segunda-feira, abril 10, 2006

E se...


E se à meia-noite o sol raiar
E se o meu país for um jardim
E se eu convidá-la para dançar
E se ela ficar assim, assim
E se eu lhe entregar meu coração
E meu coração for um quindim
E se o meu amor gostar então
De mim
(E Se – Francis Hime e Chico Buarque)
Estava fazendo a minha ronda habitual pelos blogs amigos, quando chego à página da querida Claudinha (link aí ao lado) e encontro um maravilhoso texto sobre o "Se". Nele, a fantástica mineirinha descreve o que poderia ter acontecido se ela e o seu marido tivessem nascido uns dez, quinze anos antes. Talvez ambos integrassem a famosa geração "Flower Power", e se encontrassem num Woodstock da vida.
Acontece que o "Se" é uma de minhas antigas ternuras. Ele sempre foi, para mim, algo de muito instigante. Tenho inclusive armazenado em meu "disco rígido" mental a idéia de escrever uma peça baseada exatamente no "Se".
*
Sei que para muita gente discutir sobre o "Se" é ocioso, porque ele é uma abstração, porque ele não existe... Bem, peço licença para discordar. O "Se" existe. Ele está presente em cada momento da vida em que temos diante de nós uma opção. No instante em que optamos por sair de casa para trabalhar, escolhemos pegar aquele certo ônibus, ou se for de carro, decidimos ir por aquele determinado caminho; nos muitos sapos que às vezes temos que engolir durante o dia, na hora e na forma de voltar para casa, e que tudo poderia ser completamente diferente se escolhêssemos outras opções.
Na semana passada, houve um tiroteio aqui no Rio, em Copacabana. Um rapaz estava sentado num restaurante, placidamente almoçando, quando foi alvejado por uma bala perdida na cabeça e morreu. Se ele tivesse escolhido outro restaurante, outra mesa, outro lugar naquela mesa estaria vivo. Podem estar certos que alguém optou por não ir naquele restaurante, por não sentar àquela mesa. Esta pessoa fez uma opção decisiva.
*
O "Se" é uma escolha que se faz no presente e que pode afetar o futuro. Acredito que o oposto do "Se" seja o "É" (ou "São"). O "Se" é fluido, maleável, multifacetado. O "É" é rígido, determinante, implacável. Temos o costume de dizer, diante do que não pode ser mudado: "As coisas são assim mesmo". E ponto final. Que opção existe para ser discutida diante de um axioma como esse? O "Se" é socrático; o "É", aristotélico. O segundo estabiliza, o primeiro desestabiliza por inserir a dúvida até sobre o que se sabe. As coisas "são" ordeiramente; "se" há outra hipótese, as verdades passam a ser relativas. Por exemplo: o cristianismo é baseado nos relatos dos quatro evangelistas. E se o evangelho de Judas, recentemente descoberto for verdade?
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Pode existir um componente surreal no "Se", uma hipótese que quando levantada provoca até indignações pelo tanto de absurdo que ela aparentemente contém. Num segundo momento, quando o tempo, "o senhor de todas as coisas", age inexoravelmente, o que parecia loucura alcança a concretude do "É". Não raro, nessas ocasiões as conseqüências traumáticas e deixam um travo amargo na boca.
Você, caro leitor, está achando tudo isso muito vago? Se não, vejamos. E se alguém ousasse, num momento 1, fazer perguntas como: "E se esse rapaz tão gentil, tão atencioso, que está cortejando aquela moça se revelar um canalha?"; "E se aquele velhinho tão bonachão, tão fofinho, que parece avôzinho de história infantil for secretamente um pedófilo?"; "E se o governo Lula desembocar num mar de lama?"; "E se o ministro Palocci, tão respeitável, tão confiável, estiver mentindo?"
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Na peça que pretendo escrever, imagino uma pessoa diante de um determinado momento em que haja duas opções. A partir daí, eu apresentaria como seria a vida dela se tivesse escolhido um delas; em paralelo mostraria o que sucederia se optasse pela outra. Quero desenvolver isso.
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O problema do "Se" é que uma vez feita a escolha, quase nunca dá para voltar atrás. E mesmo quando se volta não seria a mesma coisa que aconteceria se a pessoa tivesse optado por ela da primeira vez. Veja bem: estas reflexões não são rígidas, dogmáticas. Estou só livre-pensando. Mas vou dar um exemplo: Um homem encontra uma mulher, ambos se apaixonam, mas por interferência da família ou de um outro agente externo, eles se separam e cada um se casa com outro parceiro. Passam os anos, vamos supor que ambos fiquem viúvos e voltem a se encontrar. E resolvam se casar. E que até sejam felizes para sempre. Pergunto: se eles se unissem da outra vez, enquanto eram jovens, o mesmo amor duraria? Talvez sim, talvez não. O fato de terem amadurecido longe um do outro pôs a prova o seu amor, diferenciando-o de uma mera paixão? Isto foi determinante para o atual "felizes para sempre"?
*
Imagino que essa conversa seja absurda para os mais pragmáticos. Aqueles que garantem que a vida é como é. Tudo bem. Eles optaram por ser, agir e pensar dessa forma. Mas, e se, por um instante que fosse, pensassem de forma diferente?
M.S.

