, mas com um olhar de raios laser de meu pai, eu me raspei dali rapidinho, antes que o bicho pegasse para o meu lado.
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Creio que por uns dois dias, vi meu pai sorrindo sozinho pelos cantos, cantarolando umas músicas engraçadas, perguntando à minha mãe se ela lembrava de uma ou outra coisa. Claro que ela não lembrava. Meu pai era 17 anos mais velho que ela. Não pertenciam à mesma geração. Eu achava aquele comportamento dele entre divertido e estranho. Não conseguia compreender como ficar lembrando histórias de infância deixava uma pessoa tão feliz.
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Eis que o tempo passa e eu constantemente tenho a minha mente invadida por recordações de minha infância/adolescência. Não é só pelo efeito “blog Antigas Ternuras”; antes mesmo de eu abrir aqui a minha quitanda já tinha particular prazer em lembrar de histórias do tempo do Onça. Uma das coisas que mais gosto na vida é ir para a casa do meu “amiguirmão” Luiz, meu mais antigo amigo com quem ainda mantenho contato, e ficamos lá, lembrando gargalhadamente nossas histórias de rapazinho. Tem duas delas que a gente particularmente não esquece. Ei-las:
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Existia no nosso colégio troço chamado “jaú”. Quando alguém fazia ou dizia alguma besteira acabava levando “jaú”. No início era um bolo na mão; depois passou a ser um tapa nas costas, que rapidamente evoluiu para um rápido espancamento sumário. Uma espécie de “corredor polonês” em que a vítima não corria, levando pescoções onde quer que estivesse. Bastava o grupo achar que o cara tinha vacilado e a porrada comia solta!
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Pois é. Um dia, estávamos eu, Luiz, Miranildo, Vaílton e Wilsinho zanzando pelas ruas, depois do colégio. Íamos em busca de lugares para jogarmos futebol totó (ou de bonecos, ou pebolim) ou para comprar gibis e livros policiais de bolso (FBI, Brigite Montfort, K.O. Durban etc.). Num certo momento, o Vaílton falou alguma coisa que me fez gritar: “vacilou! Jaú!” e mandei-lhe um tapão no meio das costas, achando que os demais me acompanhariam. Só que o que ele falou não era nada digno de um “jaú”. Logo, quem tinha vacilado era eu. Vaílton queria sangue. O meu sangue. Eu saí correndo, com o cara me perseguindo para descontar a porrada que eu lhe dera. Acontece que eu estava calçando um Vulcabrás meio largo. No que eu corri, um sapato saiu voando do meu pé, passou por cima de um muro alto, caindo exatamente ao lado de um cão pitbull psicopata assassino.
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Gente, a cena era digna de um filme do Mr. Bean. Mas imagino que para filmar algo assim seria necessário fazer umas 15 tomadas para chegar perto da precisão, do time daquela cena real. E duvido que realmente alguém conseguisse reproduzir aquilo.
Fui até o portão daquela casa. Não tinha campainha. Olha eu sem um pé de sapato, batendo palmas e gritando: “moça!” Eis que depois de eu gritar muito, aparece uma freira. Sim, ali era um colégio de freiras. Por mais que eu tentasse explicar àquela senhora como o meu sapato foi parar dentro do pátio do colégio dela, ao lado daquela fera que estava pronta para trucidar um invasor, mais ela ficava sem entender. E quanto mais eu me esforçava, mais os meus amigos se mijavam de rir. O que só piorava a minha situação diante da freira.
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Finalmente, ela desistiu de tentar entender, foi lá- pegou meu sapato e o devolveu. Agradeci o melhor que pude. E saí rápido dali. Ah, sim. Depois de tudo eu ainda levei “jaú” daqueles sádicos.
