domingo, janeiro 15, 2006

JK: Será que a minissérie vai contar isso (2)


Depois do golpe militar de primeiro de abril de 1964, os políticos pediram uma reunião com o chefe da “Revolução”, o general Castelo Branco. Juscelino foi convidado para esta encontro. Todos queriam ter certeza de que as eleições presidenciais marcadas para 1965 estariam garantidas. A hora era aquela para pressionar o general. E JK deveria ser um dos principais interessados, já que era candidato declarado a retornar à presidência.
*
A reunião acontecendo na casa de um político importante, chega Kubitschek atrasado e olhando o tempo todo para o relógio. Castelo Branco lá, sentado, dizendo que as instituições democráticas seriam respeitadas, parará...pereré...E aí Juscelino se levanta e diz:
- Bem, o senhor garante que as eleições vão acontecer, não é? Então já vou indo porque eu tenho um compromisso...
*
JK estava no hall de entrada, penteando cuidadosamente os cabelos quando o político dono da casa o alcançou.
- Juscelino, você está maluco? Vai sair sem que a gente tenha maiores garantias de que esses milicos não vão partir para uma ditadura? Você tem que ficar e ajudar a pressionar o homem!
JK segredou no pé do ouvido do político:
- Não posso ficar. Marquei de comer uma mulher que eu estou cantando há um tempão...Fica tranqüilo que ele garantiu que as eleições vão acontecer.
Kubitschek foi comer a mulher e os militares f(@#%*&)oderam a gente por 20 anos. E ainda cassaram JK dois meses depois daquela reunião, em decreto assinado por Castelo.
“Como pode um peixe vivo ter entrado nessa fria?...”
M.S.

4 comentários:

Paulinho Patriota disse...

“Como pode um peixe vivo ter entrado nessa fria?...”

Antológica transposição,amigo.

Mas o tesão urgente endoidece a razão de qualquer um...

JK deve ter e não ter arrependido-se daquele adiamento ao pressionar do general,trocando-o à comilança do entre pernas feminil.

Foi uma senhora enrascadela política; porém,lambuzou-se com o pitéu. (Segundo consta,um amor proibido de Juscelino revelou que ele morrera em impotência sexual. Ficou a relembrança - ah!... - do amarfanhamento impensado de corpos,todavia.)

Nota: rapaz,desculpe-me a superficialidade dos meus comentários,mas esses 40º por aqui (tenho alergia a condicionador de ar,só mesmo o velho ventilador me alivia um poucochinho) não me deixa espichar-me mais; me faz um desconcactenado total.

Tenha um início bom de dia útil,utilizando-o da forma mais prazenteira que puder!

Tchau.

Marco Santos disse...

Ah, com certeza ele se arrependeu de ter preferido dar aquela bimbada à chamar o Castelo na chincha. Por mais prazerosa que tenha sido aquela noite de amor, o que veio depois arruinou a vida dele.

Paulo Assumpção disse...

Marco, eu já sabia desta conversa do JK com o Castelo Branco, mas não com estes detalhes de alcova. Se eu contar isto em sala de aula a garotada vai amar de vez as minhas aulas. :-D
Mas falando sério, políticos escolados como JK e Carlos Lacerda se deram mal ao acreditar que os militares não ficariam muito tempo no poder e/ou poderiam usar o golpe em benefício próprio (de JK e Lacerda). Nunca mais puderam voltar à política. E, dizem as teorias conspiratórias, acabaram assassinados pelos milicos.
Duvido que a minissérie da Globo toque no assunto. O JK deles é modelo de perfeição, esposo fiel, o político mais apolítico da História do Brasil e o personagem mais sem graça da teledramaturgia recente. Sinceramente, espero que a fase com o Wilker mude isso.

Marco Santos disse...

Pois é, caro Paulo, Lacerda e JK viram que o diabo é sábio não porque é diabo, mas por que é velho. E a vontade dos militares tomarem o governo já vinha de dez anos. O suicídio de Vargas adiou por uma década. Depois que eles botaram a mão na faixa, não iriam largá-la assim tão fácil. O episódio é verídico. Só não consigo me lembrar do político que o relatou. Mas você pode citar assim mesmo na sala de aula, ué! Nas relações de poder sempre tem dinheiro, intriga e muita sacanagem!
Quanto à minissérie, apesar de concordar que eles estão reforçando o mito JK santo, ainda assim eu gosto muito e acredito que ela está sendo bem feita. mas claro está que ela não vai mostrar a vida de fauno de Juscelino, nem as suas mutretas na construção de Brasília. Tem filha viva do homem (a Maria Estela, filha adotiva) e isso daria uma baita processo!
O Wilker vai dar um show.