25 comentários:

Claudinha disse...

Primeironaaa! Pique um, dois, três!
Vim correndo procurar o seu Se. E SE não fosse assim, não teria sossego...Me deixou curiosa! Gostei! Amei as analogias. Temos momentos de Sócrates e de Aristóteles. Eu que brinco tanto de Platão e Sócrates com as definições da química me senti em casa... Enfim alguém que pensa como eu e que fica divagando (ou não) sobre as possibilidades. Achei fantástica a idéia da peça. Eu mesma sempre imaginei (em filmes que crio em minha cabeça literalmente aberta)caminhos diversos e outras soluções. Como teria sido? Eu que fui arrancada contra vontade de minhas raízes, que deixei amigos e primeiro amor, como seria se tivesse ficado lá? Haveria esta nostalgia, este banzo que me persegue?
Quero estar por dentro desta peça, assim que estiver pronta me conte e quem sabe eu não vou ao Rio só para ver a estréia? Aí quem sabe poderíamos reunir o Quinteto Fantástico e ir a um barzinho legal... Mil beijinhos e obrigada pela citação. E , a propósito, aquela borboleta da imagem significa muito prá mim, sou borboleta metamorfoseada pela dor.

Claudinha disse...

Errei, no caso eu comparo Platão e Aristóteles!

Márcia(clarinha) disse...

Se eu tivesse feito minha vida diferente,tomado outro caminho eu teria imposto o caos, mudaria tudo,todas as vidas que me circundam e não tenho esse direito. Não gosto do "SE" me dá a sensação de impotência, do "quase" embora viva imaginando meus "ses".
Estarei no teatro aplaudindo o seu "SE" e será sucesso, com certeza.
linda semana,
beijosssssss

Lula171 disse...

Marcão,
Vc sabe que raramente escrevo algum comentário sobre seus textos, embora seja um leitor assíduo destes e dos comentários advindos de seus amigos.
Acontece que não posso me furtar ao prazer de dizer que o seu subconsciente agiu de maneira gritante, uma vez que a música "E Se" lembra em seus versos: "... e se o BOTAFOGO for CAMPEãO!!!!".
Aceito a sua homenagem de coração, acrescentando..."Madureira chorou, Madureira chorou de dor..."
Bj do seu irmão

ronie disse...

E se o Cerezo não tivesse vacilado? E se o Nasa não tivesse feito aquele gol contra? E se o Edmundo tivesse entrado no começo do jogo contra a França? E se o Chico Science tivesse dormido ao invés de sair dirigindo desembestado? E se o Tim não tivesse entrado para o Mundo Racional? E se o Leônio não tivesse fuçado na internet e descoberto o AT?

Dira disse...

E se... sabe que eu vivo me fazendo essa pergunta e doi pra caramba? A gente inventou de querer uma segunda opção. E se eu pudesse ter novamente 18 anos, e pudesse fazer da minha vida o que sempre quis? É. Parece que não tem volta. Loquei loquei um filme dia desses, A Dona da História), com os atores Debora Falabela, Marieta Severo, Rodrigo Santoro e Antonio Fagundes (http://www.2001video.com.br/detalhes_produto_extra_dvd.asp?produto=10180) que conta justamente esse "E SE". Veja-o. É exatamente isso. Tem também aquele filme E se eu fosse você, com Glória Pires e Tony Ramos, bom de boas gargalhadas. Tudo isso, parte de nossa curiosidade de querer saber o que teria acontecido se a nossa opção escolhida fosse a outra. ai ai ai p q será que a gente tá sempre querendo sarna pra se coçar? rsrsrsrsrsrs

Ternurinha, meu carinho.