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A outra história se passou em uma aula de educação física no nosso colégio. O professor dividiu a turma em três times de handebol. Decidido qual time ficaria de fora, esperando a vez (o que eu estava), começou o jogo. No gol de um dos times, estava o Gordo (o nome era Jorge Luís, mas era chamado de Gordo por razões óbvias). No ataque do outro time estava o Portuga (ele era português, mesmo!), que tinha uma certa bronca do Gordo. A partida estava disputada. Eis que o Portuga recebe a bola e sai passando por todo mundo até ficar cara a cara com o goleiro, no caso, o Gordo, e ele diante do desafeto, trincou os dentes, fez cara de mau e preparou o arremesso. O Gordo se amedrontou com a cara que ele fez, largou o gol e saiu correndo. Era só o Portuga dar um peteleco que a bola entraria na meta desguarnecida. Mas eis que o maluco saiu correndo atrás do Gordo, com a bola na mão, com a visível intenção de acertá-lo com um tirambaço. O Gordo saiu da quadra, subiu pelas arquibancadas com o portuga no seu encalço. Quando o rotundo goleiro chegou no último lance da arquibancada, sem ter para onde correr, se encolheu todo, esperando a bolada e o portuga não se fez de rogado: desceu o braço, mandando a bola nos cornos do Gordo. Em seguida, a lusa criatura saiu comemorando como se tivesse feito um gol.
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Mas a história não acaba aí. Fim da aula, nos dirigíamos para o vestiário, onde tomaríamos banho e trocaríamos a roupa de ginástica pelo uniforme. Quando o Gordo chegou no vestiário, fez o que sempre fazia: botou o uniforme por cima da camiseta e short suados e já ia saindo. O Portuga foi o último a entrar no vestiário. Entrou, fechou a porta por trás dele, passou a chave e gritou: “ninguém sai daqui sem tomar banho!”
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O Gordo empalideceu. Ele nunca tomava banho com a gente. O pessoal desconfiava que ele tivesse o pinto pequeno e, por isso, teria vergonha de ficar nu na frente da gente. Uma hipótese que talvez explicasse a admiração que o Gordo tinha pelo Luiz. Esse, quando ia para o chuveiro, nos humilhava com a sua colossal jeba. Era praticamente um taco de baseball (estão vendo, meninas? “Inveja do pênis” é isso!)
Mas a rotunda criatura tentava argumentar com o Portuga, que por sua vez estava inflexível: “Vai tomar banho, seu porco!”
O Gordo choramingava, ameaçava fazer queixa na coordenação. Aquela altura a turma toda já estava aos berros, gritando “tira a roupa! tira a roupa!”. Ele se recusava. A rapaziada não teve dúvida: levantaram o Gordo e o conduziram para os chuveiros. Isso no maior escarcéu, é claro. Tinha gente rolando de rir naquele vestiário.
Jogaram o Gordo debaixo de um chuveiro. Ou ele ficava nu ou abririam a torneira sobre ele, com roupa e tudo. “Vai ter que mostrar o pinto!”, gritavam, ensandecidos.
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Inteiramente vencido, o Gordo foi tirando penosamente peça por peça, até ficar pelado. A galera urrava de prazer. Todo mundo acompanhando o banho do Gordo e ainda mandando ele ensaboar uma ou outra parte de sua anatomia que ele porventura tivesse esquecido.
E não é que a turma tinha razão? O pinto do Gordo era minúsculo. Praticamente uma verruga.
M.S.
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Não sei se vocês vêem graça nessas histórias (todas verídicas!). Talvez eu esteja “alugando” vocês com “causos” que só tem valor para quem os viveu. Tenho zilhões de histórias como essas. Quis pelo menos ver como algumas delas ficavam escritas. Uma boa Páscoa para todos.

