sexta-feira, janeiro 20, 2006

Filme B

Não sei vocês, mas eu admito que gosto de um filme B. É como são chamadas produções de segunda categoria. Tem uma outra subdivisão denominada trash. Estes são a bagaceira do cinema. Quando é muito trash, quando a indigência chega a ser divertida, aí leva o rótulo de cult.
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O exemplo claro disto são os filmes do Ed Wood. Eu tenho em casa o “Glen ou Glenda?” e já vi o “Plan 9 from outer Space”, que é hilariante, sem ter sido feito com o propósito de ser comédia.
Minha formação cultural de cinéfilo passa por filmes assim. Quando era guri, a única coisa que me tirava do campo de futebol era um filme interessante, assistido em salas sem ar refrigerado e com cadeiras de madeira. Ahhhh...Bons tempos aqueles em que apesar do desconforto, não existia celular e os espectadores respeitavam os demais assistindo aos filmes em silêncio, sem conversar com a pessoa do lado.
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Dessa época, trago com carinho na memória os filmes épicos históricos, especialmente os sobre o império romano. E os sobre os parrudos da História, como Hércules, Sansão, Maciste, Ursus (vejam o cartaz do absurdo chamado “Zorro contra Maciste”)... Gostava também dos filmes de terror da Hammer, onde pontificavam Christopher Lee, Peter Cushing, Vincent Price e outros grandes astros. Tinha uma série de filmes mexicanos que eu adorava: a do “Santo, o mascarado de prata”. Era um lutador que usava máscara até para tomar banho, pelo menos, nas cenas em que mostrava o herói em casa, ele estava sempre mascarado. Era hilário vê-lo de pijama e máscara. Alguns títulos ainda trago na memória:

“Santo contra a invasão marciana”, “Santo contra o Dr. Frankenstein”, “Santo contra a Mulher Vampiro”...
Nessa época, também eram muito comuns os filmes de faroeste, principalmente os chamados western-spaghetti, produções italianas, filmadas em Cinecittá, tendo atores de lá com nomes americanizados.

Em muitas vezes, um ator ianque acabava estrelando aquelas produções. Clint Eastwood e Lee van Cleef eram figurinhas carimbadas naquele álbum. A estrela da casa era o Giuliano Gemma. Ninguém fazia melhor o “Ringo” ou o “Django” do que ele.
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Pois bem. Se você gosta deste tipo de filmes, mas não os encontra em nenhuma locadora, seus problemas acabaram! Chegou uma sensacional firma americana que vende DVD originais ou cópias autorizadas (não é pirata, não!) desses filmes B que ainda empolgam multidões.
Trata-se da Video Search of Miami. Caso estejam interessados, é só clicar aqui e se divertir com o catálogo. Para fitas seladas, o site é o Oasis Video Miami. Se quiserem comprar algum DVD, mas estão com receio, eu garanto: os caras são sérios, mesmo.

Eu comprei lá, pelo cartão de crédito, um dos clássicos B da minha adolescência, o “Gungala, a pantera nua” (gênero: aventuras; com legendas em espanhol). O DVD chegou em duas semanas, com tudo direitinho. E ainda dou mais uma informação: se vier com defeito, eles mandam outro, sem ônus. De certa forma, aconteceu comigo. Tão logo o meu “Gungala” chegou, fui assisti-lo. As imagens estavam congelando. Escrevi reclamando e eles me mandaram outro. Que também estava ruim. Foi quando descobri que o problema era do meu aparelho. Os dois DVD estão perfeitos.
M.S.

14 comentários:

Mutatis Mutante disse...

Os meus filmes B não são os mesmos que os seus , mas eu também gosto deles.

Um abraço!

Luiz Henrique Oliveira disse...

Meu amigo, sabe que eu adoro filme B? Pois é, os filmes do Ed Wood, por exemplo, são uma constante em minha vida, assim como outros como o Zé do Caixão; pois acho que não é porque a qualidade não ajuda que o seu conteúdo seja ruim. Há, evidentemente, filmes péssimos em todos os aspectos, mas há aqueles em que, se fosse tratado como um filme hollywoodiano, seria um sucesso com certeza. Qualidade é muito bom, mas o conteúdo tem que ser excelente, sempre! Um abraço e até mais!

Lena Gomes disse...

Oi, ainda não li o post. Só passei pra deixar um beijo, direto de Floripa. Aqui tá tudo bem, mas pode melhorar. Beijos!!!

Paulinho Patriota disse...

Grande Marco:

Admito que os filmes B com pretensão a engraçados são os que mais me fazem rir também,mas o "trash" deixo para meu sobrinho de nove anos. É um tipo que classificaria de comédia improvável por tão toscos,porém me falta paciência.

No rocio,Você já sabe,fico mortiço,e,portanto,desculpe-me a "suncidez" ou superficialidade do meu comentário.

Um grande final de semana para ti - e a todos deste Antigas Ternuras, que já é um dos mais saborosos blogs que conheci.

Pena fina é outra coisa!

Paulinho Patriota disse...

Meu neologismo saiu tão informe quanto um filme C...

Leia-se "sucindez" (=condensado).

Marco Santos disse...