Mutatis Mutante disse...

Se... eu bem que podia ter nascido uns quarenta anos mais novo... podia ter pego Woodstock , Mutantes , Tropicália , Jovem Guarda... ai que beleza... :D

Um abraço!

Marco Santos disse...

Rá! Rá! Rá! Rá! Rá!....Ah, borboletinha...Você é uma delícia! Mas, vamulá. Tem gente que diz que na vida nada vem aos pares, que esse negócios de dicotomias, maniqueísmos, é puro reducionismo nosso. Sei lá, mas gosto das coisas duais. Você está certíssima quando diz que temos momentos de Sócrates e de Aristóteles. E vou mais além: temos momentos de Descartes, com a lógica do penso, logo existo, e temos momentos de Analista de Bagé, aquele que diz "Não te fresqueie, rapaz, vai caçar mulher que isso passa..."
Rá! Rá! Rá! Rá!...Hoje eu estou absolutamente filosófico. Sobre o encontro do Quinteto Fantástico, eu adoraria muitão, mas com Rio, interior de São paulo, interior de Minas, Pernambuco e Paraíba envolvidos, hum, não sei não mas acho que não vai ser tarefa fácil reunir esse clubinho dos super-amigos. Mas que eu adoraria, ah, e como! Um beijo, minha linda.

Querida Marcita: O "E Se" é que nem universo paralelo do gibi: tem várias opções. Pode até ser que uma seja caótica. Mas outras certamente não o seriam. As possibilidades são tantas...
Depois eu deixo no seu blog os comentários sobre a Via Sacra. Beijão!

Alô, moçada! Esse é o meu amiguirmão Luiz! Daqui a pouco vocês vão ler coisas em que ele está envolvido. Sei que você deve estar indócil com o campeonato do teu botafogo. Está certo. Festeje mesmo. Isso é tão raro de acontecer que nós temos mais é que aturar. Valeu, irmão!

Grande Ronie: Você aprendeu direitinho como funciona o esquema. No futebol, especialmente no que diz respeito ao meu amado Mengão eu tenho uns trocentos "e se" para peguntar. Aquele abraço!

Dira querida: Sabe que não vi nem o filme e nem a peça "A dona da história"? Nem sabia que se tratava de um baita "e se". Vou rápido pegar o DVD. Beijão!

Pois é, Brunão: Eu já era nascido quando rolou tudo isso que você citou. Mas fico imaginando que eu queria ter nascido lá atrás, poder conversar com Noel Rosa, freqüentar o auditória da Rádio Nacional, ter dançado ao som da banda do Glen Miller ao vivo... A gente nunca está satisfeito, né não? Um abração!

Paulinho Patriota disse...

Grande Marco:

Foste além da mera abstração para engendrar o concreto texto. Um dos mais irrepreensíveis até agora.

Espero mesmo que Você efetue a peça,que já é - antes de ser - uma suntuária originalidade. Assim penso verdadeiramente.

Anexado no tema desta postagem,monto o potro bravo da inquirição. E saio galopando

E se as coisas do país não fossem frouxas a partir da ética? E se o Brasil não fosse lento?

E se o grande perigo nacional não fosse atravessar o sinal verde?

E se não contemplássemos o mar,vislumbrando garoupas? E se não sentíssemos o cheiro de sargaços e o sabor de amarugem advindos do oceano?

E se todos os telespectadores,vestidos com suas blusas de chitas,passassem a abominar,em definitivo,Faustão e sua sutileza cavalar?

E se a nós seduzisse a idéia de deletar nossos blogs,não mais nos confessando em público?

E se o mundo,com as ciladas organizadas pelos cínicos,nos comovesse cada vez menos?

E se o presidente Lula,que se diz um homem bom,não pensasse que ruins são os ônibus que pegam fogo em quebra-quebras?

E se o antigo amor,do qual não restam ao menos o pó nem a virtude na crença ilusória,não fosse crucificado para sempre pelo esquecimento?