24 comentários:

Claudinha disse...

Querido e super fantástico amigo, nossos casos, nossas lembranças são sempre momentos deliciosos de lembrarmos do que vivemos. Nestes dois casos a crueldade típica dos adolescentes. Eu mesma já citei num post a paixão de um coleguinha pobrezinho, desdentado e de quem eu só queria rir, de como fui cruel com ele e o fiz passar vexames e hoje ele é um crãnio da NASA...
Poxa, mas você também foi malvado. Por que será que os meninos têm estas brincadeiras tão brutas? E por que será que eu sempre quis brincar com eles? Rsrs

Eu gostei de seus contos.
E agora, vamos brincar de quê?

Beijões!
(Hj eu e Paulinho nos falamos e falamos de você também,será que falamos mal ? Hahahaha!)

Claire disse...

Marco, vc contou de uma forma q quase era possível "ver" - como um filmezinho passando pela nossa cabeça. Fiquei rindo aqui sozinha.

Claire disse...

Ih, outra coisa: depois de ler sua resposta ao meu comentário outro dia, fiquei de ver em que mês estava o conto "E Se?" de que te falei. Afinal vi: está em fevereiro, dia 14.

Rubo Jünger Medina disse...

É verdade, Marco! Colocando Deus à frente das nossas vidas, tudo se resolve mais facilmente.
Feliz Páscoa.

Márcia(clarinha) disse...

Meu querido,
dei muita risada aqui com seus causos fantásticos, putz, menino é terrível e sempre acaba em porradaria as brincadeiras,rss.
Eu também gostava de bisbilhotar conversas de adultos e saber porque riam tanto,acostumei meus meninos assim,escutando e valorizando os casos de infancia, hoje eles adoram contar e saber de tudo.
Minha avó cantava pela casa e meu pai adorava uma caninha e junto com dois amigos saia à noite pro botequinho da esquina o que fazia a vó reclamar e dizer que lá iam Fé,Esperança e Caridade e cantarolava [o que deixava meu pai fulo da vida] "Você pensa que a cachaça vai acabar eu vou morrer,antes que ela acabe eu vou beber..."
Opss, deculpa, mas meu comnetário quase virou um post,rs
adoro relembrar e suas lembranças me jogaram lá atrás no tempo.
Feliz Páscoa meu querido,
beijosssssssssss
Agora chamar o trequinho do portuga de verruga foi dose,rssssssss

Marco Santos disse...

Querida e fantástica Claudinha: Como eu escrevi, eu amo lembrar minhas histórias e meus causos. Se éramos cruéis? Sim, éramos. Criança e adolescente é bicho muito mau quando quer. Mas na maior parte das vezes aquelas maldades não traumatizavam ninguém. Hoje a gente lembra sorrindo. Como você deve estar sorrindo do seu apaixonado que hoje está na NASA.
Huummm...Acho que vamos continuar brincando de lembrar da nossa mocidade. Topas? Um beijo doce qui nem doce de batata doce.

Pois é, doce Claire! Na minha cabeça o filminho passa todinho! eu só descrevi. Já fui ver o seu belo conto e já comentei lá mesmo. Um beijo!

Pra você também, Rubo!

Rá! Rá! Rá!...Quisera eu que meus textos fizessem todo mundo fazer do comentário um post só de lembranças! É ou não é uma dilícia?
Um beijo, querida! E era o Gordo e não o Portuga que tinha o bilau ridículo. Rá! Rá! Rá!...

lúcio disse...

Pô, que sacanagem com o Gordo! (Passei a infância toda preocupado com o tamanho do ... - até descobrir o lance da imagem de perfil...) Gostei dos causos, Marco. Lembrei d'"O Sorvete" do Drummond.

Mutatis Mutante disse...

Hehehe... tem coisa melhor do que ficar relembrando as besteiras que a gente fez quando criança? E que ainda faz às vezes... é pra isso que servem os amigos.

Um abraço!

claudia disse...

olha, seu eu estivesse ali, não "veria" tão bem quanto vi, a sua descrição,foi perfeita. adorei.
Aluga mais a gente...rsrs

Sabe, relembrar certamente nos faz melhores, momentos bons, uma certa nostalgia, nos faz muito bem.

E uma feliz páscoa a você e a toda a família.
Beijo no coração
( achocolatado....rs)

Marco Santos disse...