Caro Mutatis: Esses filmes B que eu citei, os via quando tinha sua idade, em mil novecentos e não vem ao caso. Infelizmente, nem no SBT passam essas delícias. Também não os acho em locadora de DVD. A alternativa é recorrer ao Oásis.
Grande Luiz Henrique: Mas filme B é ótimo, desde que não tenham nenhuma pretensão por trás. Eu lembro de passou num cinema da minha infância o "A meia noite encarnarei no seu cadáver", com o Zé do Caixão. Era censura 18 anos. O porteiro não me deixou entrar de jeito nehum. No mais, concordo totalmente contigo: tem que ter conteúdo.
Doce Helena: Curta aí a terra dos manezinhos e depois conte para a gente como é que foi.
Paulinho grande Patriota: Aproveite o seu merecido descanso. Mas, olha, um filme B, ou mesmo um trash à la Ed Wood tem o seu valor. Aliás, já soube de casos em que um blockbuster recebeu ares de filme B. Na versão em DVD de "A Guerra dos Mundos", eles deixaram aparecer os fios que seguram as naves espaciais (no melhor estilo Ed Wood). Disseram que era para dar um charme a mais. Está vendo só? O filme não é grande coisa. Daí, optaram para deixá-lo com um jeitão de filme B para ver se dá uma melhorada.
Um abração a todos!

carla disse...

É Marquito,

Sabe, eu tambem gosto. Afinal nem só de perfeição se faz o cinema. É preciso ser trash! hehe. beijo pra tu.

Paulo Assumpção disse...

Zorro contra Maciste?! Este filme merece uma resenha por aqui. Faça o favor de providenciá-la! Fiquei curioso para saber como deve ter se dado tão improvável encontro. Algum cientista louco portando uma máquina do tempo deve ter aparecido no meio desta história, não? Ou será que o Maciste (não é da Roma Antiga?) ficou congelado e só foi reanimado no México (ai, caramba!) do século XIX? Eita, acho que fiquei contaminado por este clima de filme B. Estou praticamente desenvolvendo um roteiro (sic) ao nível destes clássicos. :-D
E depois ainda tem gente que reclama de Freddy x Jason, Alien x Predador...
Valeu pela dica! Um grande abraço!

claudia disse...

oi...
Giuliano Gemma...adorava.
Sem contar que ele era lindo.
Rs
Devia ter uns 12 anos...
Uma bala para ringo, o retorno de Rindo...e as músicas...tenho até hoje um vinil.
Legal seu post de hoje (rs...todos são sempre)
um beijo

Ronie disse...

Notícias nada artificiais:
1) Argh...lemón está no Heel de Janeuro. Será que vai rolar um encontro blogueiro?
2) Nasceu o filho do Lúcio. Está igual pinto lixo, feliz que só.

Marco Santos disse...

Por partes, já dizia o velho The Ripper:
Carlinha - Quem gosta de cinema, certamente aprecia os filmes B e até o lixão, que quando é brabo mesmo fica até engraçado. Quem não se esbodega de rir com "Ataque dos Tomates Assassinos"?
Paulo, meu personal teacher - Vou ficar te devendo essa. Infelizmente eu não assisti ao fantástico "Zorro contra Maciste". Vou ver se tem no Oásis e sou até capaz de encomendá-lo. Deve ser myuito ruim, quer dizer, deve ser muito bom! As suas sugestões são bem interessantes. Que tal mandá-las para um produtor? Quem sabe pintaria um "Zorro contra Maciste 2 - A missão" Heim? Heim? Sobre absurdos, tem um ótimo também. É um dos últimos filmes da Hammer, o "Drácula no tempo da minissaia", com o Christopher Lee atacando as gatinhas na Londres dos Beatles e dos Rolling Stones. Imperdível!
Claudinha - Eu também gostava do Giuliano Gemma. Teve uma época em que eu era viciado nestes westerns italianos. E tome, Ringo, Django, Sartana, Trinity... Beijo procê.
Ronie - Dá o meu telefone para o alemón. Se ele quiser um encontro de blogueiros, eu topo. Até levo ele na Rodoviária para tomar caldo de cana e comer pastel (ele disse que gosta!). Quanto ao papai Lúcio, dê os meus parabéns para ele! E o seu? Quando vem? E você não viria ao Rio?

Ronie disse...

Beleza Marco.
1)Não encontrei o argh...lemon. Ele é meio anti-social, se é que me entende. Passei o teu e.mail, aguarde contato.
2)Visitarei Lúcio e família amanhã, levarei os cumprimentos.
3)Meu herdeiro chegará em plena Copa do Mundo.
4)Sobre a viagem à Cidade Maravilhosa: Madame estava enjoando muito, não aguentaria uma viagem longa. Ficaremos aqui por perto (Caldas Novas), próximo das avós Isabel, minha mãe, e Nete, minha sogra, nossas conselheiras para questões gestacionais. Quem sabe em 2007, com Ronie II e sem cigarro. Até mais.

Marco Santos disse...

Valeu, amigo Lúcio. E mande mesmo um abração e minhas felicitações ao papai Lúcio e seu novo candanguinho.
Quanto ao alemón, bem...eu estou aqui. Caso ele queira tomar uma água mineral sem gás e sem gelo é só avisar.

video porteiros disse...

Webmaster Hey, design do seu site é excelente e adorando. Suas mensagens são tão legais. Por favor, continuem esse bom trabalho. Cumprimento