E se não existisse MARCO SANTOS e seu ANTIGAS TERNURAS? Que vazio!

******

Um abraço,meu caro irmão virtual; outro abraço,meus caros amigos desta galáxia de donaire!

Paulinho Patriota disse...

Leia-se:

Anexado no tema desta postagem,monto o potro bravo da inquirição. E saio galopando sobre o corcel da divagação...

Claire disse...

Esse ponto de partida é instigante, Marco; um dos romances de Dean Koontz, "O Guardião", trabalha intensamente em cima do "E Se...?", jogando com passado, presente e futuro - os dois últimos alternativos - afinal, trata-se de uma fantasia literária envolvendo viagens no tempo e probabilidades... É , entre os romances contemporâneos, dos meus favoritos. Escrevi um conto - está no blog, arquivos - em q o herói, narrando na primeira pessoa, não pára de se indagar:" E se...?" E este, aliás, é o nome do conto. Quanto ao caso de vc contou no penúltimo parágrafo - aconteceu em minha família. Anos e anos depois, o casal se reencontrou e ficou junto. Tudo indica q foram felizes. Teriam sido antes? Não se sabe...

Rubo Jünger Medina disse...

Marco, e "se" eu te confessar uma coisa que nunca disse antes? Vou dizer: tenho dificuldades em usar o "se" na nossa língua. E "se" a gente observar bem o seu texto, chegará a conclusão de que o "se" pode ser considerado um desejo irrealizado e irrealizável. Parabéns pelas belas escolhas de temas em seu blog.
Quanto ao comentário no meu, e "se" eu te disser que aquele meu estilo "non-sense" tem muito a ver com Macunaíma, de Mario de Andrade?
Abraços, amigo.

Moacy disse...

Meu caro, o seu texto, em sendo bem escrito e bastante provocativo (no bom sentido, claro) provocou ótimos comentários. Um abraço.

Marco Santos disse...

Que bom! O texto está rendendo...
Mano Paulinho: Todos os "ses" que você propôs são altamente pertinentes. A minha intenção, estimulado pelo ótimo texto da Claudinha, foi mostrar que uma discussão sobre situações condicionis nunca é ociosa e que diuturnamente e a cada momento nos deparamos com elas. Fico imaginando, por exemplo, o tanto de "se" o José Serra deve ter pensado na hora de renunciar à prefeitura para concorrer ao governo do estado. E do jeito que a candidatura Alkimin está, ele vai ouvir o zumbido do "E se" por muito tempo.
Mas é isso mesmo. E se eu não escrevesse que gostava do filme Amarcord no blog da Carlinha? Você não teria vindo aqui e eu deixaria de conhecer essa belíssima figura humana.

Doce Claire: Fiquei curioso para ler o seu conto "E Se". Em que mês do arquivo ele está?
Não conheço esse livro que você citou. Acho fascinante conjecturar sobre as múltiplas possibilidades com que nos deparamos.
Sobre a história do casal, imagino que existam trocentas situações como essa verificada na sua família. O que mais atiça na gente a questão do "E Se". Um beijo.

Grande Rubo: E se eu disser que você está bem perto do estilo macunaímico?
É curioso como a possibilidade de alternativas desperta sentimentos diversos nas pessoas. Marcia afirma ter um certo medo do "Se", você admite ter dificuldade...
Como diria o Spock: "Fascinante!". Um abração!

Caro mestre Moacy: atribuo os bons comentários muito mais aos escritores que aqui vêm do que ao meu texto. Tanto você quanto eles são o grande charme do Antigas Ternuras. Um forte abraço!

Yumi Yabiku disse...

Amei, amei, amei! O 'se' é cruel. Ele é terrível, porque é o que ronda todos os remorsos do mundo.

E quanto a esse final do seu texto, sobre o homem e a mulher que se separam e acabam se encontrando na velhice, fiquei pensando bastante no livro do García Márquez, O Amor nos Tempos do Cólera. É exatamente o tipo de história que a gente lê pensando 'e se...?', né?! E se o Florentino Ariza não tivesse seguido a Fermina Daza naquela tarde em que ela o rechaçou? E se ela não tivesse se casado com o Dr Juvenal Urbino? E se? E se?