Grande Lúcio: Acho que todo mundo passou por esse problema na adolescência. Ter o bilau pequeno era terrível! Não conheço esse conto do Drummond. Um abração!

É isso aí, Brunão: É muito legal recordar essas histórias absolutamente idiotas, mas essencialmente felizes. Queria que todos os envolvidos lessem esse post. Acho que só o Luiz vai ler. Um abração!

Oi, querida Claudinha: Então você gostou, né? E quer mais! Tudo bem, mas lembre-se: foi você quem pediu! Ré! Ré! Ré! Ré!...

Uma boa Páscoa para todos!

Desiree disse...

que histórias gostosas, hein? eu também gosto muito de ter momentos assim, mas infelizmente eles são raros, pois quase não tenho contato com meus amigos de infância e adolescência...

beijocas!

Moacy disse...

As histórias da infância, meu caro, em geral são deliciosas. E as suas, grosso modo, são muitos bem narradas/recontadas. Um abração.

Dira disse...

Marco, nunca ri tanto na minha vida, pareceu ate que eu tava lá no vestiário. Sei que criança e adolescente é mesmo muuuuito sacana mesmo. Amei.

Lembro que tinha 12 anos e n conseguia ir de calça comprida para o colégio em dias de menstruação. Daí, toooodo mundo desconfiava. Parecia que tinha um cartaz na minha testa..rs Um dia, fui com uma saia linda, parecia aquelas saias de época, rodada, de elastec (lembram?), barriga de fora, topzinho só na parte de cima e uma daquelas "calçolas" q a gente usava na época pra segurar melhor o modess. Cara, vc n imagina. Eu estava linda (huahuahuahua) mas tinha uma mulherada lá que me odiava por eu ser a mais cobiçada da classe (mas n era bonita nao, era apenas a mais sei lá...rs). Ela n perdoaram. Nesse dia, todos os meninos na sala me cercaram. Eu tava chamando atenção. Elas se reuniram no canto da sala de aula, e combinaram de puxar minha saia pra baixo, na frente de todos. Eu de costa. Arrasando. Elas chegaram e puxaram minha saia. Fiquei com a saia no meio das pernas. Nunca senti tanta vergonha no mundo. Chorei até não ter mais lágrimas. Mas ganhei a solidaderiedade da ala masculina inteira. Foi a minha vingança. Mas a fofoca sobre a minha "calçola" durou todo o ano letivo...rs

Tem muuuuuitas histórias. Eu relembrei as minhas por sua causa. ai ai ai. Espero que vc n fique zangado pelo meu post de hje. Eu não tive coragem de ir te ver, mandei Madalena. Me perdoa?

Evandro C. Guimarães disse...

Grande Marco. A história do Jaú me lembrou uma bobeira que foi onda na escola certa vez:
Os rapazes passavam a mão na retagurada dos outros e perguntavam "Tem pente aí?". Fala verdade, tremenda boiolice! Nunca participei e quando vinham para o meu lado, ameaçava engrossar.
Agora uma coisa em que eu fui um verdadeiro rei foi o lance de botar um tachinha, com a ponta virada para cima obviamente, na cadeira para "nego" destraído sentar. Conseguia pegar todo mundo na sala várias vezes e ninguém me pegava. hehehe!

Paulo Assumpção disse...

Meu caro Marco, a velha máxima está certa: recordar é viver. E, de fato, poucas coisas são melhores do que partilhar recordações num papo com amigos. Por falar nisso, ando numa fase de ficar lembrando de coisas passadas e sentindo saudades delas. Acho que estou ficando velho... Boa Páscoa para você também!

Rubo Jünger Medina disse...

Feliz Páscoa, caro amigo.
Abraços.

Fernanda disse...

Nossa, vc tá bem saudosista ultimamente! Hehehe... Mas é muito bom recordar as coisas, especialmente as coisas boas das nossas vidas!

Kisses

Fernanda disse...

Feliz Páscoa!!

Marco Santos disse...