Um bjooooooo!

Fernanda disse...

É verdade! O "Se" é um caso complicado! Se fizéssemos isso, aconteceria aquilo, mas se deixássemos assim, aconteceria outra coisa totalmente diferente. O "Se" controla a nossa vida!

Kisses

Marco Santos disse...

Yumi querida: Você acredita que eu não li "Amor em tempos de cólera"? Imperdoável de minha parte, não é? Preciso retificar isso.
Voc~e tem toda razão. O "e se" e as suas múltiplas possibilidades são um caso muito sério! Beijo!

Fernandinha: Não sei se o "se" ou ou "é" controlam a nossa vida. mas, como vimos pelos comentários, definitivamente esta não é uma discussão ociosa... Beijão!

claudia disse...

e se...

eu tivesse

vivido mais que sofrido, provavelmente aqui ou ali, onde nasci...
e se...eu tivesse virado à esquerda e não à direita...
será que eu caíria aqui?

se...é um monte de possibilidades que não acontecerão...

a não ser em outra vida talvez...
quem sabe ...

um beijo no coração

( li sua resposta para mim...quanto a Selva de Pedra...eu disse do tempo, coração...daquele tempo...beijo)

Dilberto disse...

É, meu amigo, se... Sempre me pergunto sobre o "se", eterno divisor de águas, especialmente no meu atual momento... Já foi algo mais duramente profundo em minha vida, mas hoje a melancolia toda é mais sadia! Bela crônica, bem amarrada e belamente ilustrada com o Chico! A propósito, se você vasculhar os Morcegos, encontrará um crônica poética de meu irmão sobre o "se" - boa busca! E se não encontrares?... Bom, pelo menos tem cinema no post principal, o que já facilita a vida de qualquer "se"! Rs. Grande abraço, primão!

Dira disse...

e "se" eu dissesse que tô com uma saudade doida de tu?

Marco Santos disse...

Querida Claudia,
temos tantos "ses" na vida da gente. Eu ia escrevendo o texto e pensando nisso. Alguns caminhos que eu tomei foram tomados a partir de opções tão "acidentais", tão ao acaso...
Sobre as possibilidades, bem, uma deixa de ser "se" e passa a ser "é". Em algumas ocasiões dá para voltar atrás e se retomar uma outra possibilidade...
Sobre a novela "Selva de Pedra", aaaahh, sim. Entendi. Beijão!

Grande "primo" Dilberto: É curioso, mas não vejo as possibilidades que eu poderia ter seguido com melancolia. Vejo com curiosidade, não mais que isso.
Claro que vou ver o seu blog! Vamos ver essa matéria sobre cinema. Eu acabei de postar um texto sobre cinema também. Abração!

Tô cum sodade docê tumbém, Dirinha!

Isabella disse...

querido, que post popular!!! aliás, seu blog é muito concorrido!!! adorei o texto e lembro aqui que tem um filme chamado "Sliding Doors", com a Gwyneth Paltrow, que fala justamente sobre isso! seria legal vc ver para pensar sobre a peça. aliás, se montar, tô dentro. beijão.

Marco Santos disse...

Olha só! A madrinha do Antigas Ternuras apareceu! Que felicidade!
Querida, por mim você estaria "dentro" de qualquer projeto que eu esteja a frente.
Vou procurar ver esse filme que você recomendou. Um beijão!

Lena Gomes disse...

O que dizer de um post como este? Perfeito!!! Parabéns, Marco. Cada vez mais me delicio, lendo você.
Me peguei por alguns minutos, pensando em determinados "Se" de minha vida... tem seu lado bom e ruim, já que não se pode fugir da realidade...
Mas:
"E se o governo Lula desembocar num mar de lama?"; "E se o ministro Palocci, tão respeitável, tão confiável, estiver mentindo?"
Acho que, infelizmente, esses já não são mais casos de SE...
Mas, e se um dia a Luciana não tivesse me enviado um e-mail com um link pro AT??? Isso sim, seria uma grande tragédia, hehehe...
Caro amigo, mais uma vez, um doce fim de semana pra vc... beijos.

Marco Santos disse...

Que bom que você gostou, doce Helena! Eu nem imagino o que seria da minha vida se a Luciana não tivesse te repassado o endereço de meu blog!
Beijo!