Vejam só como são as coisas... Eu estava hesitando antes de postar este texto, achava que os meus milhares de leitores não iriam se interessar por essas histórias e estou vendo que o povo gostou!

Querida Desirée: Realmente, essas histórias de adolesc~encia são deliciosas. Imagino que todo mundo tenha as suas. Um beijo!

Caro mestre Moacy: Fico feliz por você ter gostado. Um abração!

Dirinha, meu bem: adorei a sua história. Não se preocupe do comentário ter ficado grande. O ideal seria que todo mundo contasse em poucas palavras uma história também. Eu sempre digo que adolescente e criança são bichos cruéis na maior parte dos casos. Foi uma tremenda sacanagem o que fizeram com você. E olha que foram as moças, heim! No meu tempo elas eram mais comportadas. Preferiam usar a língua para difamar as outras. Um beijo!

Grande Evandro: No meu tempo também tinha o famoso "tem pente aí?". A gente costumava responder com um "não, tem essa escova, quer?", balançando as, digamos, jóias da família.
Essa da tachinha, a gente não fazia, não. Mas rolava peteleco na ponta da orelha. Um abração!

Caro Paulo: Recordar é ótimo! Foi por isso que eu abri o Antigas Ternuras! Um abração!

Feliz Páscoa para você também, Rubo!

Querida Fernandinha: Não é só ultimamente. Eu SOU saudosista, mesmo! E o Antigas Ternuras é o espaço para outros saudosistas abrirem suas respectivas cristaleiras também. Um beijo e Feliz Páscoa!

Zeca disse...

Pois é, Marco!

Acabei passando por aquí, vindo diretamente de um vôo pelo céu da boca da Diroca. Os elogios foram tantos que a curiosidade me trouxe. E digo que não me arrependí, pois também sou um saudosita, daqueles que adoram sentar numa rodinha de antigos amigos e ficar horas relembrando abobrinhas, micos, bobeiras. Nada mais fiel para isso do que a imagem da colcha de retalhos usada por você. O meu pai também gostava disso e, pra sorte minha, desde que não atrapalhasse as conversas, podia ficar ouvindo. Só quando as histórias começavam a ficar mais apimentadas ele me mandava sair. Mesmo como paraquedista de primeira visita, gostei demais daquí. E desejo a você e aos seus entes queridos, uma ótima Páscoa.

Abração.

Márcia(clarinha) disse...

Linda semana Marco!!
beijosssssssss

Marco Santos disse...

Ô, Zeca, prazer em tê-lo por aqui! Se você gosta de relembrar momentos da infância, então puxe uma cadeira e entra na roda. Aqui é o próprio "varandão da saudade". Se você é amigo da Dira é meu amigo também. Um forte abraço!

Uma ótima semana pra você também, Marcita!

Lula disse...

Marcão,
Antes de mais nada, o meu mais profundo pedido de desculpas por não estar no "timing" deste post. Infelizmente meu "weekend" foi prá lá de atribulado... mas já está tudo sob controle.
Irretocáveis as suas descrições da nossa infância/adolescência. As lágrimas me vieram...não sei se por saudade, emoção ou a alegria de ter você como esse AMIGUIRMÃO de sempre. É óbvio que, se você se prestar às elocubrações da juventude, não vai ter tempo prá mais nada... E o tempo da guerra de amendoim (que se tranformou em pera); o toco em cima do mendigo; a bombinha no ouvido... e por aí vai.
Um beijo da família Rocha, sabendo que você teve uma Páscoa maravilhosa, como têem que ser todos os seus dias.
P.S. Escrevo isto com o fundo musical de "Across the Universe". Nada mais apropriado.

Marco Santos disse...

Graaaande Luiz! Além de testemunha ocular destas histórias foi também personagem das duas!
Claro, você sabe muito bem que posso fazer trocentos posts só com nossas aventuras adolescentes. De vez em quando prometo soltar algumas delas aqui.
Espero que tudo tenha se resolvido no seu final de semana atribulado. Abração, mano